quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Lá no antigamente...

Este episódio aconteceu não há muito tempo, não me lembro precisamente quando. Fui almoçar a um local onde uma grande maioria das pessoas que ali moram são pessoas já na chamada terceira idade. Os filhos acabaram por fazer a sua vida na cidade, e os pais que por esta altura estão reformados preferem o sossego de uma zona fora dessa mesma cidade.

Existem os que não conhecem uma outra vida senão aquela, a vida mais perto da natureza e, existem os que escolhem essa vida quando se reformam porque enquanto trabalhadores activos viveram na confusão da cidade mas, tinham uma segunda casa para se refugiar aos fins-de-semana. Agora enquanto reformados, felizmente, podem optar e optam por mudar-se definitivamente para longe da confusão do trânsito, dos centros comerciais, das filas em supermercados e por aí fora. Ou seja, gostam de um caminhar mais tranquilo, de se vestir sem qualquer tipo de regras, de conversar com este e aquele vizinho quando bem entendem. Resumindo, agora podem bem fazer o que lhes dá na real gana sem estarem sujeitos a horários, patrões, pessoas chatas. 

Voltando ao tal almoço...

Eu era  a mais nova, tinha idade para ser filha da maioria das pessoas à volta da mesa e, talvez, ou só por isso mesmo era como que o centro das atenções, as senhoras faziam-me perguntas e os maridos ficavam atentamente a ouvir as minhas respostas, nisto a conversa foi ter a um assunto mais delicado, digamos assim, e vai que uma das senhoras começou a falar, a dar a sua opinião, uma senhora na casa dos setenta e tal anos, sensata, inteligente, eis senão quando o marido em alto e bom som a manda calar, sim, foi mais ou menos um: cala-te que as opiniões das mulheres não valem nada... A senhora calou-se de imediato, baixou a cabeça como se tivesse cometido um crime. Um gesto de submissão que me incomodou muito. Ele, o marido, inchou de orgulho como se aquele momento lhe tivesse conferido a mais alta fasquia de homem no verdadeiro sentido da palavra.

É por isso que sempre que oiço dizer que antigamente os casamentos duravam cinquenta anos e as pessoas eram felizes, eu tenho tendência nesses momentos a calar-me por vontade própria. Algo me diz que aquilo a que alguns chamam de felicidade, eu chamo de silêncios muito pouco felizes.

32 comentários :

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    1. Existem olhos por aí que escondem grandes tristezas. Essa é uma verdade que convém calar.

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  2. Amiga, eu tenho um casamento que anda perto dos 50 anos. Sou feliz. Tão feliz que não concebo outra forma de felicidade. Mas trabalhei muito toda a minha vida: Vi muita coisa, nos sítios onde trabalhei e talvez por isso a maioria dos meus contos, têm nome de mulher, e falam de vida no feminino. E fico quase em choque quando quem me lê, me diz que se viu retratado no conto. Como aconteceu quando há dias o site Maria Capaz publicou o Celeste. A violência sobre as mulheres é um mal muito maior, do que os números de mortes anunciam. Porque também há a outra Que não deixa marcas físicas mas que anula a mulher.
    Um abraço

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    1. Elvira, acredito que seja feliz. Não tenho como não acreditar se o diz na primeira pessoa, Portanto um grande bem-haja a isso.

      A minha mãe quando morreu tinha um casamento com o meu pai de cerca de trinta anos e, se lhe perguntassem se cabia na sua vida um outro homem que não o meu pai, era bem capaz de ficar ofendida. Depois de trinta anos continuava apaixonada pelo meu pai, andavam de mão dada na rua. Para mim, como filha, era um orgulho. E sim, tinham discussões dentro de casa, não eram um casal perfeito. Longe disso, mas acho que eram felizes. Só que, lá está, jamais o meu pai mandaria a minha mãe calar-se daquela forma grosseira, desrespeitando-a à frente de tanta gente (aliás, conhecendo a minha mãe era impossível tal coisa acontecer). Humilhando. foi muito triste de ver. Eu não gostei. Só me calei no momento porque o meu pai me fez sinal de luzes, não fosse isso e teria dito uma coisinha ao tal "senhor".

      Tem toda a razão quando diz: "também há a outra Que não deixa marcas físicas mas que anula a mulher". Essa mata de forma silenciosa. Não sei qual é a pior.

      Um abraço para si também.

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  3. Nunca acreditei nos casamentos com décadas de existência e a tentativa de fazer passar felicidade aos montes é puramente ridícula.

    Não suporto essas grosserias de homens e mulheres que mandam calar, de forma animalesca, o seu interlocutor caseiro.
    Não é apenas o facto de parecer mal. É, sobretudo, a demonstração do lado mais oredinário do ser humano.

    Não digo mais nada por dois motivos: não me apetece e não estou para isso.
    Estou a pensar em, a partir de 2016, começar a cobrar os comentários :)))
    Beijinho, por enquanto, sem cobrança ;);)

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    1. Existem casamentos onde as pessoas se sentem realmente bem uma ao lado da outra. Se se chama felicidade ou não, não sei.

