sábado, 6 de fevereiro de 2016

Um género de matutar avulso com grandes buracos à mistura

Hoje de manhã ouvi Marina Mota na tv, revoltada, porque não é dado ao teatro de revista o espaço que merece (penso que foi isto). E informava que era vedado a este tipo de teatro que actuassem em determinados espaços. Ou seja, à partida era recusado por parte de determinadas instituições que ali apresentassem o seu trabalho. Que não seria o espaço mais indicado. Eu fiquei a matutar...

m-a-t-u-t-a-r
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t
u
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r-a-t-u-t-a-m

Mal acabei este matutar na onda de coisa rápida e de fácil digestão, lembrei-me assim de repente da polémica em torno do caso de Tony Carreira e do Embaixador, do facto de ter dito que só quando morresse é que Portugal lhe iria dar o seu devido valor. Também me dediquei a matutar nisto. Mais na parte de achar que Tony Carreira fala com a barriga muito cheia. Mas isto são outros quinhentos e a pessoa encontra-se ainda naquilo do matutar.

m-a-t-u-t-a-r
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r-a-t-u-t-a-m

A primeira palavra que assaltou o meu matutino neurónio foi, de imediato, elitismo. Logo seguida de uma manifestação de neurónios empunhando cartazes com letras garrafais escritas a sangue, suor e lágrimas, palavras de protesto... Elitistas... litistas... itistas... tistas... istas... stas... tas... as... (e sobrou-me um solitário "ésse").

Numa manhã de sábado uma pessoa se quiser matutar, matuta, e ninguém tem nada a ver com isso. Portanto, cá vai: O problema se calhar não tem a ver com elitismo, o problema se calhar tem a ver com algo um pouco diferente, é a não aceitação de que existem realmente espaços próprios para isto e não para aquilo, e que são as pessoas que têm que escolher os espaços onde se sentem melhor. Não tem que ser uma imposição, tem que ser uma opção, a partir do momento em que tudo me é imposto, em que não existem espaços delimitados, pessoas que asseguram a manutenção desses espaços, tenho para mim que o caos se instala definitivamente. Sei que este parágrafo convida à confusão. Sei disso muito bem, mas são cá coisas minhas.

(café do outro lado da rua)
Se uma pessoa gosta de frequentar um café que é dado ao silêncio - pelo menos a algum silêncio - porque, lá está, gosta de se sentar por ali, calmamente, abre um livro, lê um pouco, é natural que a pessoa se sinta tranquila por existir um café que lhe proporcione esse tipo de bem-estar, isso e o facto de estar  ao mesmo tempo perto de outras pessoas que partilham a mesma forma de estar na vida. Isso não quer dizer que, de quando em vez, não dê um salto ali, ao café do lado.

(chegados ao café do lado)
Tal como é natural que uma pessoa que goste de falar muito alto, de gritar, de esbraceja, de poder dizer palavrões à vontade, de contar anedotas que têm bolinhas peludas, que o possa fazer à sua vontade, da forma que bem entender, no café que escolher. É normal que procure locais onde se sente mais à vontade, perto de pessoas com os mesmos gostos. Isso não quer dizer que, de quando em vez, não dê um salto ali, ao café do outro lado da rua. Humm... nesta parte tenho algumas dúvidas, mais depressa vejo pessoas do café do outro lado da rua a visitar o café do lado, do que estas a experimentar  o café do outro lado da rua. Por vezes pergunto-me de onde vem realmente algum tipo de complexo de inferioridade. São realmente os outros que se colocam numa posição superior?... ou são algumas pessoas que têm uma atitude perante a vida de se sentirem sempre inferiores?!? Se calhar é uma questão de atitude. Sei lá eu bem...

O que não é natural é que se obrigue as pessoas a aceitar um só espaço. Onde se mistura tudo numa enorme confusão. Onde ninguém se entende. Um espaço onde as pessoas que gostam de silêncio têm que conviver com os gritos das outras, e que as pessoas que gostam de gritos tenham que ser obrigadas a falar baixo porque ali ao lado existe quem goste de silêncio. Por isso é que não vejo mal algum em que existam espaços que aceitem isto e não aquilo. É bom poder escolher isto e não aquilo, Ir a este local e não àquele. É bom não impor a nossa presença. Melhor ainda, aceitar que as diferenças existem (e ainda bem que existem, o mundo é mais rico desta forma) e não têm que ser necessariamente um campo de batalha.

