sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Resolvi tentar perceber se as diferenças que existem entre usar o termo presente/prenda e encarnado/vermelho...

... são de facto relevantes. Se são uma coisa de gente mais snobe do que outra. Se tem a ver com o morar na zona bem de Cascais ou na zona da Porcalhota que evoluiu de forma polida para Amadora, mais um bocadinho e desaguava perto da baía de Cascais, aí seria um tédio. É necessário que existam diferenças para que as pessoas tenham matéria para se divertir. Divertir no bom sentido. Tem que necessariamente existir betos, desportistas radicais, vegans, punks, góticos, rastas, yuppies e por aí fora. É nesta mistura de estilos, de pessoas com formas de vestir e de estar na vida, diferentes, que o mundo é interessante. Que o mundo é mais rico. É o tal respeitar as diferenças que se torna imperativo. E os portugueses nisto de arriscar o diferente ainda estão muito fechados. Daí achar que somos uns preconceituosos politicamente correctos. Termino este primeiro parágrafo com um: sem generalizar - só para não provocar dores na zona abdominal de seres que são uma coisa pela frente e outra por trás. A minha paciência neste patamar já se esgotou há muito.

Engraçado (entre aspas) que enquanto em Portugal - espero que cada vez menos - as pessoas param porque alguém pintou o cabelo de cor-de-rosa, vestiu collants verde fluorescente, um vestido laranja com flores roxas e, a malta ri, ri porque acha aquilo ridículo, sem qualquer noção de bom gosto... damos um salto aqui mesmo ao lado, entramos directamente no aeroporto de Heathrow, vagueamos pelas ruas, entramos no metro e percebemos que ninguém liga nenhuma a essa parte, que é natural cada um vestir da forma que bem entende, usar o cabelo da cor que bem entende, que ninguém pára, que ninguém ri ou aponta o dedo. Que é indiferente. Essa foi uma das partes que mais me agradou ao passear descontraidamente pelas ruas de Londres. Não visitei Londres como turista, essa parte é desinteressante, o ir só a pontos onde a maioria vai. Visitar um país, uma cidade, é gostar de andar pelas ruas, entrar onde bem nos apetece, sem nada programado, só assim se consegue sentir o pulsar das pessoas que lá vivem. Só assim se consegue voltar ao nosso país e dizer honestamente que se conhece um determinado local bem mais longe ou aqui tão perto.

É como Lisboa. Conheço Lisboa muito bem, conheço cada beco, cada ruela, cada avenida, cada canto, porque não passo por Lisboa de carro ainda que passe de carro, caminho simplesmente a pé pelas ruas da cidade que eu tanto amo, e faço-o sempre que posso, gosto da parte de me esforçar para poder muito. Gosto de parar para a conhecer. Só assim faz sentido. Quem diz Lisboa, diz outro sitio qualquer de Portugal. Portugal esse que fiz questão de conhecer antes de me aventurar num outro país. Tristes daqueles que conhecem a República Dominicana e não sabem onde fica o Saldanha...

E nisto acabei por me perder... Lá está, gosto de me perder por aí, até no meio das palavras escritas.

Vamos à diferença entre a prenda e o presente (eu uso a palavra presente):

Vamos à diferença entre o vermelho e o encarnado (eu uso a palavra encarnado):
«O Dicionário Etimológico de José Pedro Machado indica que encarnado é algo que tem que ver com a carne, e vermelho é derivado de vermículo, vermezinho, e passou a denominar a cor por causa da cochonilha, insecto vulgarmente chamado piolho-dos-vegetais, de que se extrai uma tinta escarlate, o carmim. Só que, de acordo com circunstâncias históricas, as palavras podem ganhar novos significados. A partir da Comuna de Paris, em 1871, o vermelho passou a ser conhecido como a cor da esquerda revolucionária. Os anarquistas, após a cisão da I Internacional, associaram o vermelho ao negro como seu símbolo. Em Portugal, durante o período da ditadura, o Benfica passou a ser conhecido como «os encarnados», palavra com conotação bem diferente de «vermelhos» (associado aos comunistas).»
***
Um apontamento de humor só para fechar o texto.
(isto é, espero que o sentido de humor aconteça mesmo em dias de muito frio)