      O meu pai que é agora um senhor viúvo, e que tem algumas senhoras interessadas em ocupar o lugar da minha mãe (até me arrepio só de pensar nisso), andam ali à volta dele e não o largam, diz a toda a gente que fechou as portas para sempre e não pensa voltar a ter uma outra mulher na sua vida. Foi a minha mãe e mais ninguém existirá depois da partida dela. Ele não sabe mas, fico tão contente sempre que o oiço falar assim. Não que o queira ver sozinho, só que... fico contente. Não sei explicar porquê :)

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    2. Acredito sim, Maria, porque fui testemunha de um amor assim.
      É óbvio que há momentos menos bons, é óbvio que há desentendimentos, até mesmo algumas "mossas" que deixam marcas, estamos a falar de seres humanos não de robots, portanto, é normal. Mas se houver amor verdadeiro e, se juntarmos a isto uma boa dose de respeito, aí garanto-lhe que é viável. A Maria não tem o exemplo dos seus pais? Então?
      Se me disser que na sua geração isto será mais difícil, aí assino por baixo.
      Uma questão de novas mentalidades? Talvez seja por aí, talvez!

      Uma boa noite, Maria.

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    3. GL, conheci um outro caso, um casal que era visita da casa dos meus pais, na casa dos quase 90 anos (não sei se já teriam, mas estavam muito perto) estiveram casados penso que mais de 50 anos, não tinham filhos e nunca se tinham separado, eram muito unidos, para onde um ia, o outro ia atrás, entretanto foi diagnosticado à senhora cancro, acabou por morrer, o senhor com o desgosto morreu uma semana depois sem qualquer tipo de doença. Velhice não é doença. Portanto dizem que foi por amor. Não sei se foi, mas isto realmente aconteceu. Talvez sejam estes casos que ainda nos fazem acreditar que duas pessoas possam gostar da companhia uma da outra durante muito tempo. Se se quiser chamar de amor, melhor ainda.

      Tenha também uma boa noite.

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  4. Triste que algo assim continue a suceder.

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    1. Continua acontecer, Gábi, e tenho para mim que mais do que imaginamos.

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  5. Bom dia, Maria :)
    Como deve calcular, este é um assunto delecado para mim... Dá-me a volta ao estômago... E aod sentimentos mais profundos...

    Casei aos 31 anos com um homem com uma doença mental grave (não ze sabe bem se é esquizofrenia, se é bipolaridade, ze é personalidade borderline se é um misto dessas coisas todas juntas)... Além disso, tinha um passado ligado ao consumo de estupefacientes... A minha mãe nem foi ao meu casamento... O meu pai na altura já estava em estado de demência, devido a uma tentativa de suicídio... A minha mãe fez questão de não ir... Disse sempre que se o escolhia a ele a perdia a ela... Sinceramente, jamais aprovaria uma atitude como a da minha mãe... Já a vi em outras mães, mas também já vi a atitude contraria, que é dizer "Não gosto dele, mas estatei sempre aqui para ela. Se eu lhe virar as costas é o que ele quer!" e acho uma atitude mais positiva... Mais humana... Quando se viu doente, a minha mãe chamou por nós e nós fomos... Mas isso é outra história...

    Os surtos foram sendo cada vez mais fortes, as recaídas nas drogas também, as recusas em tomar a medicação... Mesmo quando voltava a ficar estável, ficava com uma personalidade diferente... Era como se fosse outra pessoa...

    A fase mais bonita foi o nascimento do nosso filho, em 2003...Mas três ou quatro anos depois houve logo uma recaída forte, que levou a que a CPCJ comecasse a seguir o nosso filho, que acabou por ser retirado e posteriormente entregue à guarda da avó paterna...

    Em 2012 a minha mãe faleceu e fomos viver para perto da família dele... E do nosso filho... Em Junho de 2014, no dia em que completou 11 anos, o nosso filho bateu o pé e disse que queria, porque queria viver com os pais. A felicidade dele era enorme... A escola sabia que estávamos a passar por cima de uma decisão do tribunal. Mas toda a gente, por ouvir o coração, fechou os olhos, inclusive à mudança de escola... Se o pai se portasse bem, tudo correria bem e o tribunal ficaria a saber onde a criança, efectivamente residia...

    Mas poucos meses depois, voltaram os consumos e a recusa da medicação, o que conduziu a novos surtos, com tudo o que isso acarretava sempre : espancamento, acusações de adultério, ameaças de morte, ser empurrada para a rua a meio da noute...

    No dia 13 de Fevereiro de 2015, precisamente 8 meses depois da decisão do menino, a CPCJ chamou-nos a todos e disse que, tendo em conta o conhecido comportamento do senhor, não podiam continuar a fechar os olhos àquela situação e o menino teria de regressar a cada da avó, sem ter que mudar de escola, pois há autocatro entre as duas aldeias... Dois dias depois saí de casa, protegida pela GNR e fui levada para uma casa-abrigo mo Norte do país...

