domingo, 22 de novembro de 2015

Olá, chamo-me qualquer coisa que não interessa e, não sou perfeita. Ámen.

Ontem, por volta daquela hora em que a noite já caiu há muito, lá estava eu a ouvir o Eixo do Mal. Normalmente vejo o programa, gosto daqueles três senhores e, gosto especialmente daquela senhora, falo obviamente de Clara Ferreira Alves. Não adianta rigorosamente nada alguém tentar demover-me, sou daquelas pessoas que, para o bem ou para o mal faço as minhas próprias escolhas, Portanto, alguém tentar influenciar-me, fazer-me lavagens ao cérebro e coisas que tais, simplesmente não funciona. Mudo obviamente de opinião se nos "entretantos" me aperceber que algo de grave se passou ou passa. Aí a escolha passa por mim e pelo gesto de não voltar. Portanto, os meus dois espaços de comentário preferidos são o Eixo do Mal e o espaço de Manuela Ferreira Leite (a quem tenho de agradecer o facto de ter explicado muito bem aquele mistério dos cofres cheios, ou vazios, depende do ponto de vista). Muitos espaços de comentário existem, bem sei, mas elegi estes dois e dali não saio.

Lá está, deve ser por isso que grupos para mim também não funcionam. Sei funcionar muito bem em equipa, profissionalmente falando, tal como sei funcionar individualmente, mas, na vida, gosto de caminhar  pelos meus próprios pés. Se cair, levanto-me sozinha. Se não conseguir levantar-me aguento com as consequências. Findo este interregno, avancemos sem medos... se existe alguma coisa de que tenho medo, realmente, essa coisa é o medo de me deixar levar por outros que não terão as melhores das intenções e, não conseguir viver segundo os critérios, princípios, valores, que escolhi para me ajudar a caminhar melhor antes que a vida me seja subtraída. 

Voltemos ao que aqui me trouxe...

Ás tantas Clara Ferreira Alves tocou no facto de ser perfeitamente compreensível o facto das pessoas se sensibilizarem mais com atentados ocorridos em França do que em Mali. Penso que foi assim, não quero estar para aqui a escrever algo que não corresponda à verdade. E eu tendo a concordar, não porque a ouvi dizer mas, porque, dá perfeitamente para perceber as razões que levam a que assim aconteça. Terá a ver com proximidade, tendemos a nos sentir mais próximos daqueles que parecem estar mesmo aqui ao nosso lado, que dividem o mesmo continente, do que aqueles que estão mais longe. Não por uma questão de insensibilidade, mas porque é normal que assim seja. Somos apenas humanos. Não somos perfeitos. Só seres perfeitos têm o tal dom da ubiquidade e conseguem sentir exactamente a mesma coisa por todos os seres que existem à face da terra. 

Diria que hoje é dia do Senhor, o dia perfeito, o dia em que o Senhor entenderá o que quero dizer. E até entenderá as pessoas que pensam de forma completamente diferente. Ainda bem que Senhor há só um... 

20 comentários :

  1. Nota prévia: sou espectador assíduo do 'Eixo do Mal' e, já agora, do 'Quadratura do Círculo', e não aprecio os ziguezagues de Manuela Ferreira Leite.
    Não quero, neste contexto, falar dos quatro barbudos (Daniel, Luis, Pedro e Aurélio, talves o melhor moderador das televisões) e da Clara que se deve sentir incomodada por ser a única de cara rapada.
    Fim da nota prévia,

    Não concordo com a classificação de atentados de primeira e de segunda. São todos péssimos, quer aconteçam na Europa, no Oriente ou na África.
    A França não é mais que o Mali, apesar de durante muitos anos ter colonizado o país africano.
    Isto para dizer que não se deve menorizar o ataque ao hotel maliano em função dos atentados parisienses.
    Os atentados, esses sim, podem ser mais ou menos valorizados consoante o número de mortos e feridos que causem, a destruição que consigam fazer, a instabilidade que provoquem.

    Não sei qual será a opinião do Senhor mas conheço, é público, a opinião do Papa Francisco. Será porque está mais perto?

    Bom domingo, Maria, um beijinho.

