quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Existe um diz-que-disse por aí em que algumas afirmam que mulheres que usam botas acima do joelho ficam com ar de profissionais da noite

É que parece que umas mulheres que de tudo sabem, tudo criticam, tudo gozam, dizem que sim, se uma senhora ou menina usar as ditas, parece que exercem a profissão mais antiga do mundo. Vão mais longe e comparam com Julia Roberts no seu Pretty Woman. Eu cá acho que é um elogio ser comparada com Julia Roberts, tomara chegar aos calcanhares da actriz. Linda que só ela. 

Comprei as minhas primeiras botas acima do joelho ainda não era moda em Portugal, comprei-as em Londres há já alguns anos. De cor preta, com pêlo por dentro, que dá para fazer uma dobra e ficam botas abaixo do joelho se assim me apetecer usar. Sinto-me confortável com elas, principalmente naqueles dias de Inverno rigoroso, quando a chuva, vento e frio se fazem sentir. Uso-as com chapéu também ele peludo por dentro e ai de quem se atreva a chamar-me nomes. Faltar-me ao respeito. Aliás, nunca ninguém o fez. Antes pelo contrário, não tenho qualquer razão de queixa. Tenho para mim que não é a roupa, calçado, que faz uma pessoa parecer isto ou aquilo, é a atitude. Não adianta vestir um fato Chanel, calçar Luís Onofre e entretanto ter uma postura duvidosa. Parece que existem pessoas que não entendem algo tão básico quanto isto. A coisa dá-se de dentro para fora e não de fora para dentro. 

Resolvi trazer até aqui alguns exemplos de como uma mulher fica muito, mas muito vulgar, com as tais botas acima do joelho calçadas (activar o modo ironia na parte do vulgar).








E pronto, podia vestir qualquer um destes conjuntos. Vulgar? Oxalá que sim!

8 comentários :

  1. Noções como estética, bom gosto, requinte, elegância, charme, e elegância outra vez, caíram em desuso ou muitos/as nunca souberam o que isso é?

    Ah, já imaginava!




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    1. Existem mulheres que se vestem de alto a baixo só roupa de marca, muito cara, sapatos muito caros, olhamos e aquilo mais parece coisas da loja do chinês da esquina. Nada brilha. O ar é vulgar. Outras existem que basta vestir um t-shirt muito usada, calças de ganga velhinhas, umas botas por cima e parecem verdadeiras princesas. Tudo brilha.

      Lá está, tem a ver com atitude, com a tal elegância de que fala, tem a ver com aquilo de que o que somos por dentro transpira para fora. Não adianta camuflar com perfumes caros. Com roupa cara, se formos realmente vulgares. A mudança vem de dentro e passa para fora. O problema não são as botas acima do joelho que dão um ar de prostituta - bota alguma consegue esse efeito - como as tais mulheres da má língua dizem, o problema é outro. O problema é mais lá no no fundo.

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  2. Também já ouvi dizer isso e uma vez perguntei a quem criticava uma garota que ia lindíssima, se já tinha olhado bem para ela própria e ficou completamente desarmada.

    Eu pessoalmente não gosto, sentia-me apertada, tal como a roupa justa:) sempre fui assim.

    Das que mostras só não gosto da última foto, porque ou o vestido encolheu ou algo aconteceu, mas isso é a minha opinião.

    Para terminar faço minhas as tuas palavras o que deveremos ter em tudo na vida, não só no modo de vestir ou calçar:

    "Tenho para mim que não é a roupa, calçado, que faz uma pessoa parecer isto ou aquilo, é a atitude."

    Um bom serão

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    1. Achei muito engraçada a parte em que a Fatyly refere que só não gosta muito da última foto. É que a forma como se usam as botas nesta última foto é um pouco "perigosa", digamos assim. Eu, por exemplo, nunca usai as minhas com saias ou vestidos em que se vê pele, ou a ver-se uso-as com collants opacos, normalmente do mesmo tom da bota. Truques que resultam e ficam bem. Naquela foto o facto de ser usado com uma camisola larga e informal, acaba por não cair no tal lado vulgar. Acaba por resultar.

      Atitude é tudo. Não são roupas caras, perfumes e tal, também pode ser, obviamente, mas sem atitude nada feito. Nada brilha.

      Tenha uma boa noite, Fatyly.

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  3. Quem diz que as botas acima do joelho bla bla bla, não tem a menor noção do que é a classe feita mulher.
    E ao dizer esses (e outros) disparates torna-se numa coisa, essa sim, verdadeiramente vulgar. Para não usar um adjectivo feio.
    Aprecio uma mulher vem vestida. E as botas acima do joelho dão um ar elegante.
    Naturalmente, será sensato adequar o resto da roupa ao tipo de botas.
    Julia Roberts ... ah pois, mas olhe que as jovens das fotos estão muito bem. Apetece entrar no monitor, vê-las mais de perto e cumprimentá-las. Elas estão mesmo ali, não há como fugir.

    Bom dia, Maria, um beijinho.
    PS: calçou botas hoje? :)

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    1. Botas acima do joelho podem tornar uma mulher vulgar, com certeza que sim, tal como outro calçado qualquer, outra peça de roupa qualquer, se não as soubermos usar. É realmente uma questão de atitude e não ser vulgar... por dentro. Se se for por dentro transpira para fora, não importa o que se use que aquilo nota-se. Logo, essa coisa de vestir roupa cara para se parecer uma senhora, quando não se é uma senhora, não adianta rigorosamente nada. Não basta parecer...

      Gosto de ver pessoas cuidadas/arranjadas independentemente do facto se é homem ou mulher. Quando digo cuidadas/arranjadas, quero dizer que tiveram o cuidado (passo o que tiver de ser passado) de não sair para a rua como se andassem em casa. É uma questão de respeito para connosco e para com os outros. Não tem a ver com dinheiro ou vaidade, tem a ver com respeito. Apenas isso.

      Acredito que lhe apetecesse entrar pelo monitor adentro para cumprimentar as tais jovens :))))

      Beijinho para si também.

      PS: Gosto muito de botas, tenho-as de todo o tipo e texturas. Até tenho botas de andar em casa, de lã, maricas. Hoje é mesmo camurça. Está-se bem, portanto.

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  4. Se se adequa ao nosso corpo, e soubermos usar , então adequa-se-se. A mais ousada que vi recentemente foi a Kyllie Jenner e ela estava um must. Cumprimentos

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    1. Lá está, é apenas uma questão de se gostar deste género e adaptar ao corpo. Nem sempre aquilo de que gostamos, que está na moda, é "adaptável", digamos assim.

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