    TUDO EU TERIA PERDOADO. TUDO. MENOS ELE TER TRAÍDO O SONHO DO FILHO... ESSE "PORMENOR" É IMPERDOÁVEL!!

    Mas já agora, Maria, queria dizer também uma coisa, senão até me afasto demais do tópico... Isso de mandar calar à mesa e coisas do género existiu SEMPRE... Mesmo quando as coisas andavam melhor e ele estava estável.. Era apoiado nisso pela mãe, que, durante os quase três anos em que vivemos perto, disse sempre "Ela aqui não pia! Isto não é nada dela!! Ela aqui não tem nada! A casa é minha, do meu filho e má nada!!" Eu no gozo, dizia que ela dizia "Isto é tudo meu, do meu filho e da manada"

    Se eu acredito que há casamentos felizes durante 50 anos?? Ora bolas, claro que acredito! Mal das pessoas quando deixarem ds acreditar. Então se as pessoas se sentem bem e se dizem felizes quem sou eu para dizer que isso é mentira. Não é porque o meu casamento e tantos outros foram uma lástima que vou passar a acreditar que todos são. Cada caso é um caso. As pessoas são diferentes, logo nem todos agem perante a vida da mesma forma, nem todos vivem a vida da mesma maneira :)

    Um abraço grande :)

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    1. São, não sei sequer o que escrever... Digo apenas que lamento que muitas mulheres tenham que passar por vidas tão difíceis. Não imagino sequer como é que conseguem. E acho que não vou escrever mais nada, espero apenas que um dia tenha o seu filho consigo. De qualquer forma o ter conseguido sair dessa situação, ainda que esteja longe de ser a ideal, já é um grande passo para que um futuro melhor possa acontecer.

      Um grande beijinho e toca de levantar a cabeça, não tarda está para aqui a dar boas novidades :)

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  6. Maria, se me permite, deixo um abraço de respeito, e muita admiração, à São. O seu testemunho de vida não pode deixar ninguém indiferente.
    Aqui está a diferença, e escrita na primeira pessoa, entre uma Mulher e uma mulher.
    A São perdoou, aceitou tudo, até que o seu filho foi profundamente magoado e desiludido.

    É, por vezes a maiúscula faz a diferença.

    Um abraço, São.

    Continuação de um bom dia, Maria.

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    1. GL, a São vai conseguir dar a volta à vida, tenho a certeza disso. Tem inteligência para isso, a força vai-se adquirindo aos poucos e poucos. Digo isto porque a São de quando em vez envia-me emails e vai contando o que se passa. O primeiro passo já foi dado. Essa parte talvez tenha sido a mais difícil. O futuro abre as portas a quem dá passos, por muito pequenos que eles possam parecer à primeira vista.

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    2. Obrigada, GL :) Muito obrigada :)
      Acredite que , infelizmente, há muitos casos como o meu e até piores. A casa-abrigo estava sempre cheia. Saíam umas, entravam outras... Cada uma com a sua história... Umas mais chocantes que outras, mas nenhuma mulher vai para uma casa-abrigo, sujeitar-se a regras de quartel, se tiver um bom marido e uma vida calma... Nem tudo é mau, fazem-se amizades, mas ninguém sonha viver numa casa-abrigo para vítimas de violência doméstica... Também por isso é um ponto de passagem. Saí de lá no passado dia 9... Há pouco mais de uma semana. Estou a viver sozinha numa cidade do distrito de Aveiro, e não posso localizar de forma mais exacta... Também não interessa... Estou um bocado assustada por estar sozinha numa cidade onde não conheço ninguém. Vou-me atribuída uma casa, onde estou a pagar apenas 5€ de renda, nem chega bem... Faltam dois cêntimos... Porque só recebo o RSI... Quando encontrar trabalho , que é o meu objectivo, a renda subirá, mas nunca será muito... Posso vir a pagar 20 ou 30 € , mas o que é isso, se eu tiver um vencimento razoável? Estou muito contente e agradecida com esta casa espaçosa que me foi atribuída. Deram-me o essencial a nível de móveis e electrodomésticos ,para recomeçar a minha vida. Falta sempre alguma coisa,obviamente, mas dão uma ajuda a todas as mulheres na minha situação. O essencial para a pessoa viver. Isso de só ajudarem os refugiados é treta! É ignorância ou mau agradecimento de pessoas que querem o rabinho lavado com água das malvas, ou que não sabem o que dizem... Um cidadão português que prove que precisa de ajuda , é ajudado. Haverá injustiças. Claro que sim, mas isso sempre houve. Há sempre a história da galinha da vizinha...

      Ele também teve uma ajuda espectacular e não soube aproveitar. Por muito que se fale do SNS, ele teve médicos excelentes a ajuda-lo ... Tanto a nível de psiquiatra como da toxicodependência. Médicos que fizeram tudo para ele ter uma vida normal. Mas ele este ve-se a borrifar. Deixava a medicação, voltava aos consumos... Eu também aguentei mais tempo por se tratar de uma doença. É verdade que era uma doença. Mas também é verdade que ele não seguia as indicações dos médicos que tanto o ajudaram.

