terça-feira, 1 de dezembro de 2015

As mulheres normalmente querem sapatos, malas, maquilhagem... eu, se me fosse dado a escolher, contentava-me com isto:

Contento-me com pouco, portanto.

Entretanto não quero sobrecarregar o papai Natal com coisas sem importância alguma. Uma pessoa só precisa de um sofá para se sentar a ler (convém dizer que é só para ler, cai sempre bem uma pessoa gostar de livros). Também precisa de candeeiros para ver bem as letras lá dos livros. Uma mesinha para pousar a xícara com xis do chá de menta, limão e canela (grande salganhada, tomara que saiba bem). Parece que ali, numa das mesinhas ao lado do que é , já existe um copo de pé alto com vinho tinto, ou vinho do Porto, ou sumo de frutos silvestres, bom, não interessa, pela cor do liquido que é na onda burgundy (as coisas que eu sei e que só me ocupam espaço no sótão) um destes terá de ser. Se não for um destes, que seja pelo menos ginjinha (e o corrector que teima em substituir a ginjinha por laranjinha, deve estar bêbedo, o corrector) da zona de Óbidos feita pela mãos do titio Casimiro que é mestre nisto de nos adoçar a boca e deixar-nos um niquinho felizes. Ando há tempos para dar um salto e conversar cinco minutos com o titio Casimiro. De o ouvir contar histórias de um tempo lá muito atrás. Se calhar o que preciso mesmo é de me sentir feliz, com ginjinha ou sem ela.

Dizem que vem aí o Natal e tal e tal e tal. Não me vou preocupar, no Natal as pessoas são obrigatoriamente muito mais felizes. A ver se não me esqueço de colar um post-it com isso do tal e tal e tal e do obrigatório num sitio qualquer, se não o fizer arrisco-me a que o Natal passe e lá fico eu a ver navios na parte da felicidade. 

Hoje não bebo mais ginginha (com dois gês). Ó prá bela bosta de texto que me saiu...

(post muito pouco, ou mesmo nada, patrocinado pela Homes in Heaven)

11 comentários :

  1. Eu queria uma rave, em terra batida, por 6 horas para sair deste mundo e entrar num só meu.

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    1. Se queria, é lutar por ela, ou por ele. Pela rave, quero eu dizer. Uma rave é quando uma mulher quiser, com ou sem terra batida.

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    2. Sim, eu sei mas chamaram a gnr quando tentei ter aquela sensação de liberdade...

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  2. O Natal dos nossos dias é hipócrita, eu sei (e como ele vende, caramba!) mas, quanto a mim, a questão não tem que passar, obrigatoriamente, pelos outros, mas sim por nós. Se certos valores para mim funcionam, por que raio me hei-de estar a preocupar com aquilo que os outros pensam ou praticam? Tenho é que procurar - digo eu, humildemente - alargar laços, construir pontes, criar condições para que vingue aquilo que sinto, aquilo em que acredito. No Natal e no resto do ano. Há outras ideias? Óptimo, que venham elas, na diferença se talharão novos caminhos, desde que não se instale a intolerância.
    Com tudo isto, e apesar de só hoje se iniciar Dezembro, espero que o espírito natalício se insinue por aí. Sem hipocrisias, é óbvio.

    Um beijinho, Maria :)

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    1. Não se aguenta esta altura em que nos tentam vender tudo e mas alguma coisa. Liga-se a tv e massacram com a lengalenga dos presentes de Natal. A rádio, idem idem aspas aspas. Nos blogs a mesma coisa. Conseguem acabar com o espírito de Natal muitos antes de ter começado sequer. Cansa, e de que maneira.

      O Natal não é receber. O Natal é dar. Mas este dar não passa por coisas materiais. É assim tão difícil entender? Compreendo a parte das crianças, dos presentes e do entusiasmo, afinal o Natal está muito voltado para esse lado da inocência mas, adultos e listas intermináveis do que querem receber, ultrapassa-me, confesso. Ultrapassa-me e chateia-me. O meu mau feitio de vez em quando faz das suas.

      O espírito natalício existia antes desta onda consumista que de repente se instalou novamente (pensei que tínhamos mudado um pouco nessa parte, parece que não). Perdi-o, espero voltar a encontrá-lo antes do final de Dezembro.

      Aceite também um beijinho, AC :)

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  3. Começo por dizer que a coisa que sempre detestei, e quem me conhece sabe que é verdade, é ter de comprar roupa e calçado. Acho que aqui também já o referi num post teu.