(imagem encontrada na net)

21 comentários :

  1. Um texto muito interessante no qual aprendi algumas coisas. Desde logo, a origem do vermelho, sabia a diferença entre vermelho e encarnado, mas desconhecia a origem da palavra. E também que eu nunca podia ser beta. Detesto as riscas. Rsrsrs. E também gosto de conhecer as terras assim. Recanto a recanto.
    Abraço e bom fim de semana.

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    1. Elvira, dê, por favor, um desconto, por vezes deixo-me embalar pelas palavras escritas e não tenho mão no travão. Acabam por sair textos um pouco longos. O problema é que gosto de escrever e não dou conta. Entretanto como as coisas fluem naturalmente, não me rouba muito tempo, o deixar-me ir sabe-me muito bem. Isto deve andar tudo ligado, o gostar de conhecer locais e andar à deriva, com esta coisa de escrever como se a escrita me desse asas.

      Isto de uma pessoa usar uma palavra e não usar outra, por vezes dá origem a que nos colem rótulos (sempre os rótulos) daí achei por bem tentar perceber a origem das mesmas.

      Tenha também um bom fim-de-semana.

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  2. Ai valha-me Nossa Senhora, uma qualquer que o tempo é escasso e não dá para escolher!!!
    Uma pessoa entra aqui, crente de que vai dispor de umas palavras normais, de uns termos vulgares, de umas frases mais ou menos e, quando dá por si, percebe que acabou de ler uma espécie de enciclopédia, vá lá, um compêndio científico-literário do melhor.

    Depois de um intróito 5 estrelas, o conhecimento que se adquire com as diferenças entre prendas e lembranças, entre vermelho e encarnado. Caramba, é muita informação para um homem só. Ah pois é!
    Isto é tudo muito bonito, não acredito que haja uma única pessoa capaz de torcer o nariz ao 'post' que Maria nos oferece quase em vésperas do Natal.

    O José Pedro Machado diz que encarnado é algo a ver com a carne. E como eu não consigo levar tudo a sério, pergunto: por que motivo os 'sinhores dótores' nos dizem para não comer carne vermelha? Urge que a Ordem dos Médicos mais a dos Nutricionistas emitam um comunicado a informar que a partir de ... pode ser agora, ficam proibidos de ir contra o dicionário etimológico do senhor Zé.
    Dúvida 1: Como hei-de dizer quando me envergonho? Que estou vermelho ou encarnado de vergonha? Bem, posso dizer, simplesmente, que corei de vergonha. Mas onde hei-de dependurar o corar, no vermelho ou no encarnado?
    Dúvida 2: Imagine que eu queria dizer que Maria é uma bela prenda, assim como dizemos quando nos referimos a alguém atirando com um 'deves ser uma rica prenda!'

    Sobre a Beta, duas palavrinhas. É feia, mal feita e tem mau gosto.

    E é isto!
    Aceite um beijinho do homem que bem observa ;)

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    1. Xiiiiiiiiiii, nem sei por onde começar. O caro Observador por acaso, e só por acaso, não teve hoje um almoço de Natal ou coisa parecida, não? Se não teve eu aconselho que: quando estiver com vontade de ler blogs, não beba. Não beba que a coisa pode descambar em comentários destes em que, inclusive, atira à cara da dona do blog-casa "deves ser uma rica prenda." Para a próxima não lhe aprovo o comentário e mais nada :)))))