      É verdade que o meu coração está no Algarve... Mas não posso voltar lá, nem de passagem, por enquanto... Tenho medo... Quando me atende o telefone e diz "Tou?" , às vezes não se percebe bem se é "tio" ... Se é "tau"... Eheheh... É engraçado, nas mulheres não é tão cómica a mudança para a voz de adulta... É mais suave... Nas fotografias que me manda e que põe no Facebook noto que tem a cara cheia de borbulhas ...eheheh... Isto faz-me também pensar numa coisa: se a CPCJ não o tivesse mandado de volta para a casa da avó, eu teria aguentado tudo para estar ao pé dele... Mas ele mais um par ou dois de anos e está um adulto... E será cada vez mais independente, e assim deve ser... E dou comigo a pensar no refrão da " Chuva Dissolvente " dos Xutos & Pontapés... Ouço a voz do Tim a gritar "E o que foi feito de ti?" Por isso, acho que foi bom para todos o ultimato da CPCJ... Ainda que não tenham sido muito eficientes noutros pontos, mas isso é outra história...

      Obrigada pela força. Um grande abraço para si... E outro para a Maria, claro :)

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    3. Maria... Eu penso que não há problema em publicar... Apenas refiro o distrito onde vivo, não a cidade... E o distrito já disse ao meu filho qual era... E é um distrito muito grande... Por isso, acho que não há problema... Mas a Maria é que sabe, o blog é seu :)

      Se ainda não tiver apagado o comentário, se puder, reenvie, que eu tiro o nome do distrito, se assim achar melhor :)

      Quanto à casa-abrigo onde estive, acho que nem o distrito referi... Só disse que era no norte do país... De modo que, parece-me não haver problema, mas a decisão fica ao seu critério :)

      Abraço às duas :)

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    4. São, está publicado. A decisão foi sua, não minha. Eu nestas coisas só tento moderar, deixar que a pessoa que está desse lado pense duas vezes. Isto tratando-se de casos delicados.

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    5. E fez muito bem, Maria :) ... Agradeço esse bom senso. Realmente, deu para eu pensar um bocadinho, mas conclui que a única coisa que é mais específica é o nome do distrito... Mas o distrito é enorme. Aliás, a minha cidade no Facebook é a capital de distrito. Está como sendo a cidade onde vivo. Mas disse logo ao meu filho que era apenas o distrito, não a cidade exacta.

      E sim, eu às vezes falo demais... Um exemplo é quando falo do gajo das barbas... Facilmente se percebe de quem falo... Não tem nada de mal, só que há por aí pessoas com mentes muito perversas, para não dizer nojentas... Se forem mal intencionadas ainda são capazes de lhe ir dizer que anda para aí uma parva atrás dele como uma que nunca ninguém viu, mas que terá feito a vida negra ao António Manuel Ribeiro... Quando sou apenas uma fã que para além achar uma das pessoas que admira uma pessoa excepcional, também acha um homem muito atraente, mas que acima de tudo, tem respeito e consideração pela pessoa... Ele ainda ficava com má impressão de mim e, pior do que isso, incomodado... E se há coisa que não quero é deixar as pessoas de quem gosto incomodadas... Aliás, não gosto de ver ninguém mal, quanto mais as pessoas de quem gosto?

      Mas pronto... Uma pessoa, por muito mal intencionada que seja, se tiver um mínimo de inteligência, não irá dizer nada, porque os equívocos também se desfazem, e a pessoa ainda podia apanhar um vergonhaço daqueles...

      Abraço :)

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    6. São, qualquer pessoa hoje em dia só com umas dicas consegue encontrar outra. Não é nada difícil. Não é preciso ter um curso de detective. Aliás, gente existe que nem percebe que ao publicar uma fotografia, outros conseguem até saber a morada de casa, se a fotografia for tirada dentro de casa. Este é só um exemplo. Estamos na era das novas tecnologias e muita gente ainda não interiorizou isso. Estamos na era em que muitas pessoas se dedicam a "perseguir" outras, têm um computador à mão, conhecimentos de informática (nem sequer são precisos muitos) e está feito.

      É preciso separar águas, apenas isso. Estou convencida que se pode falar de tudo na net, desde que exista uma gaveta que se mantenha fechada.

      Um abraço para si também :)

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    7. Acho sensata a sua forma de estar na vida, não digo que é errada, nem pensar... Mas penso que... Bem, se a pessoa vai começar a pensar em tudo o que pode acontecer, então pode até começar a entrar em paranóia... Acho que, a uma pessoa se dar ao trabalho e conseguir localizar com exactidão uma pessoa que diz que está no distrito de Aveiro, também seria capaz de a localizar se dissesse apenas que está em Portugal... Ou nem isso... Compreendo que as pessoas tenham receio, mas a pessoa também não pode isolar-se tanto do mundo, sem ser culpada... A Maria também diz que vive em Lisboa... Tudo bem que não está na minha situação, mas quem garante que não terá pessoas que lhe querem mal? E quem diz a Maria diz qualquer pessoa...

