terça-feira, 3 de novembro de 2015

No dia em que muita gente na blogosfera se uniu. Amén! (ler em modo ironia)

Já não era sem tempo. As pessoas unirem-se por uma boa causa. Senão vejamos:


"Marta Rebelo, de 37 anos, sabe há 11 que tem uma depressão. A sua vida parecia perfeita: recém-casada, tinha uma carreira académica de sucesso na área do Direito e tinha sido eleita deputada, mas sentia-se profundamente triste e não sabia porquê. Os ataques de pânico levaram-na a um psiquiatra e foi aí que recebeu o diagnóstico: depressão. Desde então toma antidepressivos e hoje, passados mais de dez anos, a ex-deputada e atual consultora de comunicação aprendeu a conviver com esta doença que lhe ia roubando a vida, já que em 2009 tentou suicidar-se."

Tem dias em que uma pessoa percebe que vive num mundo perigoso. Hoje foi um deles. Quando se vai ler blogs na hora do almoço e apercebemo-nos que qualquer pessoa serve de saco de pancada. Basta ter um blog. Que se comece a matar os menos importantes nisto dos blogs. Comecemos pelas pessoas que sofrem de depressão. Não estão cá a fazer nada, mesmo, são ridículas, só escrevem disparates, gente estúpida, sem noção. 

(activar de seguida o modo ironia)
Realmente a blogosfera está invadida por gente de muito valor, gente do antigamente nisto dos blogs unem-se todas num abraço apertado e são felizes. Quem me dera ter feito parte da blogosfera do antigamente, Isso é que era. Hoje teria muito valor.

(desactivar o modo ironia)
Ridicularizar, humilhar alguém, só por causa de uma carta escrita num blog é assim... poucochinho. Digo eu. Mas pronto, que sei eu, nada sou nisto dos blogs. Pelo que vejo por aí nem sequer estou interessada em ser alguém importante nisto dos blogs. Olha que alivio, isso de não ser importante e escrever coisas importantes. Ufa! Do que eu me livrei!

Deixo aqui uma pequena fatia da celeuma que despoletou tudo isto:
Marta Rebelo perdeu o seu gato e escreveu uma carta para mostrar que o amor que sentimos pelos nosso animais pode ser tão forte como o que sentimos pela família ou pelos nossos amigos. A carta que escreveu depressa se espalhou nas redes sociais e muitos têm estado a elogiar a forma como algumas pessoas cuidam e se preocupam com os seus animais.

Muitos têm estado a elogiar, é uma verdade. Quanto aos outros que se divertem a arrasar, bom, nada a dizer. Apenas lhes desejo que vivam muito. Já agora sem nenhuma depressão no horizonte.

Eu cá não tenho nada contra quem gosta de animais a tal ponto que os vê como se fossem filhos. Da família. Não me incomoda. Não me chateia. Chateiam-me outras coisas bem mais graves. Como o abandono e os maus tratos dos mesmos. Isso é que me chateia. Gente que os trata bem, venham mais cinco...

18 comentários :

  1. Eu sou do antigamente e sinto esses laços, fiz conhecimentos, amigos, namorados, tive uma hater, trocávamos números e passávamos horas a comentar os blogs umas das outras, continuo fiel ao meu, a vida mudou e não tão assídua mas sou defensora de quem sofre de doenças "invisíveis" . E escrevo bilhetinhos ao meu cão (aqui, no face)... Que se dane quem não gosta, metem-se comigo, metem-se com o diabo.

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    1. Eu não sou do antigamente nisto dos blogs. Por vezes acho que está aberta uma qualquer guerra entre os do antigamente e os de agora. Não querem deixar entrar ninguém. É como se o território fosse só deles, quem ousar entrar é esmagado na hora. Não se entende este tipo de coisas. Eu pelo menos entendo.

      Quanto a isto que se passou, ou se passa hoje na blogosfera, só me resta dizer que é uma autêntica vergonha. As pessoas revelam-se no seu pior. E não e pouco o seu pior. Entretanto o efeito carneirada transpira por tudo quanto é poro. Uma escreve com o seu habitual ódio pelo mundo e arredores, escreve mata, aparecem logo outros de tudo quanto é canto e gritam, esfola. Começo a achar que isto de escrever num blog não faz bem a algumas pessoas. Só incentiva ao ódio pelos outros. Triste.

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    2. errata: eu pelo menos não entendo. (falta o "não" no final do primeiro parágrafo).

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    1. Bem, criou um perfil só para mim? Isso é que é. Já me sinto uma pessoa muito importante. Só sabe escrever "fedeis"? Vá, toca de alargar os eu vocabulário. Fico à espera.

      Sabe que criando um perfil e ainda por cima usando o "vós fedeis" (coisa que só alguns usam nisto da blogosfera) é mais ou menos fácil perceber quem está desse lado. Quase que estive para arriscar um nome. Deixe cá ver... humm... pertence ao grupo, não é? Pois. Bem me parecia.

      Vá para dentro antes que se constipe. Beijinho beijinho. Outro beijinho.

