quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Será este um vídeo fofinho de Natal, ou um vídeo que desperta sensações nada fofinhas?

Vi pela primeira vez o vídeo num dos meus blogs preferidos (Delito de Opinião). Vi com atenção, ainda estive para comentar mas, dei um passo atrás porque a mensagem do vídeo, às tantas, não me parecia  totalmente honesta, digamos assim. Podia aprofundar esta parte do honesta, só que o Natal está à porta e não vale a pena salpicar o espírito do mesmo com nuances demasiado cinzentas. O Natal é sinónimo de dourado. Sejamos dourados enquanto há.

Entretanto, ontem, a uma hora mais ou menos tardia deu-me para revisitar um outro blog que em tempos também era um dos meus preferidos (voltou a ser, by the way, porque a vida é feita destas coisas de botões de interruptores), e, não consegui deixar de sorrir, aliás, rir, com o texto. Um texto que desconstrói a ideia do fofinho que possa porventura existir no vídeo. Porque esta coisa do sentido de humor ajuda e muito as pessoas deste lado a respirar melhor. Isto de nos levarmos sempre a sério cansa, e de que maneira. E faz rugas. E cabelos brancos. E provoca AVC's. Logo, gasta-se um dinheirão em médicos, cabeleireiros e esteticistas. O tempo não está para desperdiçar o tal dinheirão que provavelmente nem sequer temos.

Dito isto é tirar deste vídeo as ilações que bem se entender. Se calhar arriscar ir mais longe e não ser politicamente correcto. Digo eu, a tal que arrisca dizer o que lhe vai na alma. Sempre. Ou quase sempre. Também já me dou bem com o "quase". Teve que ser.


23 comentários :

  1. É um fenómeno social este reencontro "para a morte". As pessoas têm o péssimo hábito de só elogiarem e homenagearem os entes queridos depois destes falecerem. Eu ontem disse ao meu pai que o amo e nunca será demais e estou longe de ser uma filha exemplo. Beijo

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    1. Convém não esquecer que existem famílias que, por um ou outro motivo (motivos esses que só a eles lhes dizem respeito) não se dão. Logo, não entram para o patamar de entes queridos. Acho que esta parte ninguém se atreve a falar, não é politicamente correcto falar, queremos passar a ideia geral de que somos todos bonzinhos e tal. Pois, lamento informar mas, não corresponde à verdade.

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    2. Lamenta informar? Eu sou a ovelha negra da família, a mais refilona, a que é chamada para falar com este ou aquele, quando teimam em não sair de uma casa e não pagam renda etc... Não somos entes queridos,. mas que amo o meu pai, amo, com todas as forças que tenho.

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    3. Então??? Se diz que ama o seu pai, logo, é um ente querido. Digo eu que fiquei um pouco confusa com este seu comentário...

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    4. O meu pai é. O resto da família nem por isso. :I

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  2. Já o disse em vários blogs: isto não acontece só com idosos.

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    1. Dora, se voltar e quiser aprofundar mais um pouco o "isto", só para que possamos todos entender, eu cá agradeço :)

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    2. O "isto" é bem simples e perceptivel ao ver o vídeo: ficar sozinho.

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    3. A Dora sabe que existem pessoas que por inúmeras razões estão sozinhas porque assim o desejam. É bem verdade, mas não se fala nesta parte. Outras estão sozinhas porque cavaram um buraco tão fundo e tão longe dos outros que ninguém consegue entrar por muito que tente. E outras estarão sozinhas e não é essa a sua vontade, a essas a solidão pesa e por vezes mata. Portanto, divido o "ficar sozinho" em três.

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  3. Ora aqui está um tema, problemática, chame-se o que se quiser, que me tira do sério, seja lá isso o que for.
    É bom, aliás, é muito aconselhável, que não sejamos hipócritas, o "espirito de Natal" não nos permite tais devaneios.
    O vídeo retrata uma realidade inquestionável, ponto.
    Há muitas - demasiadas até - pessoas que estão completamente abandonadas. Filhos, netos, foi um ar que lhes deu.
    Ir visitá-los? Ui, que estragação de um óptimo fim-de-semana! Saber se necessitam de alguma coisa, se estão bem? Ah, se houvesse alguma novidade já se sabia!
    Quantos ficam abandonados nos hospitais? Quantos são despejados em lares que vão muito para além do duvidoso em termos de qualidade a todos os níveis?
    Quantos, mas quantos, agora, deu-lhes um "ataque" de boa memória e "lembraram-se", simplesmente por mero acaso, um acaso daqueles fortuitos, que os pais existem e, também por mero acaso (o acaso tem destas coisas!), que os ditos recebem uma pensãozita que até dava muito jeito?!
    Não sejamos hipócritas, não tenhamos medo de chamar os boizinhos pelos nomes.
    Há, também, sem dúvida, aqueles que cavaram o tal buraco ao qual ninguém tem acesso. Opções de vida? Motivações? Que sabemos nós?!
    Todos conhecemos essa realidade chamada violência doméstica exercida sobre os velhos. É necessário acrescentar mais alguma coisinha?

