quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Acabei de assistir ao programa Passadeira Vermelha e fiquei assustada. Juro!

Fiquei assustada ao ouvir Joana Latino. Nem vou explicar porquê. Eu que até gostava da pessoa em questão. Desilusões que fazem parte da vida. Mas que fiquei triste, lá isso fiquei. Acho que a partir de agora sempre que ouvir Joana Latino na tv faço zapping rapidamente. Surpreendeu-me pela negativa. Lembro-me de um dia ter escrito um texto elogiando a jornalista acerca de uma escolha online na SIC Notícias. Escolha essa que tinha a ver com pessoas fragilizadas, um lado humano da jornalista que muito me agradou, agora vejo essa mesma pessoa atacar outra com uma agressividade absurda. Se existe situação com a qual não consigo corroborar, essa situação chama-se agressividade, seja ela qual for, contra quem for, o que vi neste programa foi raiva, agressividade. Não consegui entender nada daquilo. Foi um espectáculo triste.

Não é só nas redes sociais que se vê uma espécie de ódio por quem não se conhece, alguns comentadores de determinados programas também começam a assustar. Isto começa a ser preocupante. O programa para mim morreu, para mim e para mais algumas pessoas que também ficaram boquiabertas. Não é que as audiências vão abaixo, que não vão (e daí não sei, o povo dá e o povo tira, é bem verdade, nem sabe o povo o poder que tem) mas resta-me a satisfação de não voltar a contribuir nem um pouco para algo que foi feio de assistir. Opiniões tendenciosas. Branquear atitudes de pessoas que não deveriam ser branqueadas, antes pelo contrário. Entretanto destilar ódio para cima de quem está emocionalmente, visivelmente debilitado. Pensei que as pessoas ajudassem quem, dá para perceber, precisa de ajuda, ao invés de a empurrar para o precipício. Este é um mundo que começa a tresandar, tendo em conta a forma como se trata os outros. Egoísmo puro. Deslumbramento, talvez.

Resumindo: era suposto ser um programa para descontrair no final da noite, não um programa que deixa as pessoas apreensivas. Para isso sintonizo as notícias, sempre vejo o mundo real e aí sim, fico preocupada. Lá está, o mundo cor-de-rosa é apenas algo a evitar. Não interessa a ninguém. Neste momento confirma-se. Ainda falam da política e dos políticos...