terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Imagine-se a bondade. Imagine-se a crueldade Imagine-se uma ponte que as liga

O filme é daqueles que prendem do principio ao fim. Começa-se por ver uma série de crimes. Ao contrário de uma grande parte dos filmes este revela logo no inicio quem é o assassino. E uma pessoa pensa que talvez esse pequeno pormenor mate, logo ali, o enredo. Eis senão quando o autor consegue, com um golpe de mestre, surpreender-nos. E como? Ora, passo a explicar:

Imagine-se um senhor velhote, de cabelos brancos, ar meigo, ar de avozinho que trata bem os seus netos, incapaz de se esquecer de comprar, sempre, um rebuçado, um chocolate, para oferecer aos mais pequenos. Imagine-se um ar do mais bondoso que se possa imaginar em qualquer ar bondoso que se preze. Imagine-se que este senhor teria sido professor, mas agora, reformado, continuava naquela sua imaculada caminhada de dar uma mão às crianças que encontrava no parque, a brincar. Por vezes levava-as para sua casa. Pare-se por aqui. Agora imagine-se o senhor velhote, de ar bondoso, morto. Assassinado de forma fria e cruel. Neste momento uma pessoa pensa que se lhe fosse dada a oportunidade atirava o cruel assassino do velhote para o quinto dos infernos. Privar o mundo de um ser destes. Um ser excepcional.

Acabada esta cena, voltemo-nos para uma outra.

Imagine-se uma dona de casa exemplar, sempre atenta, cuidadora. Daquelas que, mesmo antes do seu marido precisar de um copo de água, ela já lá está, veloz, submissa, de olhar terno, como que adivinhando os pensamentos do grande amor da sua vida, empunhando um copo brilhante, muito brilhante, brilhante de tão bem lavado, cheio de água, não da nascente, mas do garrafão, que é uma nascente ali mais à mão e bem mais prática. Agora imagine-se esta mulher morta, de forma fria, cruel - novamente de forma fria e cruel, a forma tão parecida com aquela em que foi encontrado o velhote bondoso.

Fecha a cena e uma pessoa pensa novamente como se pudesse falar directamente para aquele assassino: olha lá, tanta gente por aí que não interessa a ninguém, e tu foste logo matar duas pessoas tão boazinhas. Infame. Estúpido (bom, chamar estúpido a um assassino é meio imbecil, mas foi o que se arranjou assim de fugida)... e continuamos na nossa vidinha a insultar o assassino. Que aquilo não se faz. Que, se se pudesse pendurávamos a criatura por uma orelha até aquilo virar criatura defumada. 

Vai daí o filme como que dá um passo atrás e entra na vida destas duas pessoas exemplares. O professor reformado. A dona de casa perfeita. E entra no mundo privado a que normalmente não temos acesso. É como se nos fosse dada a possibilidade de estar sentados na sala de estar da casa de cada um deles, de forma invisível. E assistimos ao impensável. E ficamos boquiabertos.

Afinal o professor reformado, o velhote bondoso, que ajuda criancinhas, nada mais é do que um pedófilo. Afinal a dona de casa perfeita, nada mais é do que uma mulher sem escrúpulos que todos os dias envenena, de forma muito subtil, o seu marido. Tem, inclusive, um amante com quem pretende ficar após conseguir pôr termo à vida da pessoa com quem é casada, essa sim, uma pessoa digna.

Afinal o assassino fazia justiça pelas suas próprias mãos (coisa que na vida real convém não fazer, mas que naquele filme faz muito sentido), estudava a vida das pessoas, conhecia os seus mais negros segredos, entretanto livrava o mundo do que para ele era lixo. 

E é nestes momentos, momentos esses em que passa a ficha técnica muito a correr como se fosse apanhar o autocarro da meia-noite, o último autocarro que passa no final de mais um dia, que uma pessoa encosta a cabeça no sofá e fica para ali breves momentos a pensar onde começa a ficção e acaba a realidade. Se calhar é melhor uma pessoa não ter acesso ao mundo de quatro paredes de muitos de nós. Se calhar é melhor continuar a pensar que o mundo é uma bola de algodão que está na nossa mão e fica bem melhor se tu sorris. Se calhar o segredo é sorrir. Se calhar não é. Se calhar o segredo é não pensar muita nestas coisas. Se calhar o segredo é apenas sobreviver.