    Ai, Maria, quanta hipocrisia e maldade neste universo que é o mundo dos velhos!
    Hoje li um artigo em que se concluiu que a solidão pode ser um factor determinante no surgimento da Doença de Alzheimer. Será que isto surpreende? Não, mas inquieta.

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    1. GL, depois deste comentário aqui mais em baixo, até tenho receio de dar resposta ao seu comentário. Vou começar a perguntar às pessoas se querem que eu dê resposta ou não, para mim é mais fácil não o fazer, basta-me publicar os comentários e já está. Questionar, nem pensar! Opinar, muito menos. Ora, caladita e é se queres :)))

      Vamos lá a coisas sérias que se faz tarde...

      Seria quase impossível não concordar com tudo o que escreveu. É uma realidade, sem dúvida, dura, também, convém é não esquecer que existem mais realidades para além desta. Realidades essas que muita gente esconde. Fica para outro post fora do Natal.

      Tenha uma boa noite.

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    2. Maria, por favor, esqueça esses comentários. É óbvio que só questiona se assim entender, mas o amén a tudo não faz parte da minha maneira de ser.
      O interesse de tudo isto reside, precisamente, no questionar, no contraditório se for caso disso. A não ser assim qual a utilidade prática desta coisa chamada blogosfera?
      Sempre defendi uma bela troca de impressões, por vezes posturas até diversas mas, é precisamente dessa diversidade que pode sair o enriquecimento de todos nós.
      O aquiescimento a tudo é demasiadamente pobrezinho, algo não interessa - ou não devia - a ninguém.

      Continuação de uma boa noite.

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    3. GL, eu sou mais amanhecer e menos aquiescer. No entanto, acho que esta postura de dizer ámen a tudo - ou a quase tudo - o não questionar, o ser excessivamente simpático, talvez tenha a ver com o medo de perder seguidores/comentadores. Dá para perceber com certas pessoas que têm blogs que mal se apercebem que perderam um seguidor, ficam muito aflitas(os). Ora, não pode acontecer, esse medo limita-nos, logo, torna a escrita menos verdadeira. Digo eu, que de vez em quando me dá para dizer coisas... ;)

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    4. Muito bem, Maria, só mais uma pequeníssima nota.
      Prezo muito as pessoas que têm a gentileza de me seguir, mas se desaparecer alguma vem alguma espécie de mal ao mundo?
      Maria, explique lá isso, mas devagarinho, é que sou um pouco lenta. O valor, o interesse, a importância dos nossos espaços vale pelo número de visitas? A não ser aqueles que fizeram do blogue um espaço de publicidade, de venda, chame-se o que se quiser, os outros? Mas qual é o problema?! Alguns dos melhores, repito, dos melhores blogues que visito, a nata da nata, não têm nem seguidores nem caixa de comentários. Isto diz-nos alguma coisa, ou nem por isso?
      Gosto de uma boa e saudável discussão, ponto. Quem assim não pensa... olhe, nem sei que lhe diga!

      Ora faça o favor de continuar a dizer coisas, isso é que interessa, ó se interessa.

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    5. GL, a blogosfera é composta por pessoas que provavelmente levam muito a sério aquilo dos seguidores. Se calhar sentem que são amigos. Ou se calhar quer dizer que é um blogger de sucesso. Sei lá eu bem... mas que ficam tristes, lá isso ficam. Leio por aí uns textos de pessoas que ficam aflitas quando perdem algum.

      Acho que algumas pessoas não sabem que existe o modo de seguir público e o modo anónimo. O modo público engorda o quadrado de seguidores, o modo anónimo quer dizer que nos seguem na mesma, recebem no painel do blogger os posts que publicamos mas, não aparecem no quadro dos seguidores. Aliás, estão lá, só que não se vê. E é isto. Eu devo ter mais seguidores anónimos do que públicos, gostava que um dia destes desse uma grande virose ao blogger e que de repente aparecessem todos. Isso é que era (ahahahahah).

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  4. Maria MAdeira. É normal antagonizar assim todas as pessoas que comentam os seus posts? É inédita esta postura, nunca tinha visto.
    Tanto eu, como a Pink Poison temos direito à nossa opinião e acho de muito mau gosto, questionar-nos e até mesmo opiniar sobre as nossas respostas.
    Boa sorte com o blog. Não me identifico com esta postura.

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    1. Lamento, se lhe causei algum dano, não era essa a minha intenção. Se soubesse que não queria resposta aos seus comentários, não o teria feito. Só que tenho este mau hábito de não deixar ninguém "pendurado". As pessoas que por aqui vão comentando gostam que exista feedback aos seus comentários. Lá terei de rever esta minha postura... ou não.

      O blog não precisa de sorte. Escrevo apenas porque gosto. As pessoas comentam porque assim o entendem. Penso é que a Dora é um pouco seca nas suas respostas, tentei puxar por si e nem se apercebeu. Este é um blog onde as pessoas conversam um pouco, não picam só o ponto. Gosto muito dessa faceta das pessoas que por aqui passam. Acrescentam. É positivo. Se calhar não está é habituada. Não sei, digo eu...