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    1. Gostei da sua nota prévia, e sim, também gosto do moderador do Eixo do Mal, Aurélio, não fosse o nome e quase que o considerava um dos melhores nisto da arte de bem moderar :)))

      Quanto a Manuela Ferreira Leite, já sabe que gosto de a ouvir. Penso que é capaz de se recordar de um post lá mais em baixo em que eu dizia que gosto muito desta senhora. Quanto aos ziguezagues, faz parte, a vida por vezes tem dessas coisas. Quem nunca "ziguezagueou" que levante a primeira pedra.

      Caro Observador, não existe em nenhum ponto no meu texto ou nas palavras de Clara Ferreira Alves, qualquer tipo de classificação desse género. Falamos de pessoas, não falamos de facturas. Facturas, esses documentos que se podem catalogar da forma que bem entendermos. Eu falei de proximidade, proximidade essa que nos pode catapultar para o universo dos afectos. São coisas completamente distintas. Não misturemos portanto.

      E também não concordo que uma tragédia seja menor ou maior consoante o número de mortos. Isso é demasiado frio. Frio, tendo em conta que estamos a falar de pessoas, pessoas essas que perderam a sua vida, muitas dessas pessoas morreram em agonia. Se fôssemos por aí teríamos a tragédia do 11 de Setembro à frente de todas as outras. Bom, de todas não seria... que ser humano consegue esquecer a desumanidade que aconteceu em Auschwitz. Não é fácil falar destas situações. Não se consegue encontrar o ponto certo do que eventualmente poderá estar certo ou errado. Falamos de roubar a vida a pessoas de forma cobarde e cruel. Essa parte está sempre errada.
      ...

      Tenho para mim que colocar o Papa Francisco e o Senhor em situação idêntica não vai dar bons resultados. O Senhor ganharia sempre, está mais perto.

      Para si também, beijinho e bom domingo.

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    2. Quer maior 'matança' do que a ocorreu com a segunda guerra mundial que provocou a morte de cerca de 70 milhões de pessoas?

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    3. Ainda bem que escreveu "matança" entre aspas. É que eu e essa palavra temos sérios problemas. Incompatibilidade total.

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  2. Gosto de vários programas/debates da ou na Sic Noticias. Vejo sempre o Eixo do Mal, no dia seguinte, ou seja acabei de o ver e desliguei a tv e vim aqui e pimba...falas mesmo do que acabei de ouvir.
    Como moderadores gosto imenso do deste programa e de todos onde entra a Ana Lourenço. Já gostei mais do da MFL mas sinceramente hoje não vejo porque não passa do mais do mesmo. Cassete encravada.

    No Eixo do Mal, não gosto é quando todos falam ao mesmo tempo e o que mais me incomoda e irrita é o Luis P.Nunes e não te sei dizer a razão.

    Quanto à Clara que admiro imenso, ela disse de facto mais ou menos o que referes "o facto das pessoas se sensibilizarem mais com atentados ocorridos em França do que em Mali" numa do seguimento que um deles referiu ao mediatismo dado ao assunto mas que passou despercebido porque os meninos falavam em coro e que ela Clara disse isso com uma dose de razão.

    Todos os órgãos de informação falaram dos vários ataques e consequências, mas uma vez apenas, no máximo duas!

    O que nos faz sentir mais próximos é o MEDO porque a sensibilidade (que nem todos têm e sentem) é igual, seja aqui, seja atrás do sol posto

    A mediatização dada aos atentados de Paris é dantesco e ao mais ínfimo pormenor (disso fiz um post)...acho que se está a tornar numa "banalização" e é precisamente o que o inimigo quer, para além de paralisar com "falsas informações" e saberem/verem o modo "operandis" e é mau, muito mau. Informar, alertar até concordo, mas os excessos pagam-se bem caro.

    Para mim qualquer atentado terrorista tem a mesma classificação: cobardia, dantesco e matar por matar em nome do lado mais negro do ser humano e os actuais não tem nada a ver com o 11 de Setembro...mas sim uma consequência de um tal "mister bêbado" que avido por vingança deixou povos sem "eira nem beira"!

    Não me posso esquecer que Portugal como colonizador de várias colónias que tinha praticou o mesmo e eu e muitos como eu jamais esquecem o que vimos, o que assistimos. Não havia televisão, só rádio, e como sempre de ambas as partes, os que comandam safam-se sempre em detrimento de "tanta carne para canhão" que...paz a todos eles e de ambos os lados. Disto não consigo dizer mais nada!

