segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Oiço por aí alguns pais muito preocupados com a educação dos seus filhos...

... e até aqui tudo bem. Nada a apontar. Estão no bom caminho. O que a mim me deixa a modos, como que, baralhada das ideias, é que hoje de manhã ouvi nas notícias a propósito de sinistralidade, que é necessário educar as pessoas para que não falem ao telemóvel enquanto conduzem, não recebam ou enviem sms (esta de enviar sms enquanto se conduz tira-me do sério), e algo que nunca me passaria pela cabeça, o envio de um ou outro email, para além daquela coisa muitA fixe e muitaA à frente, que está na moda, as tão desejadas selfies. 

Agora pergunto eu: como é que um pai ou mãe quer educar os seus filhos se nem sequer se sabe educar a si próprio? Parece que é necessário existir um organismo qualquer que diz ter que estudar uma forma de evitar este tipo de acidentes nas estradas, acidentes esses que por vezes levam à morte das crianças que os pais tanto querem educar. Terá que existir um dispositivo qualquer que impeça as pessoas de usar o telemóvel enquanto conduzem. Dizem eles.

E agora digo eu: querem lá ver que vamos ser todos nós a ter que pagar esse tal dispositivo, o trabalho do tal organismo, para impedir que adultos bué responsáveis (o bué é propositado, temos que os tratar desta forma infantilizada) matem os seus e matem outros que circulam nas estradas e, até conseguiram interiorizar a coisa de não usar o telemóvel enquanto conduzem... sozinhos. Bem, isto é um milagre, isto de existirem pessoas que não precisam de ninguém para lhes  enfiar coisas pela cabeça adentro como se tivessem somente cinco anos, é mesmo um verdadeiro milagre. E baratinho, baratinho. 

Que os mais ricos paguem mais impostos, até nem acho mal, mas já agora lembrem-se de começar a cobrar mais impostos a estes seres também, nem quero saber se ganham o ordenado mínimo, se não são responsáveis enquanto conduzem, que paguem mais também. Não há aqui pão para malucos... Talvez a coisa da interiorização lhes chegue aos bolsos e algo aconteça. Tenho quase a certeza que o dinheiro lhes falará mais alto do que a morte de inocentes nas estradas. É só um palpite.

(tenho para mim que em Portugal se continua a tapar o sol com uma peneira, enquanto assim for nada mudará, vão ser sempre todos a pagar pelos erros de alguns, se calhar estava na altura de mudar alguma coisa, mas mudar mesmo a sério, a doer, quem conduz alcoolizado é ficar sem carta e ter que sujeitar-se a tirá-la novamente, quem conduz e usa o telemóvel é aumentar os impostos durante uma meia dúzia de anos e por aí fora, já agora deixar todos os outros  em paz, isso era de valor).

16 comentários :

  1. Absolutamente de acordo. Eu não conduzo, cansei de avisar o filho para não usar telemóvel enquanto conduzia, enquanto ele era solteiro. Agora não sei se o faz ou não, mas tenho a consciência de o ter alertado para todos os perigos, e a esperança de que não o faça.
    Um abraço e dias felizes

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    1. Elvira, isto de conduzir e usar o telemóvel é de uma enorme gravidade, de uma irresponsabilidade absurda (nem sequer vou falar de beber e conduzir que é coisa capaz de me fazer escrever o que não quero, ou não devo). Não entendo o porquê de não existirem medidas pesadas para acabar de vez com este tipo de acidentes que podem ser perfeitamente controlados, já que outros existem que não se podem controlar. Se as pessoas só entendem a linguagem do dinheiro, a linguagem de lhes irem ao bolso (apenas falar, alertar, pelos vistos não adianta nada) que comecem por aí...

      E fez muito bem em avisar o seu filho, o resto terá de ser da responsabilidade dele. Ser adulto passa por aí. Passa por saber que não se deve brincar com a vida dos outros.

      Tenha uma boa semana. Abraço para si também.

