segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Embaralhações (Isaltino Morais; Carlos Cruz; Renato Seabra)

Existe algo de comum nestes três homens, independentemente do crime que cometeram, não vou colar à palavra crime o alegadamente porque foram efectivamente condenados e cumpriram pena - um deles ainda cumpre - escrevia eu que existe algo de comum, esse algo foi um Tribunal ter decretado que, por a + b, ou por b + a, deveriam ser presos. 

Se um Tribunal e o seu colectivo de juízes consegue reunir provas que levem à detenção de pessoas, e sublinho o facto da tal reunião de provas, então quem sou para pôr em causa?! Sou uma pessoa comum que precisa e quer acreditar que a justiça portuguesa funciona, que os nossos tribunais funcionam, não tenho como não voltar a sublinhar o facto do precisar de acreditar, do querer acreditar. Quando algo falha nos tribunais, nas sentenças proferidas por juízes, então o caminho teria de ser revisto. Todo revisto. Coisa que é bem capaz de nos fazer andar para trás, bom, talvez não, talvez seja mais de nos fazer andar para a frente. Sem precipitações. Claro.

A razão que me levou a abordar este tema, um tema de embaralhações que são mais do que muitas e tendem a deixar todo um estado neuronal em polvorosa, prende-se com isto que se segue:

Primeira embaralhação  - caso Isaltino Morais
Isaltino Morais foi condenado a sete anos de prisão efectiva por fraude fiscal, abuso de poder, corrupção, branqueamento de capitais e mais um ou outro pozinho cintilante, no entanto, e é isso que não compreendo, talvez eu seja um caso perdido no que à compreensão diz respeito, Isaltino Morais cumpre a sua pena (até sai mais elegante em magreza, com um ar bronzeado e uns olhos brilhantes, o que nos leva a pensar que o sol aos quadradinhos não é mau de todo), recandidata-se à sua e muito sua, mais sua não existe, Câmara de Oeiras e, pasme-se, não sou vence com um pé às costas, como vence com maioria absoluta. Foi aplaudido de pé por todo um auditório. Isto é obra! O que realmente não entendi é se os aplausos de pé foram na onda de aplaudir a corrupção, a fraude fiscal e os demais pozinhos, ou se era para o homem propriamente dito a quem, dizem alguns, se deve a inclusão numa sociedade que se quer justa. Fixei-me ali na palavra justa e apeteceu-me pôr o pé a fundo no acelerador, só que mulher prevenida deve andar a 30km hora dentro de uma sociedade onde o sol não brilha para todos, só brilha para quem percebe muito de sol. Para gente licenciada em sol, com variadíssimos bacharelatos escaldantes.  

Segunda embaralhação  - caso Carlos Cruz
Carlos Cruz que foi condenado a seis anos de prisão por crimes de abuso sexual de crianças, ainda deixa muita gente na dúvida se realmente foi apenas um bode expiatório em todo o processo Casa Pia, ou se é um homem extremamente inteligente, calculista, que conseguiu, pelo menos, deixar no ar e na cabeça de muita gente para sempre uma grande dificuldade em acreditar que aquele que era a figura mais mediática do país na altura, escondesse algo tão sinistro. No entanto o Tribunal decretou que sim, que deveria cumprir pena, as pessoas respeitaram a decisão, umas sentindo que afinal sempre se faz justiça em Portugal porque no toca a crimes de abuso sexual de crianças uma grande maioria tende a não desculpar, muito menos a compreender. Outras nem por isso. Existem sempre outras. É a vida a acontecer lá pelo caminho das outras também. Ámen!

Diz-se agora que Carlos Cruz está internado num hospital de Lisboa, luta contra um cancro no fígado, logo, algumas pessoas, prontamente e provavelmente amigas de Carlos Cruz apressam-se a dizer que o povo português não pode desejar coisas terríveis, que uma pessoa a sofrer com uma doença terrível destas tem que ser poupado a mais julgamentos, eu até compreendo, não sou pessoa de pisar em alguém quando esse alguém já se encontra na mó de baixo, o que eu acho mas não tenho a certeza é que para a grande maioria das pessoas é indiferente, é indiferente o sofrimento porque associam àquilo do abuso de crianças, quando envolve crianças o perdoar para muita gente nem sequer se coloca. 

Compreendo e acho que as pessoas amigas de Carlos Cruz estão no seu direito de o defender, não peçam é demasiado às pessoas, deixem-nas respirar, também estão no seu direito. É que muita gente por aí já perdeu familiares, amigos, com cancro, pessoas que não tinham nem uma sequer condenação em cima. Alguém falou nelas? Alguém as defendeu? Pois. Não são ninguém. Compreendo.

Terceira embaralhação  - caso Renato Seabra
Renato Seabra foi condenado a 25 anos de prisão pela morte de Carlos Castro, morte essa com contornos demasiado terríveis. Quer se gostasse ou não do cronista social, no meu caso admito sem qualquer problema que era personagem de que não gostava, algo de tóxico existia no ser em questão, a meu ver, no entanto isso não é motivo para se bater palmas, fazer piadas de mau gosto em torno da morte de alguém. É tão reveladora toda a encenação protagonizada por Renato Seabra, quanto é o facto de alguém gozar com aspectos do próprio crime. Se formos analisar bem, se calhar andamos muito próximos uns dos outros no que a crueldade diz respeito, uns acabam por praticar, outros ficam-se pelo pensamento. Ah, mas é bem diferente. Claro que é. Tenho a certeza que é, por isso é que existe mais gente fora do que dentro de sóis aos quadradinhos.

O que acho muito estranho  é que uma produtora de Cantanhede, naquela de aproveitar a ocasião, no aproveitar é que está o ganho, dizem muitos alguns, começasse a comercializar um vinho de seu nome Galifões dedicado a Renato Seabra. Galifões? A sério? Galifão no sentido de macho mais macho não há? Verdade? Se isto não desse para rir, a explicação do amigo de infância de Renato Seabra para a escolha do nome do vinho daria uma verdadeira comédia, comédia daquelas muito... reles. 

Canseira, isto, de embaralhações que nos moem a alma!

domingo, 14 de janeiro de 2018

Provérbios à beira da falência

As pessoas interiorizaram que o ataque é a melhor defesa e, vai daí, andam esbaforidas, com um olhar que parece que meteu a segunda, logo à primeira, nisso de esgrima em cama de ódio - raio de frase que acabei de escrever - bom, o que eu queria escrever neste domingo frio, de céu azul e ainda que o mar enrole na areia e a areia não esteja com meias medidas e dê um valente sopapo (sopapo, também é coisa para ser valioso, isto hoje, vai) no mar, eu acho que atacar sempre, quando por vezes não existe ali nada que nos impulsione, nos grite, que precisamos de nos defender, é extenuante. Extenuante para o próprio. E ainda mais extenuante para quem já não tem paciência alguma para pessoas que só interiorizam aquilo que mais lhes convém.

Neste momento convém-me interiorizar que tenho ali à minha espera um posta pequena de salmão e brócolos al dente. Sim, também uso dentes para trincar os brócolos. The end