Resumindo:
Tony Carreira é um privilegiado em relação a muitos que também trabalham e não é pouco, que têm muito talento, mas que pouco ou nada se fala deles em espaços televisivos, em espaços de comentários rosa, verde e lilás às risquinhas laranja. Parem mas é de atirar areia aos olhos das pessoas, porque uma grande maioria delas não é propriamente imbecil.

Quanto ao Teatro de Revista, tenho para mim que não seria o mesmo se se saltasse para espaços em que as pessoas que muito o apreciam, pouco ou nada se identificariam com esses mesmo espaços. Perderia as suas raízes.

15 comentários :

  1. Ui, Maria, se este tópico tem pano para mangas... Muito pano e para muitas mangas. Não posso deixar de concordar com a conclusão do raciocínio da Maria, só acho que se calhar o exemplo do café, ou dos dois cafés não é o mais adequado, por o ambiente de um café é uma coisa permanente, enquanto que se um espaço considerado de elite, se alugar a sala uma noite para um sessão de teatro de revista, as pessoas sabem, porque depois há publicidades associadas que nesse dia e nessa hora haverá teatro de revista nesse espaço e, quem não gosta, não vai... Se esses espaços considerados de elite entrarem em crise, sabe-se lá... Mas se calhar, alugam mais depressa a sala ao Tony Carreira do que ao teatro de revista... É um pouco por aí... Se o teatro de revista fosse lucrativo, se calhar as portas abriam-se mais... Não digo que todas se abrissem, mas acho que se abriam mais... A questão é que também não sei para quê abrirem-se mais, se há tantos espaços que podem receber o teatro de revista... As pessoas têm sempre que reclamar, acho eu...

    A questão do Tony Carreira... Enfim... Sim, ele fala de barriga cheia. Não sei o que queria que Portugal lhe fizesse... Que abrissem alas como para o Noddy? Tem o seu público que o adora, fãs que afirmam que ficam preocupadas quando ele anda em digressão (ia rebentando a rir quando ouvi isto, mas pronto a senhora lá sabe...)... A questão, ao que percebi foi que ele queria receber na embaixada portuguesa um prémio atribuído em França e o embaixador terá recusado... Isso pode considerar-se talvez uma atitude elitista, tendo em conta que depois uma fadista (acho que foi a Misia, mas não tenho a certeza) veio dizer que já tinha sido agraviada com o mesmo prémio, ou semelhante, e o tinha recebido na embaixada... Acho que foi por aí... Porque a embaixada deve ser como que a base de todos os portugueses (neste caso) e não dos de elite... A questão é que ele englobou tudo e disse que os portugueses não lhe davam valor...

    Mas em relação ao Tony Carreira depois também se põem outras questões, mas têm a ver com a forma de ser do povo português... Há quem diga que por muito acarinhado que ele seja tem sempre o rótulo de saloio, quando em Espanha ninguém acha o Júlio Iglesias saloio... Mas isso... É o que eu digo, tem muito pano para muitas mangas

    Abraço :)

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    1. São, o exemplo dos dois cafés, não são propriamente dois cafés (também podem ser, mas não só) basta transformar os cafés naquilo que bem se entender. Foi por aí...

      Vi no outro dia um sketch em relação a esta polémica de Tony Carreira vs Embaixador, não sei o nome do programa, é um programa de humor que passa na RTP1 com a Ana Bola e mais actores, estava muito bem apanhado, vai ao encontro do que penso de Tony Carreira. Parece que Portugal lhe deve tudo e mais alguma coisa, quando em Portugal tem, praticamente, as mulheres aos seus pés, são elas que lhe compram toda a música e fazem (fizeram) dele aquilo que é hoje. Sem público que compre o trabalho dos cantores, nada feito, logo, acho aquela frase dele de uma tremenda falta de... chá (não me vem à cabeça outra palavra). De uma injustiça absurda para com os seus fãs. Não é relevante receber um prémio aqui ou ali quando a malta é humilde, realmente humilde, não precisa de gritar ao mundo que ganhou um prémio e quer, porque quer, recebê-lo num palácio pintado a ouro ou numa Embaixada. Existe muita gente por aí, artistas com muito valor, que recebem prémios e nem sequer o revelam. Lá está, os nossos gestos dizem muito de nós, a malta quanto mais quer esconder, mais se revela. Isto na minha opinião, aquela que vale o que vale.