14 comentários :

  1. Olá, Maria :)
    Tenho lido tudo :). Aqui, quando li, a primeira coisa que me veio à cabeça foi aquela conversa que tive consigo via email, em que falei dos estereótipos... Lembra-se? Pois... Quando falei dessa pessoa e de uma bandeira apreendida... É assim? Acha que se fosse, por exemplo, a Maria de Belém a passar a fronteira com uma bandeira do Estado Islâmico na bagagem, essa bandeira teria sequer, alguma hipótese de ser descoberta?

    Abraço :)

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    1. Olá São,

      Caramba, São, posso não ter votado em Maria de Belém para Presidente da República, e não votei porque acho que não resultaria numa grande Presidente da República, no entanto estou longe de achar que a senhora é má pessoa. Claro que percebi o seu exemplo, mas mesmo assim tenho demasiadas dúvidas quanto a ele. Existe por ali uma linha muito frágil...
      ...
      Quanto a este filme, foi um dos filmes mais interessantes que me foi dado a ver (não me lembro do nome), só trouxe estes dois exemplos, embora existam mais. O filme revela apenas aquilo que não é novidade alguma, que a nossa sociedade é constituída por pessoas que aparentam ser uma coisa e dentro de quatro paredes são outra. Por vezes gente bastante perigosa, inclusive.

      Um abraço para si também :)

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    2. Oh, Maria!! :D... Então e a pessoa que disse que se fosse apanhado na fronteira com a bandeira é má pessoa??? Ai, chame-lhe tudo menos isso!! :D :D... Mas que teria problemas, teria de certeza... Ele já tem tido mesmo sem bandeira nenhuma, agora imagine-se... E era uma bandeira que tinha sido apreendida, que só serviria para apresentar como trofeu de uma pequena vitória... Quem diz a Maria de Belém, diz a Sara Sampaio, a Vitória Guerra... Neste caso não seriam.. Mas não seria pela cara que não eram :D... Nem o outro seria, mesmo com aquela cara... LINDA, por sinal :D

      Tenho ouvido falar de casos gravíssimos na vida real, de pessoas que aparentam uma coisa e são outra, de coisas que não são o que parecem... Algumas até as tenho conhecido de perto, acrediite :)

      Abraço e obrigada por ter decidido abrir a caixa destes posts :)

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    3. Maria... Eu não queria falar em coisas pesadas, mas o tópico puxa por isso... Há coisa de uns 20 anos atrás surgiu na televisão uma notícia que chocou o país... Tinha acontecido numa zona rural do Norte, mas uma pessoa que por motivos de trabalho estava a vivee no Algarve e convivia diariamente com o meu pai e garantiu que a senhora disse a mais pura das verdades, pois conhecia bem a situação... O mundo às vezes é pequeno...

      Um jovem de 22 anos tinha assassinado com uma arma de fogo um vizinho de 75...Um idoso, o que tornava tudo muito mais horrendo... Os filhos estavam em choque, os vizinhos mostravam-se um pouco reservados e só diziam "Isto tinha que acabar mal..." Até que houve uma vizinha que falou com todas as letras, alto e bom som... Nunca me esqueci das palavras dela, embora, claro, não me lembre de cada palavrinha, mas o que disse basicamente foi isto:" Pois o que eu digo é que tenho muita pena do rapaz, coitado, que foi estragar a vida! Nada é motivo para matar, mas duvido que alguém não compreenda que estava de cabeça completamente perdida e infelizmente não teve na altura ninguém ao pé dele que o acalmasse. Tivesse alguém feito isso e meia-hora depois ele já não teria destruído a própria vida, indo para a cadeia! Os filhos estão em choque porque era pai deles, mas eles sabem perfeitamente porque é que tanto a mãe como a madrasta se foram embora. Tratou duas mulheres abaixo de verme. A mãe deles, a primeira, foi embora numa altura em que ainda mulher nenhuma deixava o marido e ela viy-se obrigada. Depois arranjou aquela viuva, que era muito pobrezinha e tratava-a mal também, ela acabou por deixa-lo também. Aos vizinhos, com inveja, fazia a vida num inferno a todos os que tivessem melhores culturas e melhores criações que as dele!! Ele desviava águas, ele envenenava animais, queimava com pesticidas fortes culturas inteiras e confessava a rir, dizendo que queria ver arranjarem provas! O rapaz, coitado, viu os porcos, as galinhas e os coelhos todos mortos, já não era a primeira vez! Ele sempre foi assim... Tenho pena que o rapaz naquele momento não tivesse tido ninguém ao pé dele, que lhe tivesse dito tem calma, não estragues a tua vida... "