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  3. Maria, é tempo de começar uma espécie de movimento por uma blogosfera risonha e mais positiva. Quanto à Marta Rebelo deixo aqui toda a minha solidariedade. Perder alguém de quem gostamos, seja humano ou animal é uma dor que nos abala a vários níveis e por isso apoio a sua forma de se expressar. Há pessoas por aí que têm telhados de vidro. Deviam ter cuidado e não humilhar os outros. Somos todos humanos, afinal. Não há ninguém melhor que os restantes, todos temos dias melhores e piores. Há que olhar para dentro e pensar. Há muita falta disso, de pensar, de perceber o que realmente a vida é.

    Beijinhos

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    1. Admito que começo a ter um certo receio destas pessoas que se passeiam pela blogosfera, como essa que me deixou esse comentário aí em cima. Pensei em não o publicar, entretanto pensei melhor e resolvi fazê-lo. E fiz só para que se perceba que existe muita gente desequilibrada, descompensada, neste mundo dito virtual.

      Receio que o futuro não seja nada risonho, vendo a qualidade de pessoas capaz de escrever coisas daquelas só porque outro alguém defende uma pessoa que gosta dos seus animais. Que estará a passar uma fase não muito fácil. Que raio de gente é esta? Não sou de desejar mal a ninguém, mas espero que o futuro se encarregue de lhes dar uma lição bem dura. Tenho para mim que existe algo por aí que não dorme. A história do karma...

      Beijinho.

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  4. Maria, por favor, não dê importância a isso.
    Gostava de visitar o blogue da Marta Rebelo (não conheço, o Carpe é que refere o nome.
    Gostaria de lhe dar um abraço. Sei a dor que é perder um amigo desses, únicos na sua lealdade e amizade.
    O resto?!...

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    1. É este o blog da Marta Rebelo:
      http://www.thefabulista.net/

      Também perdi um cão, um cão de água negro que fez parte da minha família durante 15 anos, quando morreu o silêncio lá em casa era pesado. Só pessoas muito insensíveis não compreendem que existe gente que se afeiçoa bastante aos seus animais. Não entendo o porquê de arrasar pessoas por causa de algo que me parece perfeitamente natural. Ninguém está a colocar animais à frente de pessoas, existe espaço para tudo nesta vida.

      Eu não escrevi um dia destes que cada vez gostava menos de pessoas? Aí está novamente a confirmação. Vivemos num mundo de bestas, mas é. O problema não são os animais, o problema são pessoas que têm atitudes de bestas.

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  5. Obrigada, Maria,
    Vou passar por lá. Faço questão que saiba que há alguém que, ainda que não a conheça, está, com ela.

    Perdi a minha amiga, uma persa branca, lindíssima, há uns anitos bons e ainda hoje a recordo com uma saudade imensa.

    Quem não sabe o que isto é pobre, muito pobre.
    Lá diz o provérbio: quanto mais conheço os homens mais amiga/o sou dos cães. Prefiro alargar o leque e incluir os animais, todos.

    E é isto. Assim, simples!

    O mundo está feio, está, muito feio mesmo.
    Importa gente que o sabe ser, nada mais interessa.

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    1. Aqui em casa existem molduras de toda a família. Avós, tios, pais, e por aí fora, faço questão que ao lado também existam fotos do cão (nesta caso uma cadela) que todos tratávamos muito bem. Todos, sem excepção. Portanto, sim, faz e fará sempre parte da família.

      Gente estúpida é o que há mais por aí. Tomara que a vida também faça questão de as fazer passar um mau bocado. Por mim pode começar já amanhã. Imbecis, é o que é.

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  6. Acho que vou lá dar uma vista de olhos. Lá, ao http://www.thefabulista.net/.
    Quem sabe não aprendo qualquer coisa!?
    Por exemplo como se bloga na tugalândia.
    Já decidi. Vou mesmo.

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    1. Leia antes o post do Cláudio Ramos, é mais divertido. Cláudio Ramos que, todos sabemos, nunca diz disparates, acusa a deputada de só dizer disparates. Uma pessoa não pode deixar de rir com tanta gente iluminada e nada disparatada. Estamos entregues a bicharada, é o que é. Acho que vou emigrar para não ter que levar com estas figuras públicas...

      Então de repente Cláudio Ramos acordou muito preocupado com o namorado de uma mulher e com comparações um pouco sem nexo, aquela coisa de comparar perder um filho com o perder um gato. Que raio! Isto é mesmo não ter nada de útil para dizer. Saberá Cláudinho que muita gente por este país vive na maior das solidões, que só têm como companhia gatos/cães, disso não se lembra. O que importa é atacar e juntar-se à carneirada, afundar os outros. Sendo este senhor Cláudio figura pública não esteve nada bem. Ajudar a queimar outros sendo figura pública é muito feio. Mesmo muito feio.

      A senhora tem direito a ter um blog como outra pessoa qualquer, quem não quer não lê. Simples assim, Eu por exemplo não leio. Sei da existência do seu blog porque ontem a coisa ontem estava espalhada pelas redes sociais.