    Tudo irá acabar e morrer "por si só" e jamais confundir quem são refugiados e quem é terrorista. Claro que não têm nada escrito na cara...mas é em crises como a que atravessamos, onde jovens e menos jovens não têm nada que os ocupe, não nos esqueçamos os quase um milhão que temos de desempregados...entram pela criminalidade, drogas etc e tal isto não tem nada a ver com a educação que receberam. Não me venham com tretas...porque serei sempre contra qualquer radicalismo A TODOS OS NÍVEIS.

    Também digo alto e bom som: quem é acolhido deverá respeitar as regras do país que o recebeu. Não querem? que voltem ao seu país!!!!! Eu também fui bem recebida e tive de aceitar um país tão triste, cinzento! Hoje muito menos, felizmente!

    Não sei se me fiz entender!

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    1. Desde que o moderador é o Aurélio, essa coisa de falarem todos ao mesmo tempo é praticamente inexistente. Com certeza que sendo um espaço de opinião, com pessoas que defendem as suas convicções. acaba por existir de quando em vez vozes sobrepostas. É suposto que assim seja, a não ser assim também seria uma coisa muito monótona. Para isso é que existem os moderadores, para saberem quando travar só naquela de não descambar.

      O Eixo do Mal não seria o mesmo sem o Luís Pedro Nunes, tal como não seria sem o Pedro Marques Lopes, o Daniel Oliveira e, obviamente, sem a Clara Ferreira Alves. Foram os quatro muito bem escolhidos. Funcionam muito bem juntos. Aliás, quando substituem algum por outra pessoa, aquilo, para mim, perde logo o interesse. Não quer dizer que o escolhido para substituir não seja bom, só que algo se perde pelo caminho. Na minha opinião, evidentemente.

      Não compro essa teoria, Fatyly, perdoe-me, essa teoria de que o que nos faz sentir mais próximos é o medo. Eu, por exemplo, tento estar minimamente bem informada, sei dos perigos de tudo o que está a acontecer por esse mundo fora, não acredito na velha teoria de que só acontece aos outros, pode muito bem acontecer por aqui, só que não sinto esse medo. O medo não nos deixa raciocinar direito. O medo impede-nos de viver.

      A sensibilidade é tudo, o problema é que o mundo tornou-se um espaço habitado por gente cada vez mais fria, logo insensível. E quando somos insensíveis não temos qualquer problema em atropelar, atraiçoar, matar. É indiferente. Veja-se o facto das pessoas terem mais facilidade em falar de guerra, do que de amor. como se amor fosse uma coisa fútil e perfeitamente dispensável. Assim, não vamos lá. Assim, cada vez mais nos afundaremos. Aliás, já começou a acontecer. Pode-se alimentar uma pessoa com comida, mas se não a alimentar com valores, com afectos, dificilmente terá um ser humano capaz de dar a mão a outro ser humano.

      Nessa parte concordo consigo, a nossa comunicação social não sabe quando parar. Quando digo parar, não me refiro a esquecer o assunto e passar a outro mais "fresco", digamos assim, refiro-me ao facto de terem entrado num modo desenfreado de ver quem consegue acrescentar algo a tudo o que já foi dito. A tal banalização de que fala. É um vale tudo que tresanda. Convém é chocar o mais possível. Uma total falta de respeito pelas pessoas. Informar é uma coisa, é o que se quer, guerra de audiências é outra. Não me interessam guerras para nada. Já me bastam as reais, aquelas de que não conseguimos fugir.

      Fatyly, isso do "quem é acolhido deverá respeitar as regras do país que o recebeu. Não querem? que voltem ao seu país", não é assim tão simples. Isso seria jogar com o mesmo tipo de fundamentalismo. Ah, pois é!

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    2. Posso? Obrigado.
      O Luis Pedro Nunes está a mais. Aliás, já esteve para sair.

