segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A RTP1 nas noites de domingo calça as luvas de box e dá pancada na TVI

Uma pessoa sintoniza a quinta e fica derreada por ainda não ser sexta. Também, quem é que foi a cabecinha pensadoira que se lembrou daquela coisa da Quinta. Os reality-shows já eram. Acho que só o canal quatro é que ainda não percebeu. Teve os seus tempos áureos, porque teve, mas, como em tudo na vida, neste momento cansam até aqueles fervorosos consumidores deste tipo de programas.

Uma pessoa dá-lhe para espreitar a quinta, porque uma pessoa gosta de cães, mas, cães, nem vê-los. Nas quintas modernas os cães já não têm lugar. E na falta de cães e quem sabe gatos, resta-lhe contemplar as moscas, os mosquitos, as melgas, as osgas e as lagartixas, no entanto adormece passados cinco minutos tal é a excitação do que por ali se passa.



Tenho quase a certeza que 
a vida sexual da libélula consegue despertar mais interesse. 





aparte: nokititas só para si, o the voice da RTP1 vale vinte e a quinta vale zero, é a vida... lamento.

12 comentários :

  1. Enquanto Teresa Guilherme estiver lúcida e ser dona de grandes amizades (e interesses), os 'tevêtuga' estão nas 'sete quintas'.
    Não é preciso esticar muito a pestana para perceber que qualquer 'The Voice' bate aos pontos as inferioridades televisivas.
    Desta vez e por enquanto, a RTP dá cabazada.

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    1. Não diga mal da tal Quinta, caro Observador, senão dizem que é ridículo e que só sabe dizer mal das coisas, menos de si próprio. Explicação para esta introdução: apareceu-me aqui alguém com um perfil não disponível, aquele ali do aparte em cima, um(a) nokititas (as pessoas dignas usam sempre princípios não disponíveis) que ficou muito irritada(o) porque eu acho aquilo da Quinta o programa mais inútil que alguma vez passou na tv. E só vi dez minutos, olhe se me tivesse dado para ver tudo, aposto que dava um fanico ao perfil não disponível que não publiquei. A dificuldade que pessoas adultas têm para aceitar que nem todos são engraxadores, que nem todos dizem a tudo que sim, é impressionante.

      Meta cabazada nisso.

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    2. Dizerem que sou isso tudo? Ó pra mim em estado de choque! E era o que faltava dizer mal de mim próprio. Para essa tarefa - dizer mal de mim - já estão na fila dezenas de figurões(onas). Ah pois é!

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    3. Eliminei dois comentários desta pessoa com uma verticalidade muito lá para cima. Como fechei o blog a anónimos agora arranjam maneira de comentar com perfis não disponíveis. Muitos perfis não disponíveis tem esta gente! Adivinhe que posts é que resolveu comentar com um travo a fel e a tentar arrasar?! O costume, portanto. Foi este e o do link de ontem, o do hate-blog-a brincar. Veja lá se esta pessoa se preocupou com o post dos sem-abrigo. Claro que não. Há lá tempo para os problemas reais dos outros. Lá está, a blogosfera continua a ser lindaaaaa ;)

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  2. Realmente os reality shows são coisa do passado. Já não há paciência para os "dramas" dessas personagens. Ainda não passei os olhos pela quinta mas também não estou com vontade nenhuma!
    Beijinhos, Maria

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    1. Carpe, sou daquelas pessoas que não diz mal só por dizer, quem acompanha o que escrevo há algum tempo sabe disso. Dou-me ao trabalho de ver. Não critico programas ou pessoas de forma básica e gratuita. E esta coisa a que chamam programa é medíocre. Ponto.

      Este tipo de programa perde audiências a cada dia que passa porque começou a ser demasiado encenado, manipulado, perdeu o seu lado genuíno, as pessoas percebem muito bem isso. Não são idiotas. Já perguntei a muita gente só por curiosidade e ninguém gosta.

      Beijinho :)

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  3. Olá se dá! Ó,ó e com que justiça!
    É caso para dizer: cada um come do que gosta, mas que há gente com um gosto refinadissímo, lá isso há.

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    1. GL, estou convencida que o formato Quinta até resultaria se os participantes fossem outros. Apostam sempre no mais do mesmo. E, está na hora de mudar de apresentadora. A Teresa Guilherme é uma excelente apresentadora, só que já tem demasiados vícios adquiridos. Tudo soa a falso.

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  4. Vi pouco mais de dez minutos da Quinta (acho que os animais de quatro patas superam todos os de dois), uma meia hora do Voice (on de um tal gritinho agudi "óiéééé" incomoda-me e desisti por completo. Prefiro o "Peso Pesado" que sempre aprendo alguma coisinha e do anteontem ver as tentativas de surf pensei que até eu seria incapaz :)

    Um bom dia e vou agora para o meu SOS-Avó

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    1. Admito que espreitei a Quinta porque a história dos animais e cuidar dos mesmos, é interessante. Só que o resto não é. Uma pessoa está a fazer zapping dez minutos depois. O Peso Pesado até seria interessante, só que faz aflição aquela exposição toda de gente adolescente.

      Tenha também um bom dia, Fatyly.

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  5. Não acho que seja "coisa do passado", só que esta quinta tem 2 problemas: 1 não tem um diário em horário nobre que permite a grande maioria acompanhar o degredo durante a semana - e sem acompanhar a história, não há interesse nos diretos: 2 os famosos neste tipo de programa não o fazem resultar tão bem quanto os anónimos.
    Para mim ótimo, que realmente não há paciência e adoro o The Voice e gosto de ver que um programa de qualidade é aposta da RTP e é aposta ganha.

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    1. BG, vou apanhar a parte final do seu comentário, aquela "adoro o The Voice e gosto de ver que um programa de qualidade é aposta da RTP e é aposta ganha". É mesmo uma aposta ganha, mau seria se a RTP apostasse em reality-shows que, para mim, nada mais são do que um espectáculo degradante. Parecem-me sempre "ratos" (peço desculpa pela comparação) num laboratório. No entanto vi o primeiro big brother, lá está, existia por ali algo muito genuíno, quer da parte dos participantes, quer da parte da própria apresentadora. O passar do tempo, as encenações, as manipulações de ambas as partes, acabaram por destruir um formato que resultava. E resultava porquê? O estado puro das coisas resulta sempre, quando alguém só para ganhar mais dinheiro vai misturando substância duvidosas termina sempre num... já foste, ou, já era.

      Agrada-me que devagar se comece a voltar ao estado genuíno das coisas. Que se comece a apostar na qualidade e não tanto na quantidade. Os portugueses merecem. As pessoas por vezes consomem lixo televisivo porque o lixo televisivo está mais à mão. É preciso não esquecer que muita gente não tem possibilidade de ter tv por cabo. É preciso não esquecer que a solidão abunda pelo país. E a solidão por vezes alimenta-se de pastilha elástica. O mastiga e deita fora.

      Sim, lá nisso é capaz de ter razão, em horário nobre chega mais às pessoas. Pôr no ar um diário à meia-noite quando as pessoas têm que se levantar cedo para trabalhar na manhã seguinte, não faz qualquer sentido. Mas pronto, as pessoas que estão à frente da TVI lá saberão como fazem as coisas. Quem sou eu...

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