sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Gosto de ouvir Manuela Ferreira Leite

Goste-se mais, goste-se menos ou goste-se muito menos ainda, esta senhora não deixa ninguém indiferente. A mim não deixa. Ontem à noite lá estava eu a beber atentamente as palavras de Manuela Ferreira Leite. Resolvi trazer até aqui um excerto capaz de deixar muita gente indisposta. Penso eu, mas que sei eu.


Se eu acho que podia desenvolver o assunto e dar a minha opinião. Poder, até podia, mas acho que voltámos ao tempo do medo. Ao tempo em que falar começa a ser perigoso. Isto soa-me ligeiramente ao tal antigamente que oiço falar aqui e ali. Mais ali. 

O título deste post se calhar deveria ser corrigido, seria um: voltámos ao tempo do medo de falar...


27 comentários :

  1. Olá Maria,

    pois eu tenho a dizer que se os Portugueses soubessem que isto se iria passar o PS não teria a votação que teve. Os Portugueses não votaram à esquerda, votaram na coligação porque foram percebendo os esforços que têm sido feitos para reequilibrar as finanças do país.
    Nenhum país em que teve vigência um regime comunista ou de esquerda radical é hoje um país desenvolvido. Vejamos o caso de Cuba?!

    Não entendo, não compreendo a postura desta gente que se alimenta de sangue e da asneira. Não chega já a bela m@rd@ que fizeram? Concordo consigo quando diz que estamos a voltar atrás no tempo, existe medo de falar. Mas mais grave ainda existe medo de se viver segundo a própria vontade, vive-se em função da carneirada e isso é muito grave.

    Durante algumas semanas as pessoas andavam completamente transtornadas, tudo servia para discutirem sobre política! O meu avô costumava dizer que durante a refeição e dentro de uma casa nunca se deveria discutir política, religião e futebol!

    Boa sexta-feira Maria!

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    1. Olá Alexandra,

      Com este seu comentário só tenho a dizer que posso não ter o melhor blog do universo blogosférico, mas tenho, sem dúvida, gente que comenta e sabe pensar, o que de alguma forma compensa a minha notória falta de neurónios.

      Se me permite vou repescar (porque no repescar é que está o ganho) esta sua parte do comentário:
      "Nenhum país em que teve vigência um regime comunista ou de esquerda radical é hoje um país desenvolvido."
      Na semana passada houve uma discussão (discussão no bom sentido, daquelas em que se trocam ideias e aprende-se alguma coisa) em que eu defendia exactamente este ponto. Ponto esse com o qual concordo o mais possível.

      Sinto por tudo quanto é lado que está instalada um género de política do medo. Medo de falar. Medo de ter uma opinião. Medo de dizer: não quero, não gosto, não preciso. E quando se tem estes medos obviamente que se opta pelo partido da carneirada. Quem ganha? Ora...

      Parece que o seu avô era do tempo do meu. Em casa do meu avô, nas horas da refeições, tudo tinha que estar sentado à mesa, não eram permitidas discussões, apenas conversar sobre o dia de cada um. Parece que todos se conheciam. Conhecer naquele sentido de saber o que cada um gosta, sente, aflições, anseios. Esta é a parte do antigamente dos nossos avós que se perdeu. O que é uma pena.

      Bom fim-de-semana, Alexandra.

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  2. Manuela Ferreira Leite enganou-me. Quando fazia parte do governo, quase tudo o que fazia era lixo. Ainda me lembro de terem sido desviadas verbas comunitárias destinadas aos alfandegários, para construir um troço da autoestrada, perto de Alverca. Quando sugeriu que se suspendesse a democracia para ... já nem me lembro, um disparate.
    Agora, MFL apresenta-se equivocada quando diz que 'a interpretação de que a maioria votou à esquerda.é uma interpretação verdadeiramente abusiva'.
    A verdade é que e descontando a elevada abstenção, a maioria deos portugueses voraram mesmo à esquerda. Entendamos que PS, PCP e BE são de esquerda. Ou a senhora não sabe fazer contas? Mais, o povo português, ao tomar esta atitude, fez o dois em um: Votar à esquerda e votar contra a coligação que, se não me engano, é da direita.

    O título do post não devia ser alterado. Se gosta, de facto, de a ouvir falar, está certo. Eu, a escrever algo sobre a dona Manuela, colocaria o seguinte título: Não gosto de ouvir Manuela Ferreira Leite dizer disparates. E pronto, ficava o assunto arrumado.

