domingo, 1 de novembro de 2015

Arte contemporânea pelas mãos de uma das minhas artistas preferidas

Susana Bravo. E como eu gosto da arte que sai das mãos desta artista. A existir uma tela (ou mais) de Susana Bravo, ali, a fazer parte do mundo que é só meu, duvido que me vá apetecer  sair de casa, enfrentar o outro mundo lá fora que me decepciona a cada dia que passa.

Penduro a tela num local onde a luz chegue devagarinho, ponho uma cadeira mesmo em frente e, sempre que apetecer, sento-me, esqueço-me por ali, deixo-me levar pela loucura de não saber o que faço a olhar para um trabalho que respira mundo. Enquanto isso, lá fora, o outro mundo grita-me que o que importa são os números, o dinheiro, os impostos, o viver depressa porque amanhã já não há. Quero cá eu saber que amanhã já não haja! Importa-me é que o mundo salve arte. Talvez a arte seja a salvação. Salve as pessoas que nos fazem um bem danado à alma. Salve almas saudáveis. De almas podres estou eu farta. Isso é que me importa, o resto que se afogue. Que eu  me afogue também enquanto o resto se afoga. Viver só faz sentido quando se pode respirar. Neste momento o ar que enlaça o mundo está irrespirável. Cada vez gosto menos de pessoas e de abraços apertados, é um facto. Sufocam-me. A solidão parece-me algo mais confortável do que viver no meio de gente que arranca sopros de vida aos que passam. Não sei se já disse que cada vez gosto menos de pessoas. Nunca pensei dizer tal coisa na minha vida. Acabou de acontecer.

Nota sem ser de rodapé: Estou a pensar aderir à moda dos blogs privados, portanto um dia destes é não estranhar que apareça uma mensagem a dizer que o acesso lhe é negado. Negado apenas a pessoas que não quero que cá entrem. Aos poucos e poucos vou introduzir os nomes dos blogs que terão acesso (apesar de tudo são muitos, só ficam de fora meia dúzia). Que podem entrar à vontade. Ainda não sei quando se dará a mudança, mas lá chegarei. Se um dia voltar a mudar de ideias, voltarei ao modo público. É a única forma de preservar a sanidade mental na vida virtual, cortar o acesso a quem não interessa. Existe demasiada gente desequilibrada por aí. Não os quero perto de mim. Está dito, e um dia destes estará feito.

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Eis alguns trabalhos da artista só para que o sol nasça num dia chuvoso e triste.