      Repare numa coisa... Uma mulher na minha situação é suposto estar escondida... Mas apenas é possível esconder o local exacto, na maioria dos casos. Sejamos realistas. Eu, por exemplo, com a rapidez da Justiça, ainda continuo com o estado civil "casada"... O divórcio está marcado para uma data relativamente próxima. Ora, ele tem a notificação com ele, para comparecer num tribunal do norte do país, está lá a localização exacta, porque ele tem que saber onde vai assinar o divórcio... Ora, por muito parvo que seja, um homem cuja mulher fugiu e é notificado para assinar o divórcio num tribunal do norte do pais, deduzirá imediatamente que é porque a mulher se encontra naquela zona do país... Aliás, a minha morada oficial figura no processo. Óbvio que não é a morada da casa-abrigo, mas é a a sede de concelho, que é a morada oficial... Sabendo, e sendo logo informados que aquela não é a morada exacta, calcularão, ainda assim, que é nas redondezas que as mulheres se encontram...

      Outro caso, ainda mais complicado, é o das mulheres que levam filhos com elas. A menos que se trate de um violador, um pedófilo, ou um homem que tenha tratado muito mal os próprios filhos, o pai tem direito a contactar com os filhos... Obviamente que não irá vista-los à casa-abrigo, aliás, ninguém lá pode ir... Mas imagine uma coisa :a Maria é homem, tratou mal a sua mulher e ela fugiu com os seus filhos, a Maria, com os seus advogados, pede visitas, um técnico telefona-lhe a dizer "Olhe, venha ver os seus filhos à associação tal na cidade tal, no dia tal" ... A Maria deduzirá imediatamente que, se lhe disseram para ir ao Porto, é porque a sua mulher e os seus filhos, certamente não estarão em Faro... Se lhe disseram para ir a Beja, dificilmente estarão na zona de Coimbra... E por aí fora...

      Se após a visita, até de combinação com outros, o fulano não pode arranjar forma de seguir disfarçadamente o técnico que acompanha a criança e chegar ao sitio exacto onde a mulher se encontra? Pode. Quem acompanha a criança fará obviamente tudo para despistar, mas... Quem souber, como a Maria referiu, descobrir o paradeiro de alguém através de uma fotografia, também será capaz de seguir uma assistente social depois de uma visita com o filho, ou filhos...

      Mas lá está... Se vamos estar a pensar em tudo o que pode acontecer, deixamos de sair à rua, fechamos a net para agradar ao Donald Trump... E mergulhamos na paranóia sem fim...

      Já agora, se a Maria for aos cadernos eleitorais online e introduzir o seu nome completo e a data de nascimento, sabe qual é o seu local de voto... O que significa que qualquer pessoa que saiba o seu nome completo e a sua data de nascimento, pode com essa facilidade saber onde a Maria vota... Ora, ninguém que vote em Viseu estará numa casa-abrigo em Évora...

      Se a pessoa tem que mudar o local de voto? Ao actualizar o Cartão de Cidadão, isso é tudo automaticamente alterado... Já não há o recenseamento eleitoral como antigamente... Se tem que alterar o Cartão de Cidadão? Tem, porque a pessoa terá de se inscrever na segurança social, centro de emprego, centro de saúde, meter processos em tribunal... Tem que ter uma morada..
      Abraço :)

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    8. Já agora... É curioso que eu e o meu filho, nos 10,11 anos dele, brincávamos com os cadernos eleitorais, para ver onde votavam as figuras públicas... Parece uma coisa inofensiva... E naquele caso até era... Uma coisa sem assunto.. O que interessa agora onde vota a Rita Pereira ou o o José Rodrigues dos Santos, ou o Miguel Sousa, Tavares ou o Tony Carreira ou seja quem for? Mas para um miúdo de 10,11 anos é engraçado... E eu entrava nessas brincadeiras dele... Também, à partida e regra geral, é uma coisa sem mal algum... As pessoas andam na rua, sabe-se onde moram, os vizinhos vêem-nas, etc... Qual é o mal de se saber onde votam? Mas depois há os casos concretos em que as pessoas pretendem que não se saiba do seu paradeiro...

      Se eu acho que devia acabar essa consulta dos cadernos eleitorais? Não... Então e depois para as pessoas consultatem? Saberem a sua mesa de voto, o seu número de eleitor? Ser a cobsulta possível apenas para o opção com o número de cartão de cidadão? Mas depois as pessoas iriam queixar-se de que nem sempre têm o documento à mão quando têm acesso à net e não o sabem de cór... Além de que... Isso resolveria o problema? A sério? Tendo em conta o caso específico, Através de qualquer documento antigo, deixado em casa, um homem sabe o número do cartão de cidadão da mulher...

      E mesmo sem ser na net, Maria... Sei de um caso em que uma pessoa teve uma conversa com um amigo num café e depois veio a ter dissabores, porque alguém numa mesa perto ouviu a conversa, por acaso congecia um dos nomes referidos e...

