terça-feira, 26 de abril de 2016

«Espreito por uma porta encostada», neste caso é mais: espreito por uma janela entreaberta...

Digamos que esta cidade é uma daquelas onde vou (já perdi a conta de quantas vezes a visitei e muitas vezes por lá fiquei) em que, inevitavelmente, faço sempre figuras tristes. Figuras tristes naquele sentido que parece que a estou sempre a visitar pela primeira vez. 

Desta janela onde tirei esta mesma fotografia conseguia ver uma nesga de uma praça gira nas horas (tentativa de trocadilho falhada). Na esquina da rua do lado de lá da praça encontra-se um café-restaurante que em determinados dias, enquanto jantamos e uma brisa quente se faz sentir lá fora, nos oferece fado. Deixamo-nos embalar pela voz do fadista enquanto petiscamos o que existe na mesa, com um bocadinho de sorte temos à nossa frente, ali sentado à nossa frente, a pessoa capaz de nos fazer sentir os mais felizardos do mundo. Pode até não durar muito, esse estado, mas que aquilo sabe bem enquanto dura, caramba, se sabe.