      O Tony Carreira a bem dizer não tem grande voz, ou mesmo voz alguma, mas enfim, muitas mulheres gostam e respeita-se, não se tem como não respeitar. Tal como Pedro Abrunhosa não tem voz e vende bastante. Por exemplo, o Marco Paulo - de que não sou fã, confesso - tem uma grande voz, mais depressa via um Marco Paulo a receber um prémio numa Embaixada do que um Tony Carreira. Premiava apenas os dotes vocais. Essa é a parte mais importante de um cantor, a voz, a sua voz, o seu instrumento de trabalho. Tony Carreira é popular, vende muito, voz não tem. Marco Paulo é popular, vende muito, voz tem, e muita. Quem convido para receber o prémio numa Embaixada? Marco Paulo, sem dúvida alguma. Não terá a ver com elitismos, com dinheiro, tem a ver com a voz. Ponto.

      Quanto à Marina Mota e ao teatro de Revista, provavelmente o fechar de portas deve-se facto de uma notícia que saiu há uns tempos, notícia essa nada abonatória para o seu lado. Se calhar em vez de abrir portas, fecha-as. Não sei... Mesmo assim acho que este género de teatro faz mais sentido em espaços mais perto do povo, digamos assim. O uso da palavra povo nada tem de pejorativo, antes pelo contrário. Muito antes pelo contrário.

      Um abraço para si também, São :)

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    2. Este comentário da Maria é espectacular :D ... Eu percebi que era um exemplo, só quis dizer que num café o ambiente é sempre igual, enquanto que numa sala de espectáculos pode ( ou não) variar :)

      Ah... É Os Donos de Tudo ou Os Donos de Quase Tudo, uma coisa assim... Já tenho visto às vezes, tem sketches engraçados :)

      Acredita que eu só há pouco tempo é que percebi, acidentalmente, que o senhor tem shotaque beirão? :D ... Nunca me tinha dado conta :D ...

      É assim, ao que eu percebi, o prémio foi de um organismo qualquer francês e já estava atribuído. Só que o senhor queria que a entrega oficial, a cerimónia, fosse na embaixada e o embaixador recusou... Se fez bem ou mal isso poderá ser discutível... Agora, quando muito, a revolta do rapaz devia ser contra o embaixador! Agora... Dizer que os portugueses não lhe dão valor é insultuoso!

      As fãs dele são, na sua maioria, de uma ridicularizada e vulgaridade tão grande que até dói!!! Isto, para não lhes chamar exageradas e falsas, que gostam de se armar em grandes fãs e tudo o que dizem soa a falso! Eu quando ouvi aquela dizer que fica sempre "com o credo na boca" quando ele anda "na estrada" em digressão, porque lhe pode acontecer alguma coisa... Sinceramente... Não sabia se disse ou se chorasse! Só uma pessoa parva diz uma coisa daquelas! Devia era de estar contente por ele ainda ter gente para fazer digressões! Parece que soou a discurso encomendado... Não sei explicar... Se calhar, cada um tem as fãs que merece, pronto! Devia era respeita-las, já agora!

      O Março Paulo tem das melhores vozes do mundo da música... Mas também, sinceramente, é só o que tem! Os espectáculos dele, a que eu era obrigada a assistir na infância e início da adolescência eram ... Enfim... Graças a Deus que, mesmo sem ter voz, tive voz para, na fase rebelde dizer "Desculpe lá, mãe, mas a partir de agora vá você... Com as suas amigas, pronto, mas eu não vou!" ... Os malabarismos com o microfone, que as pessoas achavam o máximo ... Eu não podia com aquilo... Era esse... Era o pai da outra que agora diz para aí que tem cérebro de silicone ou uma coisa dessas... Era o Clemente ... Era o Kelefala Averdade... O único de quem a minha mãe gostava e que eu até dava valor era o José Cid... Os outros... "Vá à vontade, mãe! Então...."