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    3. Não está nada a mais, isto na minha opinião, gosto de o ver por lá. O LPN é diferente e a malta não está habituada ao "diferente". Eu gosto dele. Completamente "despassarado" :)))

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    4. Aceito a diferença mas a palermice não, sabe a azedo ;)

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    5. Nem mais, Maria... Não está ninguém ali a mais... Nem ele nem nenhum dos outros... Mas sim, as pessoas reagem mal à diferença, e sim ele é diferente e completamente despassarado... Deliciosamente despassarado, aliás... Mas é ao mesmo tempo uma pessoa muito inteligente e com uma dimensão humana muito grande... Ah... E É LIIIIIIINDO!!! :D

      Aconselho toda a gente a comprar o livro que ele acabou de lançar, em parceria com o fotógrafo Alfredo Cunha, para assinalar os 30 anos da AMI, e do qual (tal como o Alfredo) abdicou de todos os direitos, em favor da mesma organização...

      Só um aparte...

      Maria, por algum motivo, aquele programa já dura há mais de uma década, enquanto outros se afundam em pouco tempo...

      :)

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    6. Isso do ser lindo é discutível :)))

      PS: E não, não vou desenvolver temas em torno da beleza masculina neste post. Tenho dito ;)

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    7. Como eu disse, foi apenas um aparte... Agora, que é pertinente o programa persistir ao fim de tantos anos, enquanto entretanto, já tantos se afundaram, é :)

      Abraço :)

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  3. Maria, percebo o argumento. É claro que sentimos com mais dor o que se passa no nosso continente mas por este mundo fora o flagelo do terrorismo afecta tanta gente, até mesmo em países árabes. O problema é global, claro e não deve passar em claro.
    Gosto muito de ouvir a Clara Ferreira Alves :)
    Beijinhos, Maria
    Bom domingo!

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    1. Claro que o problema é global, essa parte não constituí qualquer dúvida, e não se tratassem de vidas. Vidas de pessoas, independentemente da raça ou religião. Só que, são sentires diferentes. Seremos mais sensíveis - não sei se aqui o termo sensível é adequado, talvez não seja, é difícil encontrar uma palavra que não deixe de alguma forma um arranhão - ao que está mais próximo, do que ao que está muito mais afastado.
      ...

      Beijinho, Carpe, resto de bom domingo para esse lado :)

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  4. Será muito estranho confessar, aqui e agora, que não vejo qualquer dos programas que a Maria menciona? Pois que seja, mas é verdade! Ora como a "verdade" é um dos meus nomes do meio eu, pecadora me confesso.
    Vi, durante muito e muito tempo o Eixo do Mal, só que a partir de uma certa altura a náusea sentida por tudo isto assumiu tais proporções que já não é viável aguentar mais comentadores, e comentários, e análises, e avaliações, e opiniões.
    Vivo na ignorância? Haverá hipótese de isso acontecer? Quer queiramos, quer não, as notícias, todas elas chegam até nós de forma quase insidiosa. São as parangonas nos jornais, os títulos que gritam numa qualquer revista, um ou outro apontamento apanhado no ar "vomitado" por uma emissão de rádio, etc., etc.

    Quanto à questão pertinente, essa sim, importante, e que se prende com a importância dada à barbárie aqui, ali, seja onde for.
    Maria, para mim, é tão grave, dói-me tanto saber de um atentado no fim do mundo como ali ao virar da esquina. Trata-se de pessoas que morrem da forma mais estúpida, mais obscena, sem culpa nenhuma de nada, nem sequer de estarem no sitio errado. O respeito - e também o desprezo, depende de vários factores - que a pessoa, enquanto tal me merece, não possibilita esse "dividir de águas".

    Beijinho,

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    1. Não é nada pecadora, GL, ora essa! O facto de não ver nenhum destes programas que mencionei torna-a exactamente igual aos demais, só que, com escolhas diferentes. Viver é isso mesmo. E siga a vida.

      Eu gosto de ouvir outros só naquela de poder cruzar as opiniões dos outros com as minhas. Umas vezes cresço com as tais opiniões diferentes, obriga-me a ver o mundo de outra forma, outras, no entanto, fico completamente indiferente, não me aquece, nem me arrefece. O Eixo do Mal é um espaço em que se falam de assuntos sérios, como convém, mas nada impede que não consigam numa abertura qualquer ter sentido de humor, sorrir, rir. Agrada-me. Porque a vida é uma mistura de tragédia e de comédia. Para o bem ou para o mal, acho que assim é. Cabe-nos saber bem dosear. Se é que está nas nossas mãos o que quer que seja...