    Maria, importa-se de me dizer a que porta me hei-de dirigir para pagar a multa do que escrevi? :)

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    1. Acho que está metido num grande molho de brócolos, caro Observador. Se Manuela Ferreira Leite o enganou, agora vai ter que casar consigo e, pelas suas palavras é coisa para o casamento nem chegar à noite de núpcias. Temo que se avizinhem tempos difíceis para todos nós. Tachos a voar e coisas dessas...

      Os portugueses votaram mesmo à esquerda? Tem mesmo a certeza disso? Eu não acho. Acho que quiseram dar uma nova oportunidade a um governo de direita, ressalvando o facto de terem que se entender com a esquerda. Não acredito que os portugueses (pelo menos uma grande fatia) queira um governo de esquerda à frente do país. Pode-se não querer este actual governo, aí é outra história, mas governo de esquerda, não me parece.

      Eu cá acho que o PS português não é carne nem é peixe, é lula. Não se sente por ali firmeza alguma.

      Desde quando é que as opiniões numa onda diferente da nossa são rotuladas de disparates? Caramba, caro Observador, fiquei mêmo mêmo triste. Mêmo, resolvi dar mais ênfase à coisa do mêmo :))

      PS: Recebe a multa na próxima segunda-feira. Esteja atento à sua caixa do correio.

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    2. Manuela Ferreira Leite foi dispensada do serviço. Adiante.
      Os portugueses votaram à esquerda e disso não há a menor dúvida. Basta ver os números, as percentagens. Inequivocamente, a Coligação teve mais votos que o PS, o PCP e o BE. Não teve o que desejava, a maioria absoluta.
      Assim, deve Passos Coelho ser chamado por Cavaco para constituir governo. O que fará o líder da Coligação? Ninguém sabe, talvez nem ele. No entanto, tem legitimidade para o fazer.
      Os portugueses não querem um governo de esquerda? Não foi isso que disseram nas urnas. Caso fosse esse o pensamento, teriam votado massivamente na Coligação e não se falava mais no assunto. O que não aconteceu, como já disse.
      O PS é, há 40 anos, o partido político com mais carisma na cena política portuguesa. Talvez fosse ultrapassado pelo então PPD, se não tivessem assassinado Sá Carneiro. Sem Carneiro, o depois PSD foi definhando em termos de princípio, de ideologia. Isto é entrar numa história que talvez interesse a muita gente não entrar.

      Há opiniões que são autênticos disparates, independentemente de serem, ou não, diferentes das nossas. Tenho ouvido/lido opiniões semelhantes às minhas que da forma como são ditas, passam a constribuir para o Guinness do disparate.

      Vou ficar atento à caixa do correio mas ... 2ª feira? Ui ui ui, logo no tal dia da semana...


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    3. Vou pegar ali na sua deixa, aquela dos "portugueses votaram à esquerda e disso não há a menor dúvida". E vou desenvolver só um pouco porque tenho receio que a segunda-feira entretanto apareça mais cedo. Ora cá vai a pergunta: porque é que as pessoas de esquerda estão tão zangadas se, pelo que dizem, os portugueses votaram na esquerda? É que, a meu ver, não faz sentido algum. Tenha em atenção que não percebo nada de política, apenas gosto de ouvir falar algumas pessoas.

      Ah, isso dos disparates é um bico de dois pregos :)))

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    4. O povo está todo zangado, da direita à esquerda, cada um com as suas razões.
      Mas não é de agora. Lembra-se da tareia que D. Afonso Henriques deu na mãe? E lá por fora, o que Nero fez à cidade de Roma? E lá, além, o que a Eva fez ao Adão?
      Isto é um mundo de gente zangada.

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    5. Continuo na minha, se os portugueses soubessem o que sabem hoje... o PS nem 10% de votação tinha!

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  3. O termo é mesmo esse caro "Observador" voraram mesmo à esquerda. Mas é a tal coisa se querem levar porrada que levem, só que preparem-se para uma revolução civil, coisa que já devia ter acontecido há muito tempo.

    É uma pena que Portugal seja um país maioritariamente constituído por gente mansa, que cala e consente! E parece-me insólito, sobretudo, nos tempos que correm como há gente que defende a existência de uma esquerda radical no poder. Gente que fala de proletariado e do capitalismo como se estivesse no século XVII ou na União soviética cheira a mofo e o "people" está cansado de mofo.