      Analisando algumas coisas que aqui deixou:
      1.As palavras devem ser sempre normais, vivemos num país em que não ser normal é complicado.
      2.Os termos devem ser sempre vulgares, palavras demasiado caras dá direito a sobretaxas.
      3.As frases deve ser sempre mais ou menos, a intenção é que seja o leitor a decidir se é mais para mais ou mais para menos. A democracia pratica-se neste blog.
      4.É explicitamente proibido que os leitores usem de ironia, só a dona do blog tem acesso à nata da casa. Afinal, democracia democracia mas... poucochinho para não habituar mal as pessoas.
      5.Intróito??? Isso come-se?
      6.Procurei e procurei e procurei e procurei e não encontrei a palavra lembranças em parte alguma, tenho que procurar debaixo do braço do título do blog.
      7. Quem disse que eu ofereci alguma coisa? E eu lá sou parva (se calhar é melhor não ir por aqui por causa da tal da stalker).
      8.Diz que vermelho é derivado de vermículo, ora, quem é que no seu juízo perfeito quer comer vermes?!
      9.Se disser que está encarnado de vergonha, quer dizer que o seu Benfica perdeu. vai ter que se aguentar. Temos pena.
      10.Olhe que conheço betas bem giras. Capaz de fazer acelerar o coração a muito "home" e "mulheri" também. É dizer e envio por correio azul.

      Ah, foi isso. Está bom, então :)))))

      Beijinho e tenha um bom fim-de-semana, caro Observador.

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    2. Maria, permita-me um louvor ao comentário do "nosso" Observador, sempre atento e acutilante. "Last, but not the least", um duplo louvor à sua capacidade de resposta. Depois de ler pensei em perguntar-lhe algo, mas tenho a certeza que me responderia, tal como supõe no Observador, que não ingeriu algo transcendente. :))

      Um bom final de semana :)

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    3. AC, não dê um louvor coisa nenhuma ao senhor que gosta de observar, isso é bem capaz de dar força e lá vou eu ser arrasada novamente :))))

      A ingerir algo só sumo de frutos silvestres que tem uma cor igual ao do vinho tinto só para baralhar as pessoas menos atentas. Já percebi que só tenho leitores atentos e dá nisto (eheheh).

      Bom fim-de-semana para si também :)

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    4. O Observador observa. Nada escapa :)
      O AC constatou e bem.

      Por acaso não estive em qualquer almoço de Natal. Mas se tivesse estado, vinha abençoado :))
      Além de que bebo água e alguns sumos ... dentro do prazo de validade.

      Importa-se de estender a mão, Maria? É que a régua está preparada ... para a reguada ;)

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    5. Já ouvi chamar muita coisa mas, essa do "vinha abençoado", é a primeira vez :))

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    6. :))
      Um excelente diálogo, para meu deleite.
      (O observador, nesta situação, sou mesmo eu. E gosto mesmo de o ser)
      Um abraço para o Observador, gente boa! Para si, Maria, um beijinho :)

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    7. Bem Maria se gargalhada pagasse imposto acabei de entrar em super falência:))))))

      Gostei imenso deste teu post e que se lixem as "opinães" dos outros, eu digo "vermelho" e "prenda", porque chegaram as milhares de vezes que quando me chamavam na escola tinha de dizer "presente" e quando não respondia por milhares de distracções, vinha reguada :)

      Também conheci muitas ruelas, becos, bairros de Lisboa e é o mesmo que faço por Sintra que tem tanto encanto e que por vezes dou de caras com o que tentam esconder. Só "metendo a mão na massa" é que se aprende.

      Quanto a Beta...5*****:))))))))))

      Deixo aqui o meu comentário (hoje li e reli tudo, post e comentários) porque realmente o Sr.Observador está em dia SIM e que maravilha de comentário, provocador qb como gosta de ser, mas totalmente assertivo e tu sempre no patamar de cima numa de: não sobes para o meu, ele é meu e aguentas-te "à bronca" com imensa elegância (como sempre) e sem pingo de agressão de ambas as partes.

      Hoje foi o melhor que li, dois em um e tiro-vos o meu chapéu.

      Beijos aos dois e claro a todos os comentadores, deste "camião TIR" e muito obrigado por me terem dado "uma estrada livre" que me fez tão bem!