      Em poucas palavras, repito: se vamos pensar em tudo o que pode acontecer, mergulhamos num inferno existencial sem fim... Também não quero isso... Acho que ninguém quer :)

      :)

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    9. Acho que a São está a misturar tudo, eu apenas me referi à sua situação, se diz que tem receio que o seu marido a encontre, logo, convém, que tenha cuidados redobrados. Apenas isso. Eu teria esses cuidados. Não colocaria nada no Facebook (isto se o tivesse) em matéria de localizações. Teria cuidado ao mencionar determinadas situações publicamente. Pelo menos durante um tempo. Não se tratam de paranóias, trata-se de não facilitar, quando não facilitamos isso não quer dizer que determinadas situações não possam acontecer também connosco mas, estamos de alguma forma a minimizar as mesmas. É por aí.

      São, toda a vida a maior parte de nós viveu sem redes sociais, isso quer dizer que vivemos isolados? Não me parece! Quem é de se isolar será sempre de se isolar independentemente do facto de estar ligado ou não às chamadas redes sociais. Aliás, diz quem estuda este fenómeno das redes sociais que estão a isolar cada vez mais as pessoas, a solidão é bem maior agora, existe uma falsa sensação de se estar com muita gente, quando se está apenas com um computador à frente. Desligando o computador as pessoas têm por companhia o vazio. Não sabem conviver com os outros cara a cara, olhos nos olhos, isto é muito grave, quer para elas, quer para a sociedade em geral. Se se conseguir equilíbrio entre as ditas redes sociais e o viver lá fora no mundo real, isso sim, é de valor. Só redes sociais é do mais perigoso que existe.

      Lá está, compreendo tudo isso que escreveu mas, uma coisa sou eu a dar pistas, na primeira pessoa, outra bem diferente são pessoas que querem perseguir alguém e tudo fazem para o conseguir. Isso sempre existirá. Sempre existiu. O que acho é que, tudo o que estiver ao nosso alcance - se estivermos numa situação delicada, obviamente - para evitar que a outra parte saiba demasiados pormenores, é aconselhável. Até em tribunal as coisas podem jogar contra ou favor, consoante as nossas atitudes.

      Isso de saber onde votam as figuras públicas é muito estranho para mim. Nunca tal coisa me passaria pela cabeça. Admito que sou uma pessoa um pouco estranha, a vida pessoal dos outros não me interessa particularmente, aqui no blog de quando em vez falo de alguma coisa, mas, e apenas, porque saiu nalguma revista, jornal ou tv, tirando isso jamais falaria do que quer que seja. Não me suscita grande interesse... As figuras públicas têm direito à sua vida privada, isto se for essa a sua vontade. Se por outro lado querem mostrar ao mundo a cor das meias ou se bebem leite magro ou meio-gordo, é lá com elas, não se queixem é se depois choverem coisas desagradáveis. Quem anda à chuva normalmente molha-se. E é isto.

      Bebo café em casa ou no trabalho, São, nunca num café, não gosto, acho que estou salva de mexericos :)))))))))))))))))

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    10. Sim, Maria... Eu concordo com a parte da localização... É por isso que o que torno público é apenas... O distrito... E isso é tão vago...

      Eheh... Oh, Maria... E acha que eu acho que isso tem algum interesse? Mas quando se é mãe, ou pai, temos que ir um bocadinho de encontro aos nossos filhos... Aos 10,11 anos, acho perfeitamente natural que essas coisas suscitem interesse... "Eh pah, vamos lá ver onde vota a Luciana Abreu!! Não queres ver onde vota o JRS, mãe?"... Bom, esse não vota em sítio nenhum, porque não vota... Mas entrei nessa brincadeira... Que aos 10, 11 anos me parece natural...

      Só referi isso para dizer que qualquer pessoa que saiba o nome completo e a data de nascimento de outra, pode muito facilmente saber em que freguesia ela vive, a mesa de voto e tudo... Ora, ao pé disso, o distrito é insignificante...

      Falar cara a cara com as pessoas é óptimo. Ainda há dias tive a visita tão agradável de uma amiga, que veio visitar-me com o marido e a filha... Mas ela vive noutra cidade, não muito próxima... Não pode vir cá sempre... E nesta cidade não conheço ninguém... Não é lá muito viável, ir agora tocar a campainha de uma vizinha e dizer "Olhe, quero conversar um bocado consigo!! "..

      Sim, antigamente vivíamos sem redes sociais, sem net... Mas se vamos por essa ordem de ideias, também vivíamos sem telemóvel... Se recuarmos mais um bocadinho, também viviamos sem telefone... Quando eu era criança muita gente não tinha telefone em casa, eu só tive telefone em casa para aí com 18 anos... Recuando mais um bocadinho, as televisões também eram raras... E apenas havia a RTP, e em muitas zonas do país, só a RTP 1.. Se ainda recuarmos mais, nem luz eléctrica havia...

      E em todas essas épocas as pessoas viviam... Mas as coisas mudam, a sociedade evolui, isso traz vantagens e desvantagens... Mas acho que seria difícil hoje em dia as pessoas viverem sem net, telefone, televisão, electricidade...