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    1. Quem falou em guerra civil? Quem tem o atrevimento de usar esse termo, apenas porque no universo dos votantes está um milhão de eleitores que, por uma razão ou por outra, quiseram dar força a dois partidos políticos legais?
      Não sou apreciador de guerras civis mas, uma boa revolução já tinha feito sentido há alguns anos.
      Discordo que Portugal seja constituído por gente que cala e consente. A dar-me razão, lá estão os milhões que disseram não a uma política destruidora perpretada por dois partidos (PSD e CDS) ao longo de quatro horrorosos anos. E que queriam prosseguir a destruição a todo o custo.
      Quem disse que quer uma esquerda radical no poder? Ninguém. O que é uma grande possibilidade é o PS (não radical) governar com o apoio, repito apoio, do PCP e do BE.
      Esse tempo do proletariado e do capitalismo foi no século XVII e não se repete. A União Soviética já não é exemplo. Acabou, sem apelo nem agravo. O que cheira a mofo, por apresentar ideias assentes no tempo da outra senhora embora mais sofisticadas, é toda uma direita que de tão reaccionária até é criticada por Manuel Monteiro e Adriano Moreira.
      Nisso sim, vale a pena pensar.

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    2. 1º Falei em guerra civil!

      2º Tenho eu o atrevimento de usar esse termo porque esta republica das bananas há muito que deveria ter sido excomungada com uma guerra civil feita pelos cidadãos.

      Milhões? Votar em branco é dizer não? Votar em BE ou PCP não é sinónimo de dar força, até porque muitos queridos do PS votaram precisamente no BE por não concordarem com o tipo chamado António Costa.

      Vocês, militantes do PS, tratam o BE e PCP nas palmilhas porque sem eles governavam na ponta de um pau de um astro porno. E no que toca a governar, o PS tem condições para governar na conchinchina.
      Quando leio comentários desta natureza aqui ou mesmo nos sites dos principais jornais portugueses fico com os cabelos em pé, porque o que se passa é aquilo a que damos o nome de desespero.

      Tens um país na bancarota e requisitas um empréstimo tens de o pagar, certo? Não percebo, por isso, porque razão andamos sempre a falar dos quatro anos horríveis que tiveram inicio em 2011. E quanto ao proletariado e capitalismo, faz-me um favor, ouve o discurso do Jerónimo de Sousa e depois falamos...

      E eu penso pela minha cabeça, estou-me nas tintas para aquilo que os pensadores fazem ou dizem!

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    3. "ponta de um pau de um astro porno" (ahahahah). Peço desculpa... sei que este comentário é para o caro Observador. Já saí.

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    4. Eu tenho umas tiradas jeitosas, tenho! ehehe :D

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    5. 'Vocês, militantes do PS, tratam o BE e PCP (...)'
      Estarás a referir-te a quem?

      'Milhões? Votar em branco é dizer não?'
      Votar em branco tanto pode ser um sinal de consentimento ou negação concedido a uns como a outros.
      Milhões sim, é só fazer contas, ir ver, saber interpretar. Estão lá os milhões de que falo, sem incluir os que votaram em branco.
      Há várias coisas que não faço. Ouvir discursos, sejam de Jerónimo ou de Paulo Portas. Para ficar agoniado, já basta ter que aturar as pieguices do cínico e mentiroso Passos Coelho, tal como os movimentos zombie de Cavaco.

      Sugiro-te calma e contenção. Parece que estás a querer fazer guerra comigo. Não acredito mas parece.
      Sobre a 'ponta de um pau de um astro porno', passo ao lado. Cada um fala do que acha que deve falar porém, não sujemos este espaço.

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    6. Caro Observador, então? Aquilo do espírito desportivo. Sentido de humor e tal. Não me parece que a Alexandra esteja a querer guerra consigo. Não disse há pouco tempo por aqui que conhecia bem a forma de estar da Alexandra. Até elogiou e tudo. Então?!

      Eu falo por mim, achei piada à expressão. Apenas isso. Nada mais do que isso. Talvez porque nunca tinha ouvido tal coisa ;)

      PS: Este espaço não se suja porque tem o tal saco pendurado no hall com sapatos para visitas. As pessoas têm que se descalçar obrigatoriamente :))))))

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    7. Por falta de material (aspas) saíu uma guerra com um sentido diferente. Tenho a certeza de que a Alexandra não quer fazer guerra (sem aspas).
      Não retiro uma vírgula ao que disse sobre a Alexandra. Mantenho tudo, tudinho, tudinho. O que não me impede, nem a ela, de 'cruzarmos fogo' - aspas no sítio - perante qualquer tema que valha a pena ser discutido.
      Só tenho espírito desportivo no desporto e desde que ganhe o Benfica :)
      Da expressão ... não gostei. Só isso.