      Enfim... A opinião das pessoas mudou automaticamente nesse momento... Disseram logo" Nada é motivo para matar, MAS... "

      Nesse caso tratava-se de um filme... Infelizmente neste não... Mas quem produziu esse filme sabia o que estava a fazer... De certeza...

      Abraço :)

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    4. São, não se mata uma pessoa porque lhe envenenou os animais, leva-se a pessoa a Tribunal e a justiça que faça o resto. Neste caso acho que estas duas pessoas estão no mesmo patamar. Explico-me: se alguém não se consegue controlar e mata um ser humano sem ser em legítima defesa, tenho sérias dúvidas que ali se encontre um ser humano de valor. Não consigo conviver de perto com pessoas que não se sabem controlar em momentos de muita pressão. É exactamente aí, nesse ponto, que as pessoas se revelam. Se matam, maltratam, estão a revelar muito de si. É em situações de pressão que nos revelamos. Por isso é que existem empresas que na entrevista de trabalho sujeitam as pessoas a grandes pressões. É propositado.

      Quanto ao que se passa dentro da casa das pessoas, da sua vida privada, não existindo provas concretas, não falo. Não sou pessoa de falar da vida dos outros, nunca fui. Se por acaso falar de algo, por exemplo em relação a uma figura pública, é obrigatório que seja uma informação que saiu em revistas, jornais, tv e por ai fora, pode não corresponder à verdade, só que é... público. Faz toda a diferença. Deve ser por isso que na zona onde moro as pessoas me respeitam, nunca me viram falar de vizinhos, falar nas costas deste ou daquele, se por acaso falar pode ter a certeza que já o disse ao próprio. Recuso-me a falar nas costas. Obviamente que pago uma factura alta por falar na cara, sem dúvida, mas mesmo assim prefiro. Não faz o meu género. Isto tudo para dizer que o que se passa na casa das pessoas, só elas sabem. Não se pode falar do que não se sabe. Uma coisa é ouvir uma mulher gritar, pedir ajuda, porque o marido a está a maltratar, aí ajuda-se, é obrigatório ajudar, agora, se forem só mexericos, não me interessam.

      Tenha uma boa noite, São.

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    5. Eu concordo, Maria :) .... E a senhora que falou na televisão também dizia que o rapaz tinha estragado a vida dele... Parece que a situação se arrastava há anos, que eram anos e anos na fio de prejuízo, não só com esse vizinho e familiares, mas com toda a vizinhança. Ao que parece, o senhor era mesmo uma pessoa horrível. Repare, não era só morte de animais de estimação, por muito que isso custe, era o sustento das famílias, não só animais, mas culturas inteiras queimadas, águas contaminadas, familiares que estiveram doentes.... Toda a vizinhança estava esgotada. O próprio confessava que era ele, onde as autoridades não estavam a ouvir.... Mas chamavam a GNR e... Nunca havia provas, porque ele negava tudo ... A própria GNR chegou a dizer que sabia perfeitamente que era ele, pois isso era evidente... Mas provas não havia...

      Não seria certamente motivo, mas quer me parecer que devia ser uma atenuante... Uma pessoa ver o sustento da família ir por água abaixo por maldade? Por inveja? Eu não sei o que seria capaz de fazer... Espero nunca me ver numa situação dessas... Chega a um ponto em que a pessoa perde o juízo... Anos e anos naquilo? Eh pah... E eu tive conhecimento de mais pormenores porque, como já referi, uma pessoa da vizinhança, que já tinha sofrido na pele e cuja família continuava a sofrer, vivia na altura no Algarve, por motivos profissionais...