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  2. Olá, Maria :)
    É realmente uma situação de grande irresponsabilidade... No tempo em que eu era criança não havia telemóveis... Mas o meu pai fumava, e eu recordo-me da minha mãe dizer tantas vezes, com preocupação, quase aterrorizada "Ó, Manel, por favor, não acendas o cigarro, em andamento. Encosta o carro, pára, e fuma à vontade!" ... A resposta era sempre a mesma "Quer mandar? Vista calças!" ...Era realmente também uma situação perigosa... Tinha que tirar o tabaco e o isqueiro do bolso, ou do tablier, tirar o cigarro do maço, pegar no isqueiro, acender... Às vezes não acendia à primeira... E isto em estradas estreitas,de terra (mal) batida, no interior da serra algarvia, em que havia curvas de 5 em 5 metros...

    Por isso, a irresponsabilidade não começou com os telemóveis... Sempre existiu. Há profissões em que as pessoas conduzem muito e tem que usar os telemóveis... Mas para isso há os auriculares... Claro, sempre têm que tirar a mão do volante para atender, mas se o telemóvel estiver fixo num sítio próximo, parece-me um mal menor, porque sendo assim também têm que tirar a mão para meter as mudanças, ligar as luzes, os limpa pára-brisas, subir e descer os espelhos... Claro... Nao é para o telemóvel estar dentro da carteira, ou no bolso e ainda se andar à procura do auricular... É o telemóvel estar fixo perto do volante e o auricular estar no ouvido.... SMSs? Se for algo urgente, claro que sim!... Abranda-se, sinal para a direita, encosta-se e estaciona-se na berma, com os quatro "piscas" ligados, de preferência, no caso de não haver um largo para onde se possa desviar...

    Estou a lembrar-me que há uma pessoa que tem o habito de se filmar a conduzir ( sim, esse) ... É verdade que o telemóvel está fixo, que só tem que clicar para iniciar e parar a gravação ... Mas ainda assim, tendo em conta a necessidade que tem de fazer isso, parece-me desnecessário... Acho...

    Abraço :)

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    1. Olá São,

      Apesar de compreender o que me diz em relação ao tabaco, penso que não se pode colocar lado a lado tabaco e o uso de telemóveis enquanto se conduz no mesmo patamar, é bem capaz de existir uma distância bem grande entre um e outro. Penso eu... No entanto a sua mãe tinha razão, isso de encostar e fumar o cigarro é bem mais seguro, até dá para descansar um pouco tratando-se de viagens longas. Descansar, nem que seja por apenas cinco minutos.

      O uso do telemóvel enquanto se conduz mata pessoas inocentes, diminui o tempo dos reflexos. Distrai, quando não é suposto distrair quando se tem uma arma tão perigosa nas mãos. O carro. Sejam os telemóveis, seja o álcool, seja outro tipo de substâncias. Não entendo o porquê de gente adulta continuar a fazer este tipo de estupidez. Apetece-me dizer algo muito pouco politicamente correcto: se se querem matar atirem-se de uma ponte bem alta e, já agora, se não for pedir muito, não arrastem gente inocente com eles. Como é que se lida com o facto de sair de casa de manhã para trabalhar ou outra coisa qualquer, ir ali descansada e vir uma besta qualquer para cima de uma pessoa, roubando-lhe a vida em dois minutos. Isto porque lhe apeteceu enviar uma sms ou atender uma chamada?! Roubam-me a vida e seu eu tiver filhos, também não deixam os meus filhos viver. Pá (desculpe o pá, não é directamente consigo) é cair-lhes em cima a doer. Ficar sem carta. Obrigar a ter que a tirar novamente. Duplicar o preço. Qualquer coisa... mas façam qualquer coisa urgentemente. Para ontem, se possível.

      Sempre existiram profissões em quem as pessoas conduzem muito e não usavam telemóveis. Não vamos por aí, São. É demasiado perigoso. Desculpabilizar não pode, de forma alguma, acontecer. Se precisam de usar o telemóvel, param, falam, tratam do que têm que tratar e voltam à estrada.