      Mas sim, voz o Março Paulo tem... Não se pode dizer o contrário...

      Ah, sim.... Possivelmente, as portas que se fecham à Marina podem estar relacionadas com isso, sim...

      :D

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    3. Sabe o que foi grave nisto tudo? Foi o facto de repente muita gente "pedir a cabeça" do Embaixador sem sequer perceber se existe trabalho feito naquela Embaixada, trabalho de valor, se o Embaixador é um homem de bem ou não, vai na volta até é. O grave neste momento é que basta alguém enriquecer, ter dinheiro, existirem muitos interesses à volta dessa pessoa, para logo se tentar destruir uma outra pessoa que teve o atrevimento de recusar algo. Onde é que já se viu um Embaixador que não se ajoelha, não faz uma vénia, quando um Tony Carreira passa?!? Pá (peço desculpa pelo "pá") só pode ser um mau Embaixador, portanto toca de humilhar, deitar abaixo, e coisas do género. Tudo isto me começa a deixar muito apreensiva. O dinheiro, cada vez mais, dita regras. Não é a qualidade, é tão somente o dinheiro.

      A São não percebeu que nessa frase proferida por ele, sem querer, ele revelou muita coisa de si próprio. Não vou aprofundar o quê, mas basta analisar a frase. Está lá tudo, tudinho, ó se está.

      Gosto muito de José Cid. Não tenho qualquer problema em afirmar. E depois tem aquela faceta que gosto nas pessoas, o que tem para dizer, diz, não é sonso. Gente sonsa dá-me cabo da beleza (ahahahahah). Ah, e dos nervos. Um dia arrisco e vou vê-lo ao vivo e a cores, se acontecer, conto aqui por palavras escritas :)

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  2. Então... Foi o que eu disse QUANDO MUITO, a revolta podia ser contra o embaixador... Quando muito... Essa parte poderá ser eventualmente discutível... obviamente que nunca ao ponto de crucificar o senhor, mas essa gente já se sabe como é... Peço desculpa pelo termo "essa gente" , mas é mesmo assim... E não, a culpa não é dos tempos nem das redes sociais, a culpa é da raça humana que sempre foi assim! É como lhe digo, a minha mãe seguia essa gente toda e eu sei o que digo! Não se podia dizer uma palavra contra o Março Paulo, ou contra o pai dessa que tem silicone no cérebro , e por aí fora! Como lhe digo, o José Cid era o único de jeito... Mas nem faz ideia do que ouvi (e mais do que depois ouvi que foi ouvido por alguém) ... Se eu não queria ir com a minha mãe e as amigas ver o Março Paulo ou o pai da outra era porque andava com más companhias, provavelmente até andava metida na droga, então se eu até tinha ido ver os Xutos & Pontapés, era óbvio que andava, estava visto! Não era como a filha da Almerinda, que gostava dos "artistas" que a mãe gostava, que esses é que eram bons artistas... Quando comecei a deixar de ir fui literalmente queimada nas redondezas... Mas foi só até surgir outro assunto...

    O Tony Carreira é um pouco mais recente, mas já as tenho apanhado pela televisão, acidentalmente porque a pessoa não pode estar a fazer zapping permanentemente... As vezes apanha-se pérolas dessas,e dessa vez até nem sei o que senti... Uma espécie de vontade de vomitar para cima da senhora, ou no mínimo de perguntar se está a gozar connosco ... É que é assim... Quando ,por acaso, até se é fã, não de um, mas de dois jornalistas que já andaram em situações, tanto um como o outro, que... Enfim... Não lhes aconteceu nada, mas podia ter acontecido... Ouvir aquilo é... Quase insultuoso... Pode ter um acidente quando anda em digressão? Pode,mas isso pode sempre, 24 horas por dia... Pode cair-lhe uma parede encima quando estiver em casa também...Mas ninguém está sempre a pensar nisso nem em relação a familiares próximos ,a menos que não seja bom da cabeça... Assim sendo, pode ter um acidente mesmo sem estar em digressão... É assim... Senti nojo quando a senhora disse aquilo! Era tal e qual as minhas vizinhas... Eu não sei como as pessoas conseguem conviver dia a dia com gente assim... Quer dizer, até se lida com as pessoas... Não se consegue é conversar com elas... Nem convém dar-lhe muita confiança... Dá para ver, pela conversa, que não são muito certas...