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    8. E faz muito bem em dizer vermelho e prenda, não é crime algum, não paga imposto (a ver se não falamos alto para não dar ideias a certas pessoas). No entanto é engraçado que as pessoas que dizem encarnado e presente são imediatamente rotuladas de coisas que agora não são para aqui chamadas. Eu, por exemplo, não rotulo ninguém. É-me indiferente. Vivemos num mundo livre, creio, mas esta parte ainda precisa de um qualquer carimbo de confirmação.

      Fatyly, eu digo encarnado e presente porque a minha mãe sempre o disse, quando crescemos a ouvir os nossos pais falar de uma determinada maneira, é natural que, depois, em adultos, se dê continuação. Não tem a ver com ser snob ou viver na linha de Cascais. Os meus pais não têm nada de snob e sempre viveram em Lisboa. Não é por aí. Esta coisa das pessoas não conseguirem viver sem ser à pedrada uns aos outros era urgente que terminasse, principalmente por coisinhas tão idiotas quanto estas. Isto das farpas atiradas por tudo e por nada é cansativo. Cansativo para quem tem que levar com elas e cansativo para quem passa o tempo todo com este tipo de exercício a atirar para o parvo. Infantil mesmo, diria.
      ...
      Ah, mas esse "presente" é outro, isso seria sinal de confirmação que estava lá sentada a horas e banho tomado e pronta para aprender coisas muitA importantes :)) Tirando a parte das reguadas (que infelizmente fez parte do tal tempo da ditadura) - o meu pai fez o favor de me contar que levou muitas - o estar presente no sentido de que convém ser pontual é bom e recomenda-se. Os portugueses são muito pouco pontuais. Essa parte tira-me do sério.

      Também conheço cada canto de Sintra como se já lá tivesse vivido. Tenho fotografias lindas, só não as publico porque não as quero a circular na net. São muito minhas. Têm histórias de vida incluídas.

      Gosto bastante desta faceta do senhor que vai observando, principalmente quando está para aí virado. É muito saudável. É preciso é ter poder de encaixe e sentido de humor, a vida não pesa tanto quando é feita dessa forma. Daí passar o tempo todo a insistir nisto das pessoas se levarem tanto a sério. Não vale a pena, a sério que não.

      Tenha um óptimo fim-de-semana. Fico muito contente que se tenha divertido um pouco por aqui.
      Beijinho, Fatyly :)

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    9. Obrigado, AC, outro para si.
      Só as pessoas bem formadas e inteligentes 'qb' conseguem fazer diálogos agradáveis.
      (saí-me bem, ahn?)

      Maria, é mesmo 'vinha abençoado', não confunda com vinho abençoado ;)

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    10. Vou tentar pesquisar para ver se percebo o que é isso do qb :)))

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    11. Caramba! Lá tenho que ir aos limões :))

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  3. Maria, há quem diga que a melhor forma de conhecer uma cidade é perdermo-nos nela. Embora eu seja alfacinha (gosto desta palavra!) mas um eterno cidadão do mundo, uma das coisas que eu mais amo é explorar uma cidade rua a rua, desde as mais interessantes às bem menos interessantes. Enfim... tudo terá o seu encanto e é um prazer enorme andar por uma rua qualquer e depois ir dar a uma praça e encontrar uma igreja, um jardim ou uma escultura que faz tudo valer a pena!
    Eu também uso a palavra "presente" embora por vezes misturada com "prenda." Ao que parece, vou passar a usar "presente" muito mais vezes! Gostei de ler a explicação. Do "encarnado" é que eu não prescindo. Seja para caracterizar uma peça de roupa ou o meu clube do coração (que é o mesmo do mencionado no post!), o encarnado está cá para durar! Vermelho terá uma conotação mais violenta, talvez, como que trazendo os conflitos ao pensamento e isso não me agrada lá muito. Ficamos definitivamente pelo "encarnado."
    Ah, e last but not least, por aqui o humor não fica à porta nem nos dias mais frios! Há que manter sempre um sorriso por perto!
    Beijinhos, Maria

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    1. E não é que é bem verdade a parte de que a melhor forma de conhecer uma cidade é, efectivamente, perdermo-nos nela. Ao perder-se, uma pessoa acaba por encontrar locais que nos passariam completamente despercebidos. O sentido de perder-se talvez esteja intimamente ligado ao encontrar-se. Não sei...