    Olhando a foto, para mim tem adereços a mais e sentir-me-ia num museu. Gosto do sofá (sem almofadas) embora seja mais fã de cadeirões (é este o nome que por cá dão?) (só se vê metade) porque acho que leio melhor e fico mais direita. Prefiro uma luz forte no tecto e nada de candeeiros e ambientes meios escuros!

    A história repete-se e não é que 20 anos depois, com garra, muita poupança, não largar o sonho, etc e tal ainda não me entregaram o carrinho novo? Este que ainda tenho e que entrou na negociata, também encomendei no início de Novembro e só me entregaram no dia 21 de Dezembro de 1995. O pai Natal sabe que gosto tanto dele...mas faz das suas:):):):)

    Portanto Natal é quando quisermos mas sempre gostei de apreciar as iluminações, a figura do Pai Natal e alegria da pequenada e a balbúrdia de 15 à volta da mesa. Fico sempre no meio dos netos e por não ser fã de bacalhau dois deles aninham-se em mim numa de avó...salva-me com o teu arroz de polvo hehehehe:)

    Todos anos no aniversário da minha mãe, sorteamos o "que cada um deve levar" para não haver excessos. Há um papelinho em branco que este ano calhou ao meu sobrinho. A minha mãe dá sempre o bacalhau e o azeite, tem de levar dois pacotes de frutos secos e como tal a mim calhou 5 sumos e os sonhos de abóbora que faço sempre e que distribuo pelos vizinhos e pelo mecânico daqui debaixo do prédio. Já tenho a abóbora que me deram e duas dúzias de ovos. Quase sempre são 6kgs...uiiii que cheiro a fritos...

    Prendas...as minhas já estão ali prontinhas e dou apenas aos netos, já que...dei a mim mesma a tal que referi e que aguardo.

    No dia 25, parte vão até à minha mãe, outros passam com os sogros e eu ficarei na minha casa.

    O que não gosto de todo: é ir às compras, é conduzir sobretudo na véspera e dia, é no dia 25 ou 26 ao dar a minha ronda a pé e deparar-me com resmas de lixo e tanta, mas tanta COMIDA que me comove e tira-me do sério!

    Inté e ou adeus e um resto de bom dia!

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    1. Também não gosto de fazer compras, Fatyly. Isto das pessoas se colocarem todas umas atrás das outras, embandeirar em arco e achar que todaaaaaassss as mulheres adoram fazer compras, já chateia. Faço compras quando assim tem que ser, mas não é coisa que goste. Muito longe disso. As mulheres não são todas iguais, para quando interiorizar esta coisa dificílima?!

      Ahahahah, gostei da parte do "tem adereços a mais" e do "museu", opinião oposta à minha na parte dos "adereços" e do "museu". Penso que está tudo na medida certa. As almofadas não são demasiadas - são as necessárias para que exista algum conforto. Seriam demasiadas se o sofá estivesse cheio de almofadas passando a sensação que temos que nos sentar no chão, já que as almofadas são donas do espaço. Não acontece. Gosto de almofadas, principalmente no Inverno. Tenho-as para Verão e para Inverno. Mudo quando muda a estação. No Verão são tecidos frescos, no Inverno são tecidos quentes. Quanto à parte do museu, para mim uma casa museu é uma casa em que não se pode mexer em nada, com móveis muito escuros, imponentes. Não é o caso, esta é uma sala muito convidativa, com luz, que convida à conversa. tem algum requinte, é bem verdade, mas ao mesmo tempo é simples. Agrada-me.

      A outra parte em que também sou diferente da Fatyly, é que não uso luzes no tecto. Desde sempre. Não gosto. Gosto de candeeiros espalhados por toda a casa. Gosto do jogo de luz e sombra. Luzes brancas estão proibidas em minha casa. Não me dou bem com luzes fortes. São geradoras de stress. Evito o mais possível, principalmente à noite.