      GL, sentir solidariedade para com os que sofrem, convém que seja igual, aqui ou lá longe. São gente inocente. Roubam a vida a gente inocente. Não faz sentido algum. No entanto o sentir talvez seja diferente por causa da proximidade, digo eu. É praticamente impossível sentir todos os acontecimentos da mesma forma. Eu, por exemplo, ainda tenho gravado na memória uma imagem do 11 de Setembro que não sai, por vezes fecho os olhos e lá está ela, é aquela imagem de pessoas que se atiraram das janelas das Twin Towers. Acho que por muitos anos que viva nunca vou esquecer aquela imagem. É a imagem do desespero. É uma imagem que nos desperta em todos os sentidos. Algo mudou em mim depois daquela imagem. Não preciso de ver fotos em jornais, imagens na tv, está cá dentro, não me larga.
      ...

      Beijinho para si também. Tenha uma boa noite.

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  5. Olá, Maria :)
    Tardei a responder a este post porque às vezes não nos devemos precipitar... É melhor respirar fundo, contar até 10, até 100,até 1000 se for necessário... Tenho muito respeito pela Maria e por este blog e, por esse motivo , não quero contribuir para mau ambiente aqui... Até porque a Maria já o teve de sobra. E eu que nem sempre leio os comentários e desta vez fui ler... Enfim... Adiante...

    Eu acho que desde sempre, parece que é próprio do ser humano sentir mais o que é mais próximo. Aliás, sentou-se que o choque foi maior quando se soube que havia portugueses entre as vítimas... A proximidade com França é grande, não só em termos geográficos, mas quase toda a gente tem ou teve amigos ou familiares em França, nomeadamente em Paris... Isso da uma ideia de "são os nossos" ... Mas acho que toda a gente , depois de reflectir sabe que seres humanos são seres humanos e compreende que não há seres humanos de primeira e de segunda... Digo eu...

    Abraço :)

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    1. São, esta sua parte do comentário merece toda a atenção possível. E concordo com cada palavra que escreveu. Resumindo, quem fala assim não é gago. Ou escreve...

      Esta:
      "A proximidade com França é grande, não só em termos geográficos, mas quase toda a gente tem ou teve amigos ou familiares em França, nomeadamente em Paris... Isso da uma ideia de "são os nossos" ... Mas acho que toda a gente , depois de reflectir sabe que seres humanos são seres humanos e compreende que não há seres humanos de primeira e de segunda"

      Nada a acrescentar porque está tudo dito.

      Um abraço para si também :)

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    2. Senti-me, realmente, muito triste quando soube... Eu fui passar o fim de semana de 14/15 ao Porto e quando lá cheguei, de manhã muito cedinho, tomei um café na estação de Campanhã e quando ia a sair reparei que na televisão estavam a falar qualquer coisa sobfe atentados em Paris... Não fiz muito caso, porque pensei que fosse algum documentário sobre o que aconteceu em Janeiro... Uma ou duas horas mais tarde, senti fome e entrei noutro café para comer qualquer coisa... Qual não foi o meu espanto quando reparei que, noutro canal de televisão, estavam a falar do mesmo... Foi então que eu pensei "Eh pah, espera aí que isto não é sobre o que aconteceu em Janeiro coisíssima nenhuma..." Prestei então atenção, depois liguei a net do telemóvel e... Fiquei estarrecida... Estas coisas deitam-nos abaixo...

      Ja agora, concordo a 100% com a Maria. Também acho que o eixo do mal não seria o mesmo (nem nada equivalente) se saisse algum daqueles membros.... Eles funcionam bem em equipa e formam um todo... Talvez o facto de serem amigos fora dali ajude, não sei...

      Há, às vezes, é pessoas que têm inveja do sucesso dos outros e que não gostam de ouvir certas verdades... E hs me calei

      Abraço :)

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    3. Estas coisas, São, apesar de tudo deveriam acordar as pessoas para a vida. Naqueles sentido de que o mundo está a caminhar perigosamente para um lado que se calhar é capaz de não ter volta. Só que já se sabe que a memória é curta. Fala-se da tragédia durante uns tempos e só aqueles que perderam os seus de forma tão estúpida, sem sentido algum, ficarão a sofrer para sempre. Para os restantes... a vida continua.
      ...
      O Eixo do Mal está muito bem assim, se se atreverem a mexer nalguns dos participantes, aquilo desce. É só uma sensação cá das minhas. Costumo acertar nestas coisas ;)

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