terça-feira, 20 de outubro de 2015

Coisas de avós que não interessam a ninguém

O meu avô costumava dizer-me que, gente com carácter, gente digna, jamais lutava com gente que não fosse do seu tamanho. Seria uma cobardia. Portanto, se eu desse um pontapé numa miúda mais pequena do que eu, em idade, em tamanho, que usasse óculos graduados, tivesse algum tipo de deficiência, e se porventura chegasse a casa e me gabasse desse feito, era ele próprio que me daria um valente pontapé. Percebi o que me quis dizer. Continuo a perceber.

Tal como na vida, nos blogs.

8 comentários :

  1. O seu avô sabia o que dizia, Maria. Mas, aqui só para nós, acredito que ele pensava que não se deve dar a outra face. ;)

    Uma boa semana :)

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    1. AC, o meu avô era um senhor sábio (penso que uma grande parte dos avós o são), ia à igreja ao domingo com a minha avó, no entanto isso de dar a outra face é que não era com ele.

      Tenha também uma óptima semana :)

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  2. O senhor seu avô era como muitos avós que, felizmente, deixaram/deixam grandes ensinamentos. O que é muito bom e permite aos netos reter coisas maravilhosas.
    Os blogues fazem parte da vida. Neles, encontramos gente que não teve desse tipo de avós. Gente que não olha a tamanhos para atingir as intenções.
    A questão dar a outra face não é fácil. Dizem que isso era mais com Jesus Cristo.

    Beijinho, Maria.

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    1. Vivi com os meus avós, a tempo inteiro, até aos sete anos, o que me permitiu reter algumas coisas. O facto de ter sido numa ilha ajudou-me a compreender e respeitar a natureza, os animais. Dizem que os primeiros anos de vida são fundamentais para absorver valores e princípios. Acho que nesse aspecto tive sorte com os avós e os pais que me calharam na "rifa". Bendita rifa, digamos assim :))

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  3. Concordo e entendo as palavras do teu avô, as mesmas que aprendi dos meus pais e do meu avô materno, porque a minha avó não me gramava nem com molho de tomate. Hoje acho que muitos avós permitem tudo ou quase tudo aos netos e como à dias ouvi uma que tinha achado graça ao neto ter atirado com o prato da sopa porque não queria. Sinceramente se faz e permitem com dois anos o que será mais tarde? Enfim.

    Faço o papel de avó e avô, mais com as duas mais velhas como sabes...e não admito muita coisa e para além de lhes dar imenso carinho e colo, se for preciso sai um castigo ou uma palmada seguida de uma boa conversa. Também não fujo às regras dos pais, por exemplo só comerem doces ao sábado.

    Agora conto-te esta pequena coisinha: a regra dos meus pais era não aceitar boleia de ninguém, mas de ninguém mesmo na ida e vinda da escola a pé. Vinha eu e o meu irmão e para o meu tio (irmão do meu pai) para nos dar boleia. Não aceitamos e seguimos sem olhar para o lado. O meu tio chegou primeiro e depois chegamos os dois e o meu pai só nos disse: obrigado filhos por cumprirem as minhas ordens e que julgo serem as melhores para vós.

    Um bom dia

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    1. Olhe que essa regra das suas netas só comerem doces ao sábado não está nada mal vista. Lá está, são sempre os pais que põem os filhos no caminho certo. Ou, pelo menos lhes dão as bases. Gosto muito de pais assim, pais que sabem educar e não se deixam levar por exigências de gente que ainda não está em idade de exigir coisa alguma.

      As regras, conversar, isso é que é de valor. Não deixar sequer os filhos a partir de uma determinada idade andar de transportes públicos, é como se se estivesse a preparar adultos que num futuro próximo não vão sequer conseguir enfrentar um inverno mais rigoroso. O que quer que inverno rigoroso queira dizer.

      Tenha também um bom dia, Fatyly.

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  4. Sábio conselho o do senhor seu avô, Maria! Segui-lo vida fora, e em todas as circunstâncias da vida, é a maior homenagem que lhe pode prestar.
    É, ou não, Maria, ora diga lá?!
    Ó,ó, se é!

    Continuação de um bom dia.

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    1. Já não o posso seguir, GL. O meu avô já morreu. Dando um passo atrás, sigo aquilo que me deixou. Recordações vivas.

      Bom dia para si também.

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