sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Coisas que me assaltam o pensamento e que não devo escrever (mais o anúncio do fecho deste blog em modo permanente)

Para além daquela mais do que óbvia de não concordar com isto de fiscalizar tudo quanto é português nas suas contas bancárias, contas que tenham mais de 50 mil euros, sim, não concordo que se coloque no mesmo patamar gente honesta e gente que não o é. Existe gente honesta que ganha bem e terá na sua conta muito mais do que isso, e sabendo o fisco a proveniência desse dinheiro, se foi fruto de trabalho e sendo fruto de trabalho dá-se aquilo do depósito bancário, se foi herança, se foi um prémio qualquer ganho em jogos daqueles como o euromilhões, lotarias e afins, dizia eu que não entendo que hoje em dia as pessoas tenham de ser permanentemente vigiadas, que entrem nas suas vidas sem pedir licença, como se de verdadeiras criminosas se tratassem. Todas. Sem excepção. Deve ser isto aquilo de se viver em igualdade.

Já por outro lado, concordo que pessoas que nunca trabalharam na vida e de repente têm dois ou mesmo três carros topo de gama, que viajam todos os anos para locais onde viajar custa quase os dois olhinhos da cara, que oferecem aos filhos tudo o que é de marca, que... que... essas sim, sejam motivo de apertada vigilância.   

Existe muita coisa que não entendo, ou entendo e faz de conta que não. Cada vez mais percebo menos de pessoas. Ou cada vez mais tenho intenção de perceber menos de pessoas. As pessoas desiludem-nos. Ou não. Se calhar está na altura de chutar ilusões para longe. E pessoas. Também.


Este foi o meu último texto, abandono, assim, de vez, o mundo da blogosfera, da Internet.
Às pessoas que muito contribuiriam com as suas opiniões, o meu muito obrigada. Sincero.