      Não lhe entregaram o carrinho novo porque a Fatyly não o encomendou. O pai Natal, coitado, não se lembra de tudo. Está velhote :)))

      Na parte das iluminações estou consigo, é do que mais gosto no Natal. Disso e do entusiasmo das crianças. Na parte do bacalhau, adoro, de todas as maneiras e feitios. Não é só no Natal, por mim era capaz de comer bacalhau quase todos os dias, cozido, à Brás... e ó se gosto de um bom bacalhau à Brás, daqueles muito bem feitos, nada secos, no ponto certo, como a minha mãe fazia. Saudades... Arroz do polvo, passo ;)

      Olhe, isso é uma boa medida, essa de cada um levar algo. Muito bem, voto nisso. Pelo menos não sobrecarrega só a/o dona/o da casa. Os presentes por aqui são só para as crianças, há já muitos anos. Os adultos não recebem presentes. Aliás, ninguém liga a essa parte. Os adultos compram os seus presentes ao longo do ano. Está feito. Evita-se o consumismo e gastar dinheiro com objectos desnecessários. Não faz sentido este dar, só por dar.

      Tem toda a razão, o dia a seguir ao Natal e o dia a seguir ao Ano Novo, em termos de lixo nas ruas é muito deprimente. Não se entende uma situação destas num país que se diz civilizado.

      Tenha também um bom dia, Fatyly :)

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  4. Olá, Maria :)
    Infelizmente, já sabemos que quem tem algum negócio que possa promover e que potencialmente lhe possa dar mais uns trocos nesta época, aproveita o Natal para isso mesmo. Eu já aceitei isso e ja não me afecta. Sei que é assim, com o Natal e com todas as tradições, com todas as datas festivas. Aceitei isso no sentido de ignorar o mais possível e, se calhar até, usar em meu favor, se vir que alguma promoção é vantajosa. Só compro o que quero... Infelizmente não posso comprar tudo o que quero, mas quero dizer que ninguém me faz comprar aquilo que eu não quero comprar.

    Por isso, acho que podemos passar ao lado desse apelo ao consumismo e vivermos o Natal à nossa maneira, ou pelo menos, dentro do possível, da maneira que mais se conjuga com a nossa maneira de ser :) . Afinal, se o Natal é quando um homem quiser, também pode ser COMO cada um quiser :)

    Vá lá, Maria. Lembro-me que o ano passado fez as pazes com o Natal e gostei muito disso. Entao, espero que essas pazes continuem :)

    Um beijinho :)

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    1. Olá São,

      Pois aí é que está, é que eu não me consigo conformar com o promover só na altura do Natal. Compreendo mas, não me conformo. Se calhar estava na altura de mudar mentalidades. Tentar promover os negócios ao longo de todo o ano. Com certeza que este promover só na altura do Natal tem o seu lado oportunista, é um entrar nos bolsos das pessoas quando sabem que as pessoas terão mais um dinheirinho extra. Portanto, tens um dinheirinho extra, deixa cá roubá-lo... Isto sou na minha faceta exagerada :)))

      As promoções com esta crise já não acontecem só numa data pré-definida. Acontecem ao longo de todo o ano.

      Fiz as pazes com o Natal, São, é bem verdade, tinha inclusive a intenção de fazer a tal árvore de Natal pela primeira vez desde que a minha mãe partiu definitivamente, no entanto, e de repente, perdi a vontade. Vou ver se o espírito volta para a semana... a ver se consigo fazer as iluminações. Estive a ver árvores e não consigo gostar de árvores artificiais, portanto, vou ter que arranjar uma solução qualquer. Não vai passar por pinheiros naturais, sou contra o abate de pinheiros, mas algo que não passe por aquele cheiro tão artificial. Já vai sendo hora de alguém se lembrar de ter uma ideia daquelas geniais de árvores de Natal que cheirem a... verdadeiro.

      Beijinho para si também, São :)

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  5. Maria, estou a gostar de ler esta sua nova relação com o Natal. Pazes feitas e agora é ser feliz! O Natal é demasiadamente comercial, de acordo, mas cada um pode e deve fazer o Natal como bem entende. Para além da parte comercial, os sentimentos, as memórias, o entusiasmo de fazer a árvore, a música e as iluminações fazem-me brilhar os olhos! Ter a família ao nosso lado é a principal fonte de felicidade, o resto é com cada um!
    Beijinhos

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    1. Neste momento está um pouco em baixo, Carpe, mas acho que a coisa se dá para a semana.

      Acho que me vai animar dar um salto ao Terreiro do Paço para ver as iluminações. Costumo fazê-lo de madrugada, naquela hora em que a cidade já dorme e, o silêncio, misturado com as luzes de Natal tem um efeito avassalador.Da última vez que o fiz eram umas três ou quatro da madrugada, dei a volta ao Terreiro do Paço várias vezes. Inesquecível :)

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