    Lá está: o José Cidade não é sonso: é muito por aí :) ... Mas também gosto de algumas músicas...

    Óbvio que o que ele disse mostra muito da personalidade dele. Isso mostra sempre... Ainda por cima , pelo que me parece, não e a primeira vez que o senhor diz coisas nesse sentido... E, mesmo sendo verdade que eu não conheço nenhum português que não diga que no estrangeiro lhe dão mais valor, isso ficou-lhe mal... Não sei se quer que cada português agora seja obrigado a dar-lhe comida e dormida e, a não querer, ter que pagar taxa...

    :)

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    1. É discutível, com certeza que sim, daí estarmos aqui as duas a discutir. Discutir entre aspas :))

      Caramba, São, quem raio é que tem silicone no cérebro. Nunca tinha ouvido essa expressão. Silicone no cérebro... :DDD

      Esse assunto de tentar perceber se realmente é mesmo assim, que se dá mais valor aos nossos cantores, artistas, lá fora, do que por cá, era um bom tema a colocar em cima da mesa. Convém é que participem todo o género de cantores, artistas. Convém dar a conhecer, com toda frontalidade, o que é qualidade. Teria que ser a doer. Talvez assim se consiga ver alguma luz. Talvez...

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    2. Ai... Este tablet! Mas qual José Cidade? CID! Este tablet faz com cada correcção... Das outras vezes ,reparei e voltei atrás, da última vez passou... Este tablet faz com cada correcção que a pessoa até fica parva... E às vezes não se repara... Uma das mais parvas é substituir Artur por Partir!!! Sim... Sempre que eu escrevo o nome de alguém que se chame Artur, não é muito comum, mas acontece, até porque tenho um amigo com esse nome, o tablet emenda para Partir! Ok... E há outras... Esta Cid-Cidade é outra delas, pelos vistos...

      Já agora, estive a ler o meu comentário... Não quero dar a ideia de que fiquei com algum trauma por ter sido obrigada em criança a assistir a esses tristes espectáculos... Era caso para isso, mas já se sabe que os pais levam os filhos , em crianças, a sítios onde eles,país, gostam de ir... Também não foi grande trauma o enxovalhamento das vizinhas e amigas da minha mãe... Não gostei, mas ultrapassei... Elas enxovalhavam toda a gente... Eram as redes sociais da altura :D ... Nada mudou :D

      :)

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    3. Então a Ana Malhoa agora não anda para aí a dizer que tem cérebro de silicone ou coisa parecida? Eu só ouvi por alto... Não há paciência para ouvir mais... Ouvi por alto e chega...

      Eu tambem acho que o embaixador nao era obrigado a fazer a cerimónia na embaixada! Mas admito que algumas pessoas achem que sim, daí dizer que pode ser discutível ....mas nunca ao ponto de crucificar o embaixador... Só que, vindo de quem vem...

      Sim, mas não me refiro só a artistas... Não conheço nenhum português, até um empregado de limpezas, que não diga que lhe dão mais valor no estrangeiro

      :)

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    4. Ahhh, a Ana Malhoa... pois... passo, se não se importa ;)

      (é melhor não falar nisso das limpezas, porque todos sabemos que muitas senhoras têm vergonha de o fazer no seu país e lá fora fazem-no sem qualquer problema, não percebo o porquê, mas pronto, elas lá saberão)

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    5. Ora, ora... Pois eu também passo , tal como passei o papá naquela altura... Mas até conseguir passar, tive que levar com o senhor, porque com 12,13 anos ainda não me permitiam ficar sozinha em casa, como é óbvio... Com a filha não tenho que levar, era o que faltava! Mas essas coisas acabam por vir ter connosco, pela TV, pela NET, por isso é que eu ouvi por alto... Já há artigos e posts a ridicularizar, claro... Li um muito engraçado, mas por mais engraçado que seja e por mais que ridicularize, estão a fazer o que ela quer... Aquela história... Falem bem ou mal, o que importa é que falem... É no novo tema de poluição sonora dela... Ela diz qualquer coisa como o silicone não dá talento, mas dá preenchimento... Só que eu, para abreviar digo que é cérebro de silicone ,o que, para o caso vai dar ao mesmo...