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    6. São, não posso concordar de forma alguma com esta sua parte "Chega a um ponto em que a pessoa perde o juízo". Se existia tanta gente descontente, não me diga que não era possível juntarem-se todos e conseguirem provas?! É que muita gente junta, a lutar por uma só causa, consegue tudo. Só não consegue o que não quer. Não é matar, é usar a cabeça. Se nos começarmos a matar uns aos outros quando perdemos o juízo, isto torna-se num verdadeiro inferno. Não concordo nada com o fazer justiça pelas próprias mãos. Evoluímos para alguma coisa, penso eu...

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    7. Eu também tenho dificuldade em lidar com pessoas que não se conseguem controlar neste tipo de situações. Se fosse juiz nunca o iria absolver, mas iria ter em conta a atenuante...

      Sabe... A chamada justiça popular muitas vezes acontece porque a que devia ser a verdadeira justiça, falha. Eu tomo sempre como exemplo um filme em que o protagonista, interpretado por Samuel L. Jackson mata em pleno tribunal o grupo de jovens brancos que lhe haviam violado a filha de 10 anos, deixando--a impedida de ter filhos para o resto da vida, quando a menina voltava do supermercado... Mas antes de o fazer, fala com um advogado seu conhecido e pergunta se se recorda de um caso semelhante ocorrido poucos anos antes e em que os criminosos tinham saído em liberdade. O advogado, branco, diz que sim, que claro que se lembra. E então ele pergunta se caso aqueles também saíam em liberdade,e ele não consiga evitar cometer uma loucura, o advogado o ajuda. O advogado, que tem uma filha da mesma idade, pensa uns segundos e acaba por dizer que sim, que caso isso aconteça o ajuda. E eles saem em liberdade e... Acontece o que eu já disse. E depois é a luta deles e há outros pormenores, em volta do racismo e essas coisas, mas o que eu repreendi do filme é que, se a Justiça não tivesse falhado, tivesse feito o seu papel e condenado os criminosos, que violaram uma inocente, deixando-a em perigo de vida, acabando por ficar estéril, o pai da menina não teria sentido a necessidade de fazer justiça pelas próprias mãos... Mas assim...

      Boa semana, Maria :)

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    8. São, não vá por aí, é perigoso...

      Também vi esse filme... só que o exemplo que aqui trouxe é vida real, e na vida real as pessoas têm que usar a cabeça. Sempre. já não basta ver por vezes no trânsito - como eu já assisti - um condutor que, se não tivesse fechado o vidro e a porta a tempo aquilo teria acabado numa tragédia. Foi assustador.

      Não quero viver num sitio onde as pessoas pegam numa arma e matam sem pensar duas vezes. Um dia, também, são bem capazes de o fazer com alguém inocente...

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    9. Mas eu não tiro a razão à sua posição, Maria. Muito pelo contrário. Tanto que disse que a situação não seria motivo para absolvição, mas uma atenuante...

      Pois... A questão é que me parece que muita gente já tinha pensado não duas, não vinte, mas se calhar duzentas vezes... Vivi em zonas rurais e o que mais se ouvia era "antes de nos livrares da doença, livrai-nos, senhor, de um mau vizinho ao pé da porta"... Não é como numa cidade, não, em que se fecham as portas e as janelas e quem manda somos nós... Claro, não devemos fazer barulho à noite, não devemos pendurar roupa a pingar nas janelas, mas é totalmente diferente...

      E não, por mais que ache que não é motivo para absolvição, não me parece que seja a mesma coisa que atirar num inocente... Ah, é verdade, agora lembrei-me, ou melhor, falei disso com uma pessoa que se recorda também do caso e ela perguntou-me se eu não me lembrava de se ter falado que uma das duas ex-mulheres do senhor assassinado tinha dito que deviam era premiar o rapaz em vez de o prenderem... Por acaso já não me lembrava disso, mas agora que a pessoa falou... Óbvio que não acho que deviam de ter premiado o rapaz, mas não é que lá no fundo, bem no fundo, compreendo o desabafo da senhora? :D