      É nesse sentido :)

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    11. São, vai ter que me perdoar a minha sinceridade (acho que já deu para perceber como sou), acho que aos 10/11 anos é exactamente ao contrário, não são os pais que têm que ir ao encontro dos filhos - pelo menos nesse género de situações - isso não é aconselhável. Os filhos nessas idades e mais pequenos ainda, precisam que sejam os pais a apontar o caminho e não ao contrário. São os pais que mandam, não os filhos. Ponto.

      Ó São, mas as pessoas não têm uma vida? Eu até quando vou a um cabeleireiro tento levar música para tapar os ouvidinhos e não ter que levar com mexericos... Então a vida é tão curta e vamos perdê-la com ninharias? Temos é que viver a nossa, o melhor possível :)

      O conversar com alguém surge naturalmente, não vamos bater à porta dos vizinhos (ahahahah) não faz sentido algum. Apenas acontece... no elevador, nas escadas, na porta da rua quando estamos a entrar ou a sair, no estacionamento... É natural. Não é forçado.

      Pode não acreditar mas ando quase sempre de telemóvel desligado. Ligo de vez em quando para saber se há novidades. Faço isto porque não tenho filhos, evidentemente, se tivesse não o faria. Não gosto de me sentir presa, tão pouco de ter que dar justificações onde estou ou deixo de estar. Existe um smartphone que é o meu pessoal, e existe um tlm simples para o trabalho. O do trabalho está ligado só e durante as horas do trabalho. O pessoal não é uma central telefónica. Era só o que faltava! Gosto muito da minha liberdade e não existe telemóvel algum que me impeça de continuar a usufruir dela :))

      Ah, quando vou de férias por vezes nem levo o computador, se levo só ligo à noite um pouco. Relógio nas férias não uso. Ou seja, recuso-me que sejam os objectos a mandar em mim, sou eu que mando neles. Pelo menos enquanto conseguir. Não tenho qualquer tipo de dependências desse género. Tenho muito medo de dependências, se me apercebo que estou a ficar muito dependente de alguma coisa, corto de imediato, sem anestesia nem nada. É a frio ;)

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    12. Só mais uma palavrinha para dizer que não discordo de si... Mas naquele caso acho uma coisa tao inofensiva... Afinal, regra geral, para uma pessoa que não pretenda esconder-se por receio , qual é o mal de se saber em que mesa de voto deve votar? Não me parece grave. Aliás se fizeram esses cadernos eleitorais com consulta online é porque viram que não era uma coisa muito importante... Só pode ser perigoso no caso de uma pessoa que não queira ser localizada, mas de resto...

      O que quis dizer é que ainda não conheço ninguém nesta cidade, ao ponto de encetar uma conversa, de moço que as conversas através de telefone/net são mais importantes do que nunca. Algumas das minhas colegas lá da casa-abrigo telefona-me quase todos os dias a perguntar se estou bem, e falamos pela NET... Algumas também já se autonomizaram, outras estão em vias disso... Mas eu sei que com o tempo esse contacto vai ficar cada vez mais espaçado... É a vida a seguir o seu curso. Mas por agora, é muito importante esse contacto... Só quem já foi viver para uma cidade onde não conhece uma única pessoa e não tem trabalho pode saber do que falo

      Resto de bom domingo :)

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    13. Caramba, São :))))))))))))))

      Então uma pessoa não pode sair lá da sua casinha para votar, num domingo de manhã cheio de sol e tudo tudo, com os filhos pela mão, descansado, não está a trabalhar nem nada... sem ter pessoas à espreita só porque foram ver onde é que a figura dita pública mora? Não se esqueça que aquilo que é inofensivo para mim pode ser gerador de stress, mal-estar, para outro. Digo eu, mas que sei eu...

      Eu vivi num prédio em Lisboa durante um tempo em que a vizinha do andar de cima, sendo dona de casa e tendo muito tempo disponível controlava todas as minhas horas de saída e de entrada, as minhas visitas e mais coisas que não passa pela cabeça de ninguém, fosse eu daquelas pessoas de me "passar para o lado de lá" e, provavelmente, isto teria acabado muito mal. É por isso que acho que, por vezes, as relações entre as pessoas acabam em tragédias porque um dia as pessoas cansam-se, estão esgotadas de certos comportamentos e perdem a cabeça. Eu mudei de casa porque podia, imagine se não pudesse!? Coitados dos que foram morar para aquele apartamento e tiveram que levar com aquela mulher. Bolas, bolas e mais bolas.

      Não tarda já arranhou amigos por aí. Para conversar. Para passear. Para tomar café. Dê tempo ao tempo e não se feche dentro de casa :)

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    14. Ahahahahah... Claro que pode... Mas aquilo nem está lá a morada da pessoa, está o local de voto... É preciso estar muito obcecado para se ir pôr das 7 da manhã às 7 da noite à porta da assembleia de voto para ver a pessoa ir votar... Nunca ouvi nenhuma figura pública se queixar de tal tipo de "stalkers" ... Mas lá está : uma pessoa que esteja mesmo obcecada, pode fazê-lo... Ou pode nem esperar pelo dia das eleições, pensar assim "Ah, votas nessa freguesia? Então deves morar aí perto..." e a partir daí iniciar a perseguição...

