quarta-feira, 23 de maio de 2018

Este post tem o alto patrocínio da Ironia ou, da Erronia



Capa do livro: da autoria de Júlio Pomar - artista plástico/pintor (estava capaz de comprar o livro só por causa da capa).
Prefácio: da autoria de um ex-presidente; ex-sindicalista; ex-metalúrgico, brasileiro. Muitos ex- para um só homem.
Posfácio: da autoria de um filósofo português a sério.
Autor do livro: de um outro "filósofo" português que nos diz que confiar no mundo é preciso - diz o mundo a cru, porque razão não te calas tu?!
Verbo: Confiar desconfiando - eu confio desconfiando/tu confias desconfiando/ele confia não desconfiando que muitos confiam desconfiando.
Autora do post: Uma Maria que já se deixou dessas coisas. Dessas de confiar no mundo e nas pessoas que vivem lá dentro.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Gostei de ouvir ontem Miguel Sousa Tavares dizer que:

O que se passou em Alcochete não foi um acto de terrorismo - não me lembro de quais foram as palavras exactas usadas por MST -, o que pretendeu transmitir é que o termo terrorismo é de certa forma exagerado. 

Como também eu pensei o mesmo mal ouvi nas notícias, no primeiro dia, que tudo aquilo teria sido um acto terrorista, não pude deixar de concordar. Terrorismo é outra coisa, e quando se começa a banalizar as palavras desta forma, as palavras como que perdem todo o seu peso.

O que se passou em Alcochete foi de uma enorme gravidade. Ponto. Tem de ser tratado como um assunto de enorme gravidade. Ataques terroristas foram aqueles que se passaram em Paris, Londres... ataques esses que roubaram a vida a muitas pessoas de forma cobarde e definitiva. Isso é terrorismo. Para mim, claro.

(eu não digo que a vida está de uma baralhação de todo o tamanho)

segunda-feira, 21 de maio de 2018

(devo ser a única pessoa em Portugal que, admite, publicamente, não saber quem foi António Arnaut)

... mas pronto, como diz o velho provérbio: quem diz a verdade não merece castigo...

(bom, neste momento já sei, mas achei que seria muito desonesto da minha parte aquela coisa de me fazer muito sabedora se realmente não fazia ideia de quem era)

Das expressões mais sem sentido que ouvi ultimamente: "comida de conforto"

De há uns anos a esta parte, começaram a inventar-se modas que vão sendo um género de modas descartáveis. Descartáveis no sentido de deitar-se aquilo fora definitivamente com a intenção de que, a reencarnar, que pelo menos reencarne em algo útil e que não nos atire para uma sociedade toda ela plastificada e sem sentido. A sociedade neste momento parece uma sociedade em modo barata tonta e com isto da "comida de conforto", arrisca a transformar-se numa barata tonta com excesso de peso.  

sábado, 19 de maio de 2018

O olhar de um homem apaixonado. A agora Duquesa de Sussex, mais conhecida por Meghan Markle, quando mostrou ao mundo que menos é quase sempre mais

Nada de decote demasiado revelador à frente, nem de decote demasiado profundo nas costas. Vendo bem, quase não existem decotes, algo que só revela bom gosto. Nada de rendas, folhos, cais-que-cais, lacinhos, transparências, brilhantes, lantejoulas, assimetrias, pele em catadupa à mostra. Nada de nada. No entanto olha-se para, a agora Duquesa, ao lado do seu, agora Duque, e pensa-se, ou neste caso eu penso: a simplicidade, ou aparente simplicidade, ou complicada e meticulosa simplicidade quando tem como aliada o bom gosto não precisa de mais nada. 