      É por aí, Carpe, é por ai, nesta parte com a qual não concordo mais porque me não é permitido. Esta: (...)"explorar uma cidade rua a rua, desde as mais interessantes às bem menos interessantes. (...) andar por uma rua qualquer e depois ir dar a uma praça e encontrar uma igreja, um jardim ou uma escultura que faz tudo valer a pena!". Se faz!

      Um comentário que muito me agradou, este. Isto das pessoas escreverem o que lhes vai na alma é, sem dúvida, uma grande recompensa para quem tem um blog. Obrigada por isso.

      Beijinho, Carpe. Bom fim-de-semana :)

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  4. Londres não é uma cidade. É um micro-cosmos, um micro-planeta.
    Por cá ainda se olham cabelos rosas, mas quero acreditar que se vai dissipar... Eu cá até podem estar nus. Posso até olhar, de primeira, pelo inusitado, mas passando esse instante, é só mais um, rsss.

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    1. Micro-cosmos parece-me uma definição apropriada para se colar a Londres.

      Isso do nu tem muito que se lhe diga. Olhar uma vez é normal, quem não o faz?! O problema é que as pessoas fixam e não largam. Somos um povo ainda um pouco a atirar para o poucochinho neste sentido. Pois se as pessoas na praia não deixam de olhar para alguém só porque faz topless ou usa um bikini reduzido, imagino se se transformasse as praias todas em praias de nudistas. Não consigo alcançar estas paranóias das pessoas com o nu.

      Também gostaria de acreditar na parte do dissipar mas, cá para mim, não acontecerá tão cedo. Existe ainda muito provincianismo neste país à beira-mar. Neste caso o provincionismo tem uma carga pejorativa.

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  5. Olá, Maria :)
    A Maria às vezes fala em acabar com o blog. Não gosto muito de insistir demais com as pessoas sobre decisões que só a elas dizem respeito, mas permita que lhe diga que, ao ler posts como este que acabo de ler, não posso deixar de pensar que... SE ESTE BLOG ACABAR É UMA PENA!

    Adorei este post. Mas adorei mesmo. Parabéns :) Está bem escrito, as ideias estão bem intercaladas... Enfim, adorei ler.
    Gostei imenso da ideia das pessoas conhecerem a República Dominicana e não saberem onde é o Saldanha... Não podia concordar mais com esse pensamento. Recuperei este ano um velho hábito meu, os meus passeios por Lisboa em Outubro e foi delicioso! Não... Não fui só ver o José Rodrigues dos Santos... Isso foi uma questão de duas ou três horas, e eu edtive em Lisboa três dias... Ou dois dias inteiros e dois "pedaços" de outros... Cheguei à estação de Santa Apolónia numa Sexta-feira às 14, e saí da mesma estação às 11 da Segunda-feira seguinte. E como foi bom recuperar esse hábito... Sim, aproveitei para ver o José Rodrigues dos Santos, mas também passar algum tempo com um jovem-velho amigo virtual, que deixou de ser virtual e, acima de tudo, passear como nos velhos tempos... Juntei as várias coisas... Três semanas depois, aproveitando para estar com outra pessoa, aproveitei também para conhecer o Porto, onde só tinha estado umas horas há 30 anos atrás, numa excursão da escola. E também adorei a cidade e as pessoas... Se prefiro Lisboa ou o Porto? Não me peçam para fazer essa comparação. Adoro as duas cidades... Neste momento, estou a conhecer a minha nova cidade, que só posso dizer que é no distrito de Aveiro... Todos os dias me farto de andar...