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    2. Peço desculpa por algumas letras trocadas. Existem teclados muito minúsculos e uma pessoa baralha-se...

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    3. Letras trocadas? Antes trocadas que protestadas :)

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    4. Já que fala em protestadas... protesto contra aquelas pessoas que se acham no direito de gozar os posts dos outros (sentem-se muito felizes com o gozar, tadinhas) o que os outros escrevem nos seus blogs, mas depois dizem tudo isto em formato anónimo, ou através de nick names que não nos dá acesso aos seus blogs, só naquela de não lhes conseguirmos dizer na cara... do blog, o quanto as achamos estúpidas. E é isto.

      Se uma pessoa se sente muito feliz por gozar um post de alguém, gozar alguém só porque sim, só pode ser uma pessoa com uma patologia qualquer. Bem grave, por sinal. Deve faltar muito amor e sexo lá por casa...

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  7. A depressão é algo devastador e não pode ser nivelada igual para todos, porque cada um que é apanhado (até por vezes os fortes também ficam doentes) tem sintomas diferentes. Somos humanos e não há humanos iguais. Se sem padecer de nada sentimos a necessidade de nos agarrarmos a algo, quanto mais doentes.

    Um animal de estimação pode ajudar e muito quem padece de depressão. É de facto um elo de ligação bastante forte e o tal elemento da família e ou amigos, que não chateia com frases tipo: saí dessa, o que tens não é nada, és fraco (a) e mais isto e aquilo e estás com a doença da moda.

    Quando esse animal é tratado de forma que por vezes vejo com spa's, hóteis de luxo, roupas em detrimento de humanos que nada têm, acho um pouco exagerado. Tive um gato durante 20 anos que só eu é que sei o que me custou o ter de ser abatido. Nunca deixou de ser gato e inclusivé tratei-o com medicamentos das filhas, nas gripes, nos males de barriga etc e tal.

    Não condeno quem escreva cartas e ou tenham fotos dos animais que já tiveram e que fizeram parte das suas vidas. Mas dizer como já ouvi dizer que o amor é igual à de um filho, vão anos luz. Porque mãe e pai verdadeiros sabem o que digo, é diferente, bem diferente, excepto para quem não os tem, para quem os trata mal, para quem os abandona. Se alguém me disser que o cão que a minha filha tem é mais um neto meu, digo logo...alto e pára o baile. São estas coisas que me tiram do sério, porque se os animais falassem chamariam de tudo aos humanos.

    Para Marta a minha total solidariedade.

    Para terminar, quer aqui neste mundo de cabos, quer no mundo real é tão fácil, mas tão fácil derrubar, quem se sente fragilizado e esse tipo de pessoas sabem bem como ainda deitar mais abaixo, mas por vezes sai-lhes o tiro pela culatra.


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    1. Fatyly, a questão aqui não é ser forte ou fraco. A depressão quando bate à porta das pessoas não as escolhe só porque parecem ser fortes ou fracas. Aliás, o mundo já fez o favor de me mostrar que nos momentos mais difíceis alguns fortes encolhem-se, escondem-se, vão-se abaixo, e outros que, aparentemente, são fracos, dão a volta por cima com algum sucesso. As coisas não são tão a preto e banco como nos querem vender, existem variadas nuances pelo meio.

      Vou discordar consigo num ponto, temos que evitar fazer comparações, é perigoso fazer comparações. Com certeza que existe gente que nada tem para comer e animais que são mimados com luxos e mais luxos. Só que, lá está, esses desequilíbrios vão sempre existir. A culpa não é dos animais. Que não se culpe os animais. As pessoas ricas é que têm que ter algum discernimento e não exagerar. Embora saiba que existe quem o faça com animais e ao mesmo tempo ajude pessoas com dificuldades financeiras. Existem muitos mundos dentro deste só mundo que a maior parte desconhece.

      As pessoas que vão ao ponto de confundir o amor de um animal com o amor de um filho, são pessoas sós que não têm filhos. Para mim é relativamente simples compreender esta parte. Não sendo desta forma, são pessoas que têm as suas cabeças, as suas vidas arrumadas por gavetas. Tudo tem o seu espaço. O que me chateou nisto tudo foi o facto de se dar bitaites sobre a vida dos outros. Se a senhora quis escrever uma carta no seu blog ao gato, deixai-a escrever uma carta no seu blog ao gato. Qual é o drama? Não entendo. Entretanto opinar sobre a relação amorosa da senhora parece-me ridículo. O que é que temos a ver com isso?! O problema é dela e... dele. De mais ninguém. Gentinha chata que se mete onde não deve.

      Cheguei a ler coisas tão estúpidas quanto esta sobre a depressão: que peguem numa enxada e vão cavar batatas que logo lhes passa a depressão... Cá para mim esta pessoa tem uma depressão bem jeitosa reservada para ela no futuro. É só aguardar. Aquilo do karma é lixado (passo a expressão).

      Pois, derrubar gente que se encontra fragilizada é para gente muito cobarde. Desprezo profundamente gente dessa.

      Boa noite, Fatyly.

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