sexta-feira, 15 de abril de 2016

(andava para aqui atarantada das minhas ideias com o uso da palavra história e estória)

É que vejo pessoas que só usam o termo estória e outras que, como eu, usam o normal história, vai daí achando que se calhar era melhor cultivar-me mais um pouco, isto de ser ignorante não está com nada, fui pesquisar e encontrei a explicação numa página que trata de dúvidas linguísticas:

Pergunta de alguém que também assumiu as suas dúvidas sem problema algum:

Resposta da tal página que esclarece quem, se engana... muito, e, não raramente, tem dúvidas (eu):
 "A palavra estória é uma forma divergente de história, pois ambas têm origem no grego historía, -as (exame, informação, pesquisa, estudo, ciência) através do latim historia, -ae, tendo a forma estória entrado através do inglês story. O Dicionário Houaiss (brasileiro, mas também com uma edição portuguesa) informa-nos, na etimologia desta palavra, que estória foi uma forma "adoptada pelo conde de Sabugosa com o sentido de narrativa de ficção, segundo informa J.A. Carvalho no seu livro Discurso & Narração, Vitória, 1995, p. 9-11". Em Portugal, apenas alguns dicionários registam estória; no entanto, esta palavra é actualmente utilizada com muita frequência com o sentido de narrativa popular. Em relação a estas palavras, o Dicionário Aurélio (também brasileiro) faz mesmo uma recomendação: "[Recomenda-se apenas a grafia história, tanto no sentido de ciência histórica, quanto no de narrativa de ficção, conto popular, e demais acepções.]". Em contextos em que o utilizador da língua queira evitar o uso de uma palavra polémica, deverá utilizar sempre a forma história, pois em relação a esta não há qualquer controvérsia."

(ufa! agora sim, já posso dormir descansada, afinal não estava a cometer nenhum crime capital usando apenas a  palavra história). 

off-line

13 comentários :

  1. Porque em tempos também tive essa mesma dúvida e fui pesquisar é que sempre uso história.
    Um abraço e bom fim de semana

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    1. Há já algum tempo que andava com esta dúvida. De vez em quando lá via alguém escrever estória e não história, nos seus textos, vai daí pensei que, se calhar, estava a usar o mesmo erro sistematicamente. Não podia ser. Pesquisei e percebi que neste caso não é bem assim. Nada como assumir as dúvidas sem qualquer problema. Eu assumo-as. Sem qualquer problema.

      Bom fim-de-semana, Elvira.

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  2. Conclusão em grande: "deve-se utilizar a forma história, pois em relação a esta não há qualquer controvérsia"

    Poderá, creio, usar-se o termo 'estória' quando, com toda a convicção se diz 'isso são estórias da carochinha!'.

    E assim se chega quase ao final de uma sexta feira par(a)lamentar :)

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    1. Quem? O quê? Conte-me tudo. Quem é que é a carochinha e quem se atreve a contar estórias sem "agá" :)))

      Estou a ver que esta sua sexta-feira não foi lá grande coisa. Foi para-lamentar. Isso passa. Tenha fé. Oremos em nome do senhor :DDDD

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    2. Nunca ouviu o 'Pão com Manteiga', um dos melhores programas de rádio alguma vez feitos?

      Esta sexta foi como outra sexta qualquer. Uma cópia em sépia :(

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    3. Pão com manteiga (???). Não estou a conseguir associar a um programa de rádio... Falha minha.

      A sexta-feira está no fim. Felizmente. Este tempo está a deprimir e não é pouco. Acho que vou fazer uma festa no primeiro dia de sol que por aí aparecer. Tenho umas saudades de sol e calor que nem imagina.

      Bom fim-de-semana, caro Observador, amanhã vou visitar a sua casa virtual, levo bolos de canela e chocolate quente :)

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    4. Pão com Manteiga, aos sábados entre as 10 e as 13 na Rádio Comercial.
      Carlos Cruz, António Macedo, José Duarte, Mário Zambujal, Bernardo Brito e Cunha, Orlando Neves e Eduarda Ferreira.
      Estávamos na década de 80.

      Hoje vai visitar-me? Bolos e chocolate quente ... hummm, vai ser bom, com toda a certeza :)

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    5. Os únicos três nomes que conheço são, o Mário Zambujal, o António Macedo e o Carlos Cruz, os restantes não sei quem são.
      ...
      Lá mais para o final do dia vou fazer umas visitas... durante o dia vou tratar de alguns arbustos, plantas, flores, isto se o tempo não me trocar as voltas :)

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    6. Dia de jardinagem. Ou não seja sábado.

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  3. É o tal belíssimo acordo da trapalhada.

    Como-não-faço-parte-de-malucos-que-fazem-coisas-tão-disparatadas-a-minha-HISTÓRIA -é-sempre-com-AGÁ-e-tenho-mais-problemas-e-compromissos-na-minha-HISTÓRIA-com-AGÁ-do-que-fico-por-aqui:))

    Não disse na de jeito, mas foi o que saiu e agora quem vai sair sou eu!

    Bom fim de semana

    Aquele abraço

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    1. :)))
      Neste caso não tem a ver com o novo acordo ortográfico, Fatyly, tem a ver com linguística. Apenas.

      Tenha também um bom fim-de-semana.

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  4. A história sempre foi rainha e senhora da sua casa. Um dia, com a evolução da língua falada, algumas pessoas começaram a referir, ainda que timidamente, uma irmã tardia. A história, a princípio, abespinhou-se, mas quando se fez luz tudo acalmou. Afinal a ela, à história, estava destinado um papel mais referencial, mais solene, enquanto que, à sua jovem irmãzinha, a estória, estavam destinadas as narrativas mais descomprometidas, daquelas sem grande rigor, que saem apenas da boca para fora.
    Gostou da história (ou será estória), Maria? :)

    Um beijinho :)

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    1. Uma pessoa chega aqui, lê o comentário e... não sabe muito bem o que dizer. Com esta é que o AC me chutou para canto. E muito bem chutado, deixe-me que lhe diga. Lá está, os professores fazem muita falta. Sempre. Seja sempre muito bem vindo, senhor professor :)

      Beijinho para si também.
      (escrevo isto enquanto me preparo para ler novamente este seu comentário)

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