(temos um Príncipe apaixonado, ou um Duque apaixonado, nada bate o olhar de um homem apaixonado, verdadeiramente apaixonado - mulher que nunca sentiu isso na pele é porque nunca viveu realmente, convém experimentar nem que seja uma única vez na vida...)


domingo, 13 de maio de 2018

Cá vou eu dar uma dica às dicas das decoradoras lá dos interiores


Mais concretamente a uma decoradora de um programa em que entra a Bárbara Guimarães de que agora não me recordo o nome, ou recordo-me vagamente. Penso que é um: e agora o que é que eu faço? Não é um programa daqueles de se lhe tirar o chapéu no que a decoração, remodelar, diz respeito, mas come-se. Ou vê-se.

Dizia às tantas esta decoradora na parte da arrumação de livros em estantes que:

1. a) e b) Aconselha arrumar os livros na horizontal e aconselha também - grande catrefada de conselhos que me impingiram de uma só vez nesta manhã de domingo - que as lombadas fiquem arrumadas por cores.

2. Aconselha que as telas não sejam penduradas nas paredes, mas sejam encostadas em cima das estantes. Acho que aquilo é muito à frente.

*
Maria, eu portanto, acabei de chegar à parte da malhação.

1. a) Arrumar os livros na horizontal implica que se eu quiser ler um livro que se encontre em último ou em penúltimo lugar a contar de baixo, tenha de retirar toda a pilha de livros que se encontra em cima. Coisa que não só implica desgaste, rouba tempo, e é capaz de deixar os nervos de uma pessoa todos esfrangalhados. Pode resultar para quem tem meia dúzia de livros e muito provavelmente nem sequer os lê, no entanto não resulta para que tem muitos, que é o meu caso. Tenho livros na horizontal, mas são dois ou três que se encontram em cima dos que estão bem arrumados na vertical e isto por falta de espaço lá na rua dos livros.

1. b) Arrumar livros com as lombadas por cores - a ver se tomo um calmante e um copo de bagaço antes de me debruçar sobre esta temática deveras fracturante -, ó senhora decoradora das dicas meio estranhas, quem é que goste de ler a sério, mas mesmo goste de ler a sério, se lembraria de coisa mais supérflua, sem sentido, do que essa coisa de arrumar livros tendo em conta a cor das lombadas? não me diga que as pessoas quando compram livros, não os compram porque gostam do autor, mas porque a lombada do livro é cor-de-rosa e fica mesmo bem com os cortinados da sala que são em verde seco estaladiço?

2. Esta moda das telas encostadas e não penduradas é de uma enorme falta de segurança, isto se se colocarem, como foi a sugestão da decoradora em questão, em cima de estantes. E vai que existem crianças em casa, aquilo com um encontrão sem querer na estante e lá vem a tela por ali abaixo direita à cabeça dos mais pequenos. Se for uma tela valiosa, é a cabeça e a tela que vão à vida. Um dois em um, portanto. E se se dá um leve tremor de terra, é ver telas a saltar de cima de estantes para cima das pessoas e dos animais. Um festival de alegria e cor. São as lombadas coloridas a dançar o malhão malhão com as telas muito à frente. Termino dizendo que não desgosto de ver quadros grandes, telas em formato também ele grande, encostadas a uma parede, mas no chão, num local onde se encontra um vazio que precisa de ser preenchido de forma intimista, digamos assim. 

*

Só numa coisa concordei com esta decoradora, luzes amarelas sempre, é uma luz mais confortável, porque isto de usar luzes brancas em casa, deixa uma pessoa aos tremeliques-iques-oques. Luz branca é uma luz muito agressiva. Fria. Não gosto, portanto. Tendo em conta que já existem luzes amarelas económicas... As luzes brancas deveriam ser proibidas por toda a cidade, em restaurantes, cafés, lojas, supermercados, caramba, por vezes uma pessoa entra em certos locais e só consegue aguentar com todo aquele foco de luz branca em cima, de óculos de lentes muito escuras. Deixa o sistema nervoso a ferver. Eu sei, tenho um sistema nervoso muito sensível. Não tenho culpa, agora é tarde, já não aceitam devoluções.