      Não vou sequer comentar a parte em que a São fala de alguém que se costuma filmar a conduzir. Não posso. Seria muito mau. Porque raio é que alguém precisa de se filmar a conduzir? Um dia destes as pessoas começam a filmar-se enquanto defecam. Achei que defecar era uma palavra com mais classe para incluir no filme e mostrar ao mundo. Bah!

      Abraço, São.

      PS: Logo à noite respondo ao seu email.

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    2. Concordo... Mas ... Parece-lhe assim muito grave o sistema de mãos livres? Com o auricular? Bem... Não sei... Nesse caso, achava pior o meu pai a acender o cigarro, sinceramente... Eu já vi casos, nomeadamente taxistas, em que apenas , num segundo, clicsm, como quem clica num botao do proprio carro... O telemóvel estava fixo , perto do volante...

      Bem, no álcool nem falo! Isso então... Enoja-me! As pessoas têm que se lembrar de que a estrada não é só deles....

      Eheheh... À partida, não tem necessidade nenhuma,nem ele nem ninguém... Mas parece-me que é a solidão, não sei... Na verdade, só clica para iniciar e parar a gravação... Tal como uma pessoa que sente um ligeiro prurido na face ou num braço não deixa de coçar, num segundo, por precisar, para isso de tirar as mãos do volante... Ou uma mão... Perigoso não me parece... Mas pronto... Necessidade? Ele lá saberá a necessidade que tem...

      :)

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    3. Tenho um amigo que só usa o sistema mãos livres. E não, sempre que vou a algum lugar com ele não me deixa mais descansada, tenho sempre a sensação que está mais focado na conversa do que na estrada. Quando lhe dá para falar de negócios a conduzir, aquilo deixa-me nervosa.

      No carro, para mim, apenas música. Basta.

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    4. Sim, é isso que eu quero dizer, eu digo que é o auricular.. Sim, já ouvi isso da pessoa se poder distrair com a conversa, mas nesse caso também se pode distrair a conversar com quem o acompanha no carro... Ou com a conversa que vai na rádio...

      Eu até sempre fui muito assustada em questões de condução... Neste momento, não tenho carro, mas quando tinha, estava sempre mais descansada quando era eu que ia a conduzir do que quando ia com outra pessoa...

      Nada me leva a crer que seja má pessoa... Pelo contrário... Mas tem aquelas pancadas :)

      :)

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    5. Não é a mesma coisa. Penso eu. Se vou a conduzir e alguém estiver a conversar comigo, nalguns casos até ajuda a prevenir acidentes. Em casos de sonolência, por exemplo. Entretanto existem conversas e conversas. Se for uma discussão acesa não é bom, se não for, não exige assim tanta atenção da nossa parte.

      Rádio não distrai. Ouvimos apenas. Nada mais.

      Agora, atender o telemóvel pressupõe que aquilo é importante, temos mesmo que atender, é um caso de vida ou morte (isto fui eu a provocar, não ligue), logo, requer redobrada atenção da nossa parte ;)

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    6. Sim, Maria, tem razão... Mas lá está :depende da conversa... E se calhar também depende da conversa ao telemóvel, não sei... Acho que, deve ser sempre de evitar... Mais vale prevenir... Sempre que é possível...

      SMSs em andamento é que jamais... No caso do condutor, claro...

      A prevenção é sempre o melhor remédio... Por falar em prevenção, hoje escrevi qualquer coisa, não sei se já viu :)

      :)

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    7. São, nada de telemóvel enquanto se conduz. Não depende da conversa, não pode acontecer.

      PS: Não vi, pensei que tivesse encerrado...

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  3. Isto é 'munta' simples de analisar.
    Se cada um de nós não estiver bem consigo próprio, como poderá fazer bem aos outros?
    Agora, é só fazer o favor de aplicar o princípio a essa maravilhosa coisa que se chama educação. Penso eu de que.

    Beijinho e bom Natal. Ahn? Ah, já passou ... em frente que atrás vem gente :)

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    1. Caro Observador, não sei como dar resposta ao seu comentário, mas vou arriscar...