      Ah, confirma-se a existência do saco com sapatos para visitas!?

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    8. Um sábado chuvoso cheio de aspas e vírgulas, portanto. As discussões são saudáveis. Sou completamente a favor. A favor desde que não incluam insultos.

      PS: Neste momento existe um sportinguista cá em casa, não teço quaisquer comentários acerca de clubes encarnados :)

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    9. Observador, observador tu que até tens nome de jornal parece-me que andas um pouco aziado! Pois no que toca a guerras não lhes acho grande piada, mas diga-se de passagem que o que se anda a passar merece tudo menos o meu respeito.

      Tens as tuas convicções, eu tenho as minhas e as minhas não se coadunam com estes jogos de barricar um governo que foi eleito pelo povo. Não ouves os discursos mas devias ouvir, mesmo da própria "angélica" Martins a quem se emprega o ditado popular: mulher pequenina é velhaca ou dançarina.

      O PS não governou já com uma minoria? Onde foi buscar o acordo de governação? Ao PCP ou BE? Pois é! A malta aportuguesada esquece-se que a base ideológica de determinados partidos não mudam, está enraizada nas entranhas profundas dos calabouços do tarrafal.
      Falei em tarrafal? Pois falei, tenho para mim que a rapaziada que nasceu na era fascista ainda está presa a esse passado e julga que PS e coiso e tal de foice na mão é o salvador da pátria. O senhor da Costa que entenda que governar um país não é como governar uma câmara e que comunas e bloquista apenas querem uma coisa arruinar com a malta que trabalha e tem algum dinheiro.

      Porque será que conheço tantos comunas que assim que puderam compraram Mercedes e BM's, não são eles adeptos da simplicidade da vida??? Não criticam eles as grandes fortunas do país?? Tenham pudor e vergonha na cara!

      E para finalizar, caro observador, a Alexandra não tem nada contra si nem pretende iniciar uma guerra. A Alexandra tem a sua opinião e não sou de direita, mas isso, não me impede de ver o resto porque não sou cega e não nasci ontem!

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    10. Vamos lá pôr ordem na mesa: só eu é que posso chamar caro Observador ao Observador que não sei se tem um carro caro ou não. Pronto, está arrumado e não se fala mais nisso :))))

      Quis trazer até aqui MFL e deu nisto. Acho que vou começar a falar só do passarinho piu-piu e da pintainha rosa e suas muchachas :D

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    11. Alexandra, apenas duas ou três coisitas.
      Não tenho nome de jornal. Chamo-me António, nome que muitas vezes já usaste para falar comigo ou para comentar o que eu ia dizendo.
      Mas referes-te ao Observador. Mesmo por aí não tenho nome de jornal. Quando o Observador jornal apareceu já eu Observador falava, andava e já tinha ido à tropa.
      Aziado, eu? Vê-se bem que não me conheces. Outra vez ... aziado eu? Vê-se bem que não me conheces.

      Alexandra, disseste o que pensavas, eu disse o que pensava. Ambos agimos segundo as regras democráticas - penso que se chama assim - e pronto, siga a dança.
      Não quero saber de partidos políticos. A única filação partidária que tive foi no já extinto MDP/CDE. No tempo em que os políticos eram do melhor.
      O resto diz-me pouco. Além do então PPD do assassinado Francisco Sá Carneiro, onde encontrei alguns pontos para reflexão, mais nenhum se perfila como minimamente credível.
      Acho que há gente muito boa e muito má em todos os quadrantes políticos.
      O que eu desejo é que o meu, o nosso País, tenha um futuro mais sorridente do que tem tido até aqui. E que o povo volte a ser considerado como pessoas e não como números e/ou coisas.
      E pronto, é o que se me oferece dizer neste momento em que o Sol vai espreitando e aquecendo a alma.
      Porta-te bem, Alexandra, que eu vou ver se consigo.
      Beijinho para ti.

      Maria, 'prontes', a malta é fixe e está tudo bem quando a malta é fixe.
      Beijinho para si também.

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    12. Um the end no inicio só para baralhar. The end! Repescando isto que aqui escreveu: "futuro mais sorridente".É nisso que as pessoas têm que se concentrar. Quando já se desceu tudo o que havia para descer a única alternativa é subir. Eu acredito que Portugal vai subir.

