quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A consideração pelos "ésses" e o valor dos "cês" desta vida

Acabei de ler um artigo à hora do almoço no jornal Observador, artigo esse que tem como título "Como educar os jovens? 5 conselhos de Einstein." Li o artigo e tal, entretanto resolvo debruçar-me nos comentários ao mesmo, eis senão quando um daqueles fervorosos comentadores escreve isto:

"Apesar de serem bons concelhos, perdem todo o valor quando fazem quote ou atribuem a uma pessoa já falecida. Perdi um pouco a consideração e valor que dou a este jornal. Nenhum jornalista dava o nome por estes concelhos? Não tinham valor sem o nome do Einstein? Para mim não faz sentido por esse ou qualquer outro nome que não seja da própria pessoa ou de fonte segura."

Diz o senhor comentador em questão que perdeu a consideração e valor que dava àquele jornal. E eu não consegui deixar de sorrir com esta frase. Eu sei o porquê do meu sorriso e nada tem a ver com o jornal ou com o artigo em questão.


(é isso, por vezes é melhor uma pessoa não "existir", não faz tanto mal à saúde)

9 comentários :

  1. Mesmo sem ter lido o artigo e os 5 conselhos de Einstein, o que neste caso me parece irrelevante, considero o comentário de uma estupidez sem limites.
    Não me refiro ao facto de o comentador ter perdido a consideração pelo jornal, porque eu nunca dei qualquer relavância ao mesmo. Mas isso agora não interessa nada e não vale a pena 'existir' :)

    Beijinho, Maria

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    1. Errata: em vez de 'relavância' leia-se relevância.

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    2. Caro Observador, o problema aqui é: como é que podemos ter em conta alguém que critica um artigo de um jornal, quando essa mesma pessoa escreve conselho com cê e não com ésse? Esse é que o cerne da questão. A pessoa tem o direito de mudar de opinião, obviamente que sim, convém é que ao fazer não se espalhe ao comprido. Foi o caso.

      Beijinho para si também :)

      PS: A sua errata é uma troca de letras, não é um erro (a ser um erro não choca ninguém, penso eu). Acontece-me amiúde, escrevo depressa. Por vezes só percebo depois de publicar os comentários...

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  2. Como é que alguém vem criticar um artigo com um argumento tão frágil? E ainda por cima tropeça nas palavras! Enfim... há por aí cada espécime!
    Beijinhos, Maria

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    1. Carpe, tenho sempre a sensação que só se deve criticar algo ou alguém quando a nossa ficha está limpa, digamos assim. A não ser assim, perdemos, logo à partida, toda a razão.

      Dou um exemplo desviando-me cinco milímetros do tema: um dia destes alguém criticava o governo porque eram uns ladrões e tal e coiso, que só enganavam os outros e tal e coiso, eu ouvi, deixei a pessoa terminar e perguntei calmamente: alguma vez enganou alguém? alguma vez roubou alguém? A pessoa engasgou-se enquanto tentava responder de forma a que a coisa soasse a verdadeiro. Não valeu a pena, a resposta já estava dada na parte do "engasganço". E é isto.

      Beijinho para esse lado também :)

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  3. Um concelho sem conselho
    É coisa p'ra pensar bem
    Se me aconselho num concelho
    Que não preza o conselho
    Será um conc(s)elho filho da mãe?

    Um beijinho, Maria :)

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    1. Ahahahaha, agora esteve muito bem, AC. Sentido de humor como se quer. Muito saudável, penso eu.

      Para si também, aceite um beijinho :)

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  4. Ler alguns comentários, quer a notícias de jornais, quer a blogues, pode ser um exercício altamente interessante, olá se pode! Aprende-se sempre imenso, quanto mais não seja que o nível dos ditos é, regra geral, muito catita.
    Boa noite, Maria.

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    1. Eu acho que antes de olhar para os outros, convém olhar cá para dentro de nós e, aí, sim, chutar se for o caso disso. Algo me diz que se assim fosse existiriam por aí menos chutos. Um palpite apenas.

      Tenha uma boa sexta-feira, GL.

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