terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Esta notícia tem truque, não tem? "800 euros por mês livres de impostos para todos"

Uma espécie de jogo com armadilhas para ver se a malta consegue chegar ao fim sem pisar uma mina. Não sei, digo eu, que me ponho a ler notícias e penso: vá, levanta lá um pouquinho a ponta do véu...

Eis a notícia que me pôs a pensar, a pensar, sem conseguir chegar a lado algum. Nem à Finlândia.

"Ricos e pobres, empregados e desempregados receberão este valor, que substituirá outros subsídios A medida ainda está a ser avaliada, mas parece tudo bem encaminhado para ser posta em prática: na Finlândia, cada cidadão poderá vir a receber um cheque de 800 euros da segurança social local, independentemente de ser rico ou pobre, de estar empregado ou não. Esse rendimento, livre de impostos, irá substituir os outros subsídios e será para todos os cidadãos. O objetivo desta medida é simplificar o sistema de segurança social e encorajar as pessoas a regressar ao mercado de trabalho. Tal como está atualmente a situação na Finlândia, com cerca de 10% da população desempregada, para muitos é mais benéfico ficar desempregado do que aceitar trabalhos temporários e perder os benefícios. Para outros, a ideia iria, pelo contrário, aumentar o desemprego. A medida, que tem o apoio do primeiro-ministro Juha Sipilä, está a ser estudada pela segurança social local, a Kela, e a decisão acerca da sua aplicação deverá ser tomada em novembro de 2016. Para começar, daria 550 euros por mês a cada cidadão. Custaria 46,7 mil milhões de euros por ano. Cerca de 70% da população é favorável a este rendimento mínimo geral, segundo uma sondagem realizada em setembro pela Kela."

***
Imagens de uma Finlândia vestida de verde.
E de azul.
E de lagoas.
E de pessoas felizes. Dizem...


8 comentários :

  1. Discordo desta medida em estudo pelo governo finlandês.
    Emprego sim, com a respectiva retribuição, tão justa quanto possível.
    Subsídios que substituem subsídios, criando uma ideia de falsa igualdade, isso não.
    Diz-se na sondagem que a maioria da população está de acordo com este 'rendimento mínimo geral'.
    Ah pois, e oportunistas são os outros!?

    Bom dia feriado, Maria. Um beijinho.

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    1. E eu não tenho como discordar deste seu comentário, principalmente na parte do "criando uma ideia de falsa igualdade". Foi exactamente essa a minha primeira leitura ao ler o artigo, promove ainda mais a diferença entre os ricos e os pobres, ou então sou eu que não sou iluminada e não percebo nada de nada.

      Passando a um exemplo rapidamente: pois se o meu vizinho é rico e eu sou pobre e tenho quatro filhos pequenos, em que ponto é que o facto dele receber os mesmos 800 euros do que eu promove a tal igualdade? o que me parece é que ele fica cada vez mais rico ainda que a quantia a somar à sua já vasta conta bancária seja, de alguma forma, irrelevante.

      Existem por lá uns comentários que dizem que os 800 euros na Finlândia equivalem a uns 100 euros em Portugal...

      Para si também, caro Observador, bom feriado. Beijinho.

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    2. Estamos em sintonia. Finalmenteeeeeeeeeeee :)))

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    3. Mais vale enteeeeee que nunca... não sei se faz sentido mas, também não é importante :))

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  2. Mas isso faz algum sentido? Rico ou pobre recebe o chequezito de 800 euros?
    Lá, como cá, não acertarm uma no que respeita à Segurança Social vs Política Social? Mas há coisas tão óbvias que não se percebe a incapacidade em as perceber. O malfadado RMI provou não resolver nada, mas rigorosamente nada, e continua a querer ir-se por aí?
    O tempo, os resultados obtidos não ensinam o que quer que seja?
    Não há volta a dar, e o mais grave é que, como é óbvio, há sempre quem se aproveite, e muitíssimo bem.
    Continuação de uma boa noite, Maria.

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    1. Esta notícia fez com que eu quisesse saber mais acerca da Finlândia e as razões que levam um país a adoptar esta medida. A partir do momento em que uma situação me ultrapassa, seja no país onde vivo, seja num outro, dá-me para pesquisar. É o que tenho feito. As ilações que consigo tirar é a de que acentua ainda mais o fosso que separa uns de outros. Ou então não percebo nada do que leio.

      Um bom dia, GL.

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  3. Da Finlândia sei apenas que a justiça é bem mais célere, a educação é do melhor e a saúde também. Não sei se concordo com esta medida porque como diz o texto " muitos não aceitam trabalhos para não perder os benefícios" porque nós por cá temos o mesmo flagelo...preferem andar à pala...do carregar paletes (há excepções, claro que há).

    Precisaria de viver lá para saber bem a ideia desta medida inovadora, aceite por uns e negada por outros e como tal...fico-me pelo que disse!

    Um bom dia

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    1. Eu, sem me querer repetir mas já me repetindo, apenas não concordo que seja para todos. Subsídios são para quem precisa, em caso de doença, desemprego... quem é rico ou tem a sorte de ter trabalho não precisa de subsídios para coisa alguma. Uma pessoa deve ser remunerada pelo seu trabalho, ou deve receber apoio se a vida numa determinada fase lhe puxou o tapete e não tem forma de subsistir, tirando isso, sou contra subsídios.

      Boa quarta-feira, Fatyly.

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