      Não, não é a mesma coisa que um inocente, tal como no filme que a Maria viu, não se olha da mesma forma para os crimes depois de se saber que as vítimas eram um pedófilo e uma mulher que literalmente envenenava o marido. Se calhar também não seria motivo para matar... Mas não se olha da mesma maneira, senão o objectivo do filme não seria atingido

      :)

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  2. Quando li o post senti um arrepio de alto a baixo e vou tentar dizer o que senti. Há lobos do género masculino e feminino, vestidos de cordeiro e sobre isso na minha já longa vida disparei contra alguns - cara-a-cara e num deles espatifei um chapéu de chuva e noutro deixei cair um saco cheio de latas de feijão, grão etc. que perdeu de imediato a "****" que fazia a uma garota nos apertos do comboio.

    Hoje somos metralhados sem querermos por notícias dantescas, actos repugnantes, mortes só porque lhes deu na cabeça pôr um fim a querelas e ciumes. Os jornais e principalmente o CM são férteis nisso...e paro a pensar no meu passado, no que enfrentei em defesa das filhas, etc, etc. e digo...a coisa não é muito diferente, a diferença está é que antigamente tudo era abafado e hoje é tudo de janela escancarada.

    A história está recheada disso, daí eu nunca ter gostado de história, porque o requinte de malvadez praticado sobre seres indefesos pelo seu semelhante é arrasador, como são arrasadores os actuais que se irão extinguir no próprio veneno quer de quem manda praticar em troco de dinheiro ou paraísos, como quem os pratica cuja maioria é debaixo de drogas, carradas de drogas e disto poucos são os que falam das guerras passadas. Jamais perdoo "lobos vestidos de cordeiro", cujas promessas e ou pregações as deveriam engolir.

    O mundo é assim mesmo e bem dizia o meu avô: onde existem dois homens/mulheres existe sempre conflitos!

    Este post deixou-me um amargo de boca, mas é o lado negro da vida do ser humano!

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    1. É isso mesmo, Fatyly, "lobos vestidos de cordeiro". Este filme revela e muito esse género de pessoas. Infelizmente, por vezes, vivemos a paredes-meias com eles, por vezes são vizinhos, amigos, inclusive família. É inquietante. Vou tentar pesquisar para ver se me lembro do nome do filme, já o vi há algum tempo, apanhei-o por acaso enquanto fazia zapping num canal qualquer de séries/filmes. Esqueci-me de o gravar. Pode ser que volte a dar.

      Estes crimes que nos chegam quase todos os dias de mulheres mortas pelos maridos, namorados, é terrível. Assusta e de que maneira. No outro dia vi uma notícia em que o jornalista informava que esta onda de violência já começa no namoro, gente adolescente, dei comigo a pensar que até aquilo que de mais inocente existe no namoro, está-se a perder. A coisa é sexo e violência. E é isto. E é pena. Sei, estou a falar como se já tivesse oitenta anos, não tenho, garanto, apenas acho que é urgente fazer algo antes que seja tarde demais. Os pais, aqui, têm um papel fundamental. Não é a escola, são os pais, no meu entender. O de falar com as filhas/filhos até à exaustão. Ah e tal não há tempo para conversar com os filhos. Ah e tal então porquê que os tiveram??? Cá pão para malucos.

      A vida também tem um lado muito negro, não é para pensar muito e entrar em paranóias, é apenas para ficar alerta. Apenas isso.

      Apesar do post, tenha um óptimo dia, Fatyly.

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  3. A mim custa-me entender que um ser humano mate outro, a não ser em legitima defesa. Sei que há pessoas muito más que infernizam a vida dos demais. Mas para isso é que existem as leis, e os tribunais. No período passado, discutimos isso numa aula, sobre romances policiais. E uma colega lembrou uma série em que um polícia dirigia a investigação e assim que descobria o criminoso matava-o, sem lhe dar qualquer hipótese de defesa. Só depois apresentava o resultado da investigação, mas quando lá chegavam para o prender ele já estava morto. Portanto o homem era polícia e simultâneamente criminoso, já que fazia justiça por suas mãos.
    Um abraço

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    1. Este seu comentário está tão bem organizado que, se se mexer, estraga-se. Portanto não mexo, antes assino por baixo.

      Obrigada, Elvira, pelo seu acrescentar.

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