      Sim, não me vou fechar demasiado em casa, mas também não estou interessada em abtir-me muito, para já

      :)

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  7. Não tem que agradecer, Maria, assim se deve agir. Cabe à São decidir o que pretende que se faça.
    Obrigada.

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  8. Lá no antigamente isso era prática comum numa de..."come e cala". Conheci vários casais com esse estilo. Os meus pais eram fora de série. A minha mãe tirou a carta, tinha o seu carro, saía quando queria e nunca houve entraves ou exigências típicas de uma época pouco saudável em que a mulher era "uma carta fora do baralho" e tratada com muita violência doméstica.Basta lerem o Código Civil de 1949 para ficarem com uma pequena ideia!!!!

    Quase cinquenta anos de casamento, mas ele "bazou para o Além" dois meses antes da forma como sempre pretendeu: em dez minutos!
    Tinham os seus desencontros mas não me recordo de alguma vez os ouvir a discutir, porque ambos saiam de casa a pé ou de carro e resolviam o assunto, querela ou desencontro. Já cá em Portugal acompanhei-os e ambos ciumentos qb (nem com qb nunca entendi porque nunca fui ciumenta de nada nem de ninguém) ouvia por vezes a pergunta: se eu morrer voltas a casar? e as respostas eram as mais variadas e alguma de rir à gargalhada.

    Hoje e apesar da mulher já ter voto e poder na sua matéria, continuamos a assistir a casos dantescos em que o homem mantêm "o culto das cavernas". Felizmente que também os homens já começam a perder a vergonha e a denunciarem o que sofrem às mãos de uma mulher! Em quase todos os casos existem crianças, adolescentes e jovens que sofrem mais que os artistas principais desta peça tão trágica!

    Comoveu-me muito a narrativa da São (para ela o meu maior e mais sincero abraço e que continue em frente e sobretudo a acreditar que melhores dias virão) é dolorosa e actualmente acompanho dois casos semelhantes. Passou a ser um crime público e só não consigo aceitar e entender, que com tantas alterações ao código, seja a vitima a abandonar a casa com filhos ou sem eles, a ficar na rua à mercê de instituições que por vezes falham, e o(a) criminoso à solta e a fazer a sua vida. Outros com a medida de não se aproximar da ou das vitimas (acho que 30 metros) provocam situações dramáticas onde matar é a palavra de ordem.

    Cada cabeça sua sentença, mas muitas vezes (para não dizer sempre) os relatórios dos peritos e entendidos na matéria em prol da vitima e ou filhos...já li vários...e acho que devemos estar anos luz do correcto. Falta de pessoal? Claro que sim, porque psiquiatras, pedopsiquiatras, psicólogos e outros ólogos levaram com a faca da redução de pessoal e a montra que nos é dada a ver e sentir...é a que sabemos.

    Voltando ao post...já presenciei várias situações dessas e tive sempre a mesma postura: não me calei e aí vai bomba...e acredita Maria que de homens juntaram o cavalheiro e simpatia. Algumas confidenciaram-me "ai menina, menina o meu ômi mudou para melhor, graças ao que lhe disse" e um deles disse-me - e aqui solto uma sonora gargalhada - foi preciso uma jovem de cabelo branco dizer o que disse para eu pensar e pôr fim ao que fazia como hábito! Obrigado e ganhei uma bica:)))))

    Um bom domingo



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    1. Fatyly, eu neste caso calei-me, não só pelo sinal de luzes do meu pai mas, de repente assaltou-me a memória que este tipo de homens (não sei é o caso...) além de grosseiros, de desrespeitarem a sua mulher à frente de todos, na tentativa de existir uma humilhação pública, sentem-se muito mais homens (até tive que respirar fundo na parte do "mais homens"), podem eventualmente chegar a casa, longe dos olhares dos outros, tratar ainda pior a mulher. Podem vingar-se. Daí o ter-me calado.

      Admito que não estou habituada a este tipo de coisas. Faz-me muita confusão. Não sei lidar com gente grosseira. Não sei lidar com homens que faltam ao respeito às suas mulheres (neste caso a senhora com quem está casado é uma senhora no verdadeiro sentido da palavra). Consigo desenrolar-me, mas fico doente. Ultrapassa-me.

      Eu e a São falamos algumas vezes por email, estou a par da sua vida pelo que me vai contando, só que por email só eu tenho acesso, não é público, aqui no blog é público, pode não ser bom. O único pequeno grande senão nisto tudo, é que tem que evitar se expor demasiado. Contar sim, não ficar calada, mas sem grandes pormenores de determinadas coisas. Pelo menos durante algum tempo. É a minha opinião, aquela que vale o que vale.

      Ganhar uma bica não é mau :))

      Tenha também um bom domingo, Fatyly.

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    2. Muito obrigada, Fatyly :)
      Um grande abraço para si também :)

      :)

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