      Fez bem em dizer o que pensa. Afinal o meu "puxar" surtiu efeito.

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  5. Leia bem as respostas que me deu a mim e a à Pink Poison e compare com as respostas das donas de blogs. Veja o seu tom e analise quem é que é seco.

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    1. Mas a Dora é mãe da pink? Ai ai, que má energia essa...

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  6. Maria, permita-me ser sucinto: a vida mudou muito, (quase) tudo se traduz em números, apenas contam os que produzem...
    (Creio que já percebeu onde quero chegar, não vale a pena dissertar sobre a organização do mundo onde vivemos)

    Um beijinho :)

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    1. AC, percebi, sim senhor. Esquecem-se é que os que já produziram de uma determinada maneira, agora produzem de outra, também ela muito válida.

      Boa noite e um beijinho também para si :)

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  7. Desde que me lembro que sou "gente", sempre distingui e bem, quem foram e ou são bons pais e bons filhos. Não sou hipócrita de dizer que familiares com quem cortei há muito são nesta época e num estalar de dedos "tão amiguinhos, e mais inhos e mais inhos! O caraças é que são e quando se lembram de quem lhes deu muito, mas para além de muito...e que se encontra já entre quatro tábuas...chegam chorosos, de flor na mão e vela acesa, que só me apetece fazer com que engolissem o que trazem.

    Respiro fundo, bem fundo e mais calma entro no video que vi num blogue onde comentei e muito depois vi no Delito de Opinião onde não comento.

    O que disse e infelizmente ou felizmente quando comento é sempre na 1ª pessoa, o que escrevo volta a escrever de tão real que é:

    "Que grande murro no estômago e infelizmente é uma dura realidade. Comoveu-me muito e mal vejo as teclas.

    Hoje nas costas da minha mãe vejo as minhas e quando nos juntamos leio nos olhos dela a vontade grande de que viessem todos os outros filhos, netos e bisnetos e como sofre pela sua ausência. Podiam vir? Podiam telefonar mais vezes? Podiam sim...mas não o fazem por puro comodismo!

    e acrescento mais umas quantas palavras: pais, filhos e familiares que toda a vida foram "pulhas" e ou vivem apenas em torno do seu umbigo, virão santos no Natal? Tenham dó porque o que cá se faz é cá que se paga e não após desaparecermos deste mundo.

    Há velhos sozinhos? Há sim senhora e qual a razão de ficarem abandonados? Gosto de saber os dois lados e chego à conclusão de que muitos colhem o que semearam, outros porque os filhos não souberam ser filhos porque Natal é todos os dias, mas todos e não apenas no dia 25 de Dezembro!

    Todos os dias, pelo menos para mim, a vida é feita de gestos, partilhas, apoio numa construção, pedra a pedra, cimento em forma de sorrisos e por vezes algo o faz cair. Dou/damos início a nova construção, vai subindo, cai uma pedra, logo as outras se agarram e a amparam, etc, etc, etc....e é tudo isto que faz parte de mim e dos meus.

    Exemplificando...quando a minha mãe telefonou (após o ter feito para o 112) a dizer que o meu pai estava a sentir-se mal e que pediu "chama a filha...bati o recorde dos 500metros + 4 andares sem elevador debaixo de um dilúvio. Junto dele só lhe disse...pai estou aqui e a tua namorada não está só. Tudos isto em dez minutos e tenho a certeza que partiu sossegado porque o seu rosto serenou. A construção foi toda abaixo e sozinha pego de novo nas pedras, acarinho a minha mãe e comecei nova construção. Ela avisou os filhos...e às cinco da manhã aparece um familiar do qual queria distância...e em convulsão...ao meu...WHAT?????? parou de imediato, entrou, falou com a minha mãe e saiu de seguida. Nunca mais o vi!!!!!!

    Não julgo ninguém, mas não vou a casamentos, baptizados e funerais...só porque sim, e à minha mesa da vida, só se assenta quem eu quiser!!!!!

    Desculpa Maria, mas este camião TIR quando comenta com emoção...só saí "borrada" e nem vou reler:):):):)

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    1. Fatyly, permita que a contradiga, não saiu "borrada" nenhuma, antes pelo contrário. Este seu comentário é daqueles genuínos, daqueles que uma pessoa lê atentamente e não tem como não concordar. Muitas verdades nele espalhadas. E algumas doem por serem tão verdadeiros.

      Termino com estas suas sábias palavras:
      "Há velhos sozinhos? Há sim senhora e qual a razão de ficarem abandonados? Gosto de saber os dois lados e chego à conclusão de que muitos colhem o que semearam, outros porque os filhos não souberam ser filhos porque Natal é todos os dias, mas todos e não apenas no dia 25 de Dezembro!"

      Seja sempre muito bem-vinda a este espaço que também é seu :)

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