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    13. Beijinho António baby :D hahahahah

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    14. Eu sabia que isto ia terminar assim :)

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  4. Ai, ai, que às vezes, se nos faltar o jeito, o leite fica coalhado. :)

    Um beijinho :)

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    1. Tentando encetar um novo caminho neste post, digo-lhe, AC, que não bebo leite há muitos anos. Leite e carne vermelha. Bani "ambos os dois" da minha alimentação.

      Beijinho para si também :)

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  5. Já me cansei das falas de MFL que tal como muito fez e disse imensos disparates, mas assumir? Nunca vi nenhum a fazer esse gesto. De uma coisa a elogio: sempre foi fiel aos seu PSD!

    A minha leitura é que a maioria dos votantes fizeram-no no PaF e a seguir o PS e por aí fora. A culpa de toda esta confusão é do PR, que em vez de ouvir primeiro todos os partidos disse a PPC para ver se conseguiria reunir as tropas. E começou a barraca...PPC e PP ficaram quietinhos e o Rei António Costa com o cognome de " O ENDIVIDADO DA C.DE LISBONNE" resolveu arrancar sem respeitar sinais, faixas de rodagem e sobretudo velocidade e anda feita barata tonta.

    Não votei em nenhum deles, porque toda esta porcaria começou no simples boletim de voto que reparei num pequeno grande pormenor e que ainda ninguém me explicou: havia Partido à frente com o símbolo PaF, a meio PSD, em baixo CDS e quase no fundo o PS. Perante aquilo suscitou-me dúvidas, os votos do PSD e dos CDS foram somados aos da coligação Portugal à Frente? É que se assim for há duplicação de votos ou estarei a ver o filme ao contrário e confusa?

    O actual PS não é, nem de perto, nem de longe o PS antigo. Costa derrubou Seguro, que com o seu jeitinho de padre ia levando a água ao seu moinho. Convencido que venceria com a maioria absoluta numa campanha vergonhosa de avanços e recuos como todos sabem e nem vale a pena falar disso, anda metido numa "cebolada" a caminho de nenhures e quase que afirmaria que será o autor da divisão/destruição do PS.

    Estamos todos com a corda na garganta pelo desemprego, cortes e mais cortes, a dívida a aumentar, Portugal a ser vendido a retalho, milhares que emigraram e estas "marionetas a brincarem com a nossa saúde mental".

    Entendam-se pf e quando sair fumo branco digam que voltarei a ver e ler notícias desta novela aterradora e cansativa!

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    1. Fatyly, eu gosto de ouvir pessoas independentemente da sua cor partidária. Por exemplo, não sou do PCP e, gosto de ouvir Jerónimo de Sousa. Existe algo naquele homem que me diz que é um homem com carácter, mas, lá está, não sou do PCP. Se isso me impede de o ouvir? De forma alguma, antes pelo contrário. Acho que com este exemplo que dei dá para perceber como encaro a política. Política e não só. Como encaro a vida. Pode ter aqui e acolá uma qualquer tonalidade de ingenuidade, admito que sim, no entanto é assim que a vida me sabe melhor. Dou-lhe mais um exemplo, leio jornais online, mas não escolho os jornais por caírem mais para a direita ou para esquerda, o que me interessa são os artigos e as pessoas que escrevem esses mesmos artigos. Não sou influenciável. Nunca fui. Duvido bastante que alguma vez venha a ser.

      Gosto bastante do espaço de comentário de Manuela Ferreira Leite na TVI24. É uma mulher com fibra. Gosto de pessoas com fibra. Com fibra e ao mesmo tempo que sabem estar. Parece-me ser o caso. Parece-me, não tenho a certeza, não a conheço pessoalmente. Também não perco o "Eixo do Mal", divirto-me com eles. Muitos não gostam, eu não quero saber, gosto e está a andar. E mais exemplos existem. Vá-se lá saber porque é que vejo um debate político, um espaço de comentário político, como se estivesse a assistir ao melhor filme jamais produzido.

      Eu não acho que A.J.Seguro usasse de um jeitinho de padre, acho é que não tinha consistência. O discurso não tinha consistência. Precisamos de gente à frente do país que transmita firmeza. António José Seguro não transmitia essa firmeza. Na minha opinião, evidentemente. Também não me dou muito bem com discursos histéricos, ferem-me os ouvidos e afastam-me para longe de mesas de voto.

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