    Já agora, aproveito para deitar aqui uma axazinha para a fogueira, em favor e defesa do meu Algarve e alertar para o facto do Algarve não ser só Vilamoura e Albufeira... Há muito, mas mesmo muito mais para conhecer por lá... Hei-de lá voltar um dia, espero, desde que seja em segurança... Não poderá ser sozinha como em Lisboa ou no Porto, mas pronto...

    Sendo a minha formação superior (inacabada por causa de uma única cadeira, Inglês III) em Línguas e Literaturas, muito mal andaria eu se não soubesse a origem dessas duas palavras, mas desde miúda que noto que as pessoas as usam indiscriminadamente... Na minha família dizia-se que o vermelho era aquele tom mesmo vivo, berrante, e o encarnado era usado o para tons não tão vivos, mais escuros ou até mais claros... Mais baços.... Mas ao longo da vida tenho percebido que outras pessoas usam precisamente ao contrário... Ou seja, o encarnado é que entendem como o mais vivo...
    Por acaso, não sabia que o Benfica tinha adoptado a designação "encarnado" para não dar a ideia de comunismo... Eheh... Mas então porque é que a claque não se chama Diabos Encarnados? :D
    Quanto a prenda e presente, acho que sempre usei as duas... Mas tenho tido sempre a ideia de que prenda é algo mais pequeno, mas mais valioso, como uma jóia... Mas isso não é por nada em especial... Fui ganhando essa ideia...

    As Betas costumam ser chatas e pirosas, mas normalmente são inofensivas... Tenho medo do Estado Islâmico, tenho receio de alguns políticos que detém o poder sobre o país e o mundo, também tenho receio de pessoas traiçoeiras... Mas as Betas normalmente são inofensivas... Até pode haver Betas traiçoeiras... Mas isso não tem a ver com o facto de serem Betas...

    Um abraço, Maria, e, mais uma vez, parabéns por este post :)

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    1. Olá São,

      E de repente também não sei muito bem o que dizer em relação a este seu comentário. Apenas um obrigada. Sabe bem por vezes ouvir coisas boas em vez de serem sempre só desagradáveis. Fica um pouquinho mais equilibrado. Gosto muito quando as pessoas dizem que se divertem ou dizem que gostaram de um ou outro ponto. Não pode ser sempre só mau. As criticas negativas fazem-nos crescer de alguma forma mas, as positivas com que nos amparam e evitam que nos estatelemos. Convém saber dosear. Não nos deixar abater pelas más e mão nos deixar deslumbrar pelas boas. Obrigada mais uma vez :)

      Gosto muito de saber que anda por aí a dar a volta à sua vida e a passear por este país. Concordo consigo, isso de comparar e obrigar alguém a escolher entre Lisboa e Porto não faz muito sentido. Quer uma quer outra cidade têm pontos positivos e pontos negativos. Se calhar o que acontece é que acabamos por nos identificar mais com a cidade que nos viu e ajudou a crescer. É capaz de ser por aí. Não vou ao Porto há muito tempo, acho que vou ter que tirar dois dias, brevemente, para dar um salto ao Norte. Já tenho algumas saudades. Conheço razoavelmente bem o Algarve, não só a parte mais direccionada para o turismo mas, também, todo um Algarve mais profundo, mais interior, que cai um pouco no esquecimento e não deveria acontecer.

      Quanto às diferenças que resolvi trazer até aqui, diferenças entre o encarnado/vermelho e o presente/prenda, foi uma forma de brincar um pouco com isto das palavras e "provocar" as pessoas desse lado. Gosto de colher reacções e tentar perceber o raciocínio das pessoas desse lado. Aprende-se bastante.

      E termino com algo seu e que merece ser sublinhado: "Tenho medo do Estado Islâmico, tenho receio de alguns políticos que detém o poder sobre o país e o mundo, também tenho receio de pessoas traiçoeiras... Mas as Betas normalmente são inofensivas". Muito bem, São, é mesmo por aí.

      Um abraço para si também e um bom domingo :)

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