      Acho que por vezes é por as pessoas se sentirem muito bem consigo próprias, excesso de autoconfiança, talvez, que comentem este tipo de estupidez. Sou muito boa/bom ao volante e tal, vai daí posso falar ao telemóvel, enviar sms, beber álcool como se não houvesse amanhã porque nada me vai acontecer... Aquela coisa da imortalidade é algo que lhes assiste, creio. Os outros que se lixem, nem são família sequer. São simples mortais, têm que morrer de qualquer maneira. Querem lá saber!...

      Beijinho.

      PS: Ah, isso do natal, pela forma como oiço tanta gente falar deste após Natal, a forma algo cínica com que o fazem, uma pessoa até se encolhe. Se não gostam do natal, das reuniões com a família, se calhar era melhor começar a usar de honestidade e não o comemorar só para inglês ver. Tudo é um sacrifico para eles, é o antes, é o depois. Raios, que saudades da minha mãe, pelo menos nunca a ouvia queixar-se e cheirava realmente a Natal.

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  4. Caminhar na vida, por inteiro, é um desafio que qualquer pessoa deveria aceitar. Mas isso dá muito trabalho, Maria, e as pessoas tendem a querer a recompensa no imediato. E dá no que dá.

    Um beijinho :)

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    1. AC, desculpe, comentou logo naquele post onde me deixei ir sem usar travões nem nada. Não devia acontecer, mas aconteceu. Estes assuntos em que se brinca com a vida de outros, em que se é irresponsável e se pensa só no próprio umbigo, têm tendência a tirar-me do sério.

      Como sempre as suas palavras dizem tudo. E de que forma.

      Um beijinho para si também :)

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  5. Anteontem apanhei um susto do caneco com um tipo que entrou num cruzamento - sem prioridade - ao telemóvel e com a agravante que levava duas crianças nas cadeiras e sem o cinto. Dei-lhe uma buzinadela e havias de ver o susto que apanhou. Ainda refilou, insultou, abrandou a marcha e não é que estava uma brigada de trânsito mais à frente e que viu a cena? Mandaram-nos parar e o "pileca" nem viu que os garotos tinham tirado o cinto. Nada disse, porque argumentar com "perus em véspera de Natal" é pior. Mandaram-me seguir e ainda ouvi da parte do fulano que ficou...um "desculpe minha senhora".

    Sou totalmente contra o uso do telemóvel e aí incluo o quite de mãos livres igualmente mão quando a conversa distraí, mas embora reconheça que seja um mal menor.

    Se o meu tocar, que toque e encosto na primeira oportunidade. Caso não consiga encostar, paciência.

    Para mim um carro é a arma mais mortífera e muitos e muitas não pensam nisso e quantos acidentes são provocados pela "pressa, incúria, desleixo etc."? Querem morrer que morram, agora matar quem não tem culpa alguma? NÃO!!!!

    Detesto conduzir neste período festivo.

    Eu não faço ideia os tempos que se leva por exemplo daqui ao Porto. Já o fiz, e parei duas ou três vezes nas áreas de serviço. Pois há dias uns familiares vieram ver a minha mãe e passado hora e meia ela telefona-me a dizer que chegaram bem e fez-me esta pergunta: filha trezentos e tal quilómetros, foram rápido demais, não foram?
    Para disfarçar e aligeirar a sua natural preocupação de mãe: disse que não sabia por onde tinham ido e na volta em vez de gasolina puseram "red-bull dá-te asas". Chegaram bem e sfv esqueça e não fique a marinar no "se", certo mãe?

    Este é um pequenino exemplo o que se faz com carrões e depois, pois...

    Para terminar junto a essa "loucura" a falta de inspecções, seguro e imposto de circulação e aqui são às resmas e a enorme "pica de gabarolice" com que ficam e falam porque ainda não foram apanhados.

    Um bom dia

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    1. Fatyly, este assunto de usar telemóvel enquanto se conduz, é um assunto que me tira do sério. Acho isto tão grave que só me apetece distribuir safanões, estalos e pontapés. Logo eu que nem sequer sou uma pessoa violenta. Mas pronto, não é crime imaginar que o faço, penso eu.

      Tenha também um óptimo dia.

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