terça-feira, 20 de outubro de 2015

Devem as crianças atirar o pau ao gato ou não? (pergunta retórica)

Ouvi há relativamente pouco tempo um pedopsiquiatra (?) falar da protecção exagerada que existe hoje em dia em relação às crianças. Que se está a cair num exagero a roçar o ridículo. Não foram exactamente estas as palavras, mas a ideia era esta. Deu como exemplo a canção que quase toda a gente conhece, a do atirei o pau ao gato, mas o gato não morreu. Continuava ele com o argumento de que iriam sempre existir crianças que vão atirar paus aos gatos, mas não por causa de uma canção. Senhor doutor pedopsiquiatra, olhe que falou muito bem!

Esta é a nova versão do gato e do peixe e do eu e do to-to.


Temo que um dia destes, com tanta protecção, as crianças nem consigam andar de transportes públicos. Aos dezoito anos ainda  serão os pais a levá-os e buscá-los à faculdade. Com um bocadinho de sorte ao... Palácio de Belém.

6 comentários :

  1. Um pedopsiquiatra? Está (quase) tudo dito.

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    1. Escrevi pedopsiquiatra com um ponto de interrogação à frente porque não me recordo do nome. Sei quem é, é um profissional bastante credível, mas escapa-me o nome. Gosto bastante de o ouvir falar, parece que tudo faz sentido.

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  2. Pois, Maria, estamos a cair no ridículo e com atitudes dessas é impossível que as crianças cresçam de forma saudável e verdadeiramente felizes.
    Beijinhos

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    1. Estamos a construir um futuro de adultos sem quaisquer tipo de defesas. Incapazes de aguentar um não, uma contrariedade, stress. Protecção a mais é capaz de não ser lá muito boa ideia.

      Beijinho, Carpe.

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  3. Também vi e ouvi e subscrevo inteiramente. Julgo que seja o pediatra Mário Cordeiro de quem gosto imenso.

    Todas estas alterações de músicas que passaram de geração para geração e que ainda hoje sei algumas de cor têm sido alteradas, para ou pela protecção dos animais. As crianças sabem muito bem fazer a sua triagem se assim forem educadas, mas é um exagero em toda a linha daí muitas serem o que são.

    Bom dia

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    1. Vou pesquisar para saber se foi Mário Cordeiro. Conheço o rosto, mas o nome não fixei.

      Fatyly, tenho para mim que os animais devem ser protegidos com acções diárias e não através de canções inocentes. Inocentes como as crianças. Acho que a maldade está na cabeça dos adultos. Está sempre na cabeça dos adultos. As crianças de tenra idade não sabem interpretar canções. As pessoas que as escreveram não o fizeram com a intenção de que os animais sejam maltratados. Lá está, "o inferno são os outros".

      Tenha também um bom dia.

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