      Elas dizem que lá fazem limpezas porque como ninguém as conhece, não têm vergonha... O tantas, desculpe a expressão grosseira, elas lá fazem porque ganham mais! Não sabia que limpar era vergonha, pensava que sujar é que era, mas ok...

      :)

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    6. Pois, eu também acho que sujar é que é motivo de vergonha, ser empregada de limpeza é uma profissão tão digna como outra qualquer.

      Em casa dos meus pais, conheci três senhoras da limpeza, a primeira era uma senhora daquelas da província, que foi morar para Lisboa, já fazia parte da família, no final do dia de trabalho a minha mãe ainda lhe dava um saco com produtos alimentares e muitas vezes comida já feita. Esta senhora pertence a um grupo de mulheres que já não existe, penso eu, muito educada, de poucas falas, muito honesta. Entretanto existiu uma outra, esta interna, foi para esquecer, muito nova, com vinte e poucos anos, deu muito trabalho à minha mãe, nem queira saber como. A terceira foi uma mulher muito sabida que sempre que apanhava a minha mãe fora de casa punha-me a limpar o pó, ou seja, ganhava o dinheiro e tinha uma ajudante, eu portanto, um dia foi apanhada e... corrida. Aldrabava tudo, chegava sempre atrasada, era paga ao dia, só que o dia dela tinha sempre menos horas do que o dos outros, excepto na hora de receber, obviamente.

      Não sei quanto ganha uma empregada de limpeza nos dias que correm. Sempre gostei de ser eu tratar das minhas coisas, embora a minha mãe se fartasse de dizer para ter. Não. Não gosto de gente estranha a mexer nas minhas coisas. Se tivesse um palácio com 300 quartos, talvez. Sendo assim a malta trata das coisas ao fim-de-semana. No Verão até dá para tratar quando se chega a casa um pouco mais cedo. Bem organizado a coisa dá-se e poupa-se para uma viagem a Londres, Madrid ou Paris :))

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  3. Sinceramente não sei o que terá feito Maria Mota para andar tão afastada do teatro e ou televisão, e sim o teatro de revista por ser o que é, deveria ter um espaço único, tal como tinha no Parque Mayer. Nunca fui a nenhuma porque tinha duas crianças em casa à espera e muita coisa passou-me ao lado.

    Quanto ao Tony Carreira só soube da nega que levou do embaixador e a sua justificação. Mas a meu ver deveria ser igual para todos porque se não me falha a memória, alguns artistas receberam prémios na embaixada. Não tenho uma opinião sincera porque desconheço por completo a realidade. A única coisa que sei é que não aprecio o Tony...o resto passa-me ao lado, que se amanhem e ele tem muito por onde se amanhar:)))

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    1. Não acho que a Marina Mota ande afastada do teatro. Continua a fazer Teatro de Revista, é o seu mundo. Penso eu, mas não estou muito por dentro da carreira da actriz. Ouvia-a por acaso num programa gravado na RTP1 neste sábado de manhã.

      Ó ó, agora disse uma grande verdade "ele tem muito por onde se amanhar". Nem mais. Não mexe. Não respira. Está tudo dito ;)

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  4. Já por aqui tinha andado e lido os posts, mas como agora vim comentar tive que reler, que a memória anda virada para outro lado e já não consegue como noutros tempos recordar e memorizar ao mesmo tempo.
    Quanto à Marina Mota, penso que ela tem entrado em todos os trabalhos do La Féria. Ainda o mês passado, um desses espectáculos passou na SIC. O Tony Carreira, tem atrás dele toda a máquina do Continente. Corre o País todo, nunca tem problemas.
    Um abraço

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    1. Teatro de Revista não é algo que goste muito, no entanto vejo. Aliás desde a adolescência que estou habituada a ver todo o tipo de teatro, ofereciam bilhetes à minha mãe e aprendi a ir ao teatro desde muito nova. O que foi muito bom, diga-se de passagem.

      E agora disse uma grande verdade: "Tony Carreira, tem atrás dele toda a máquina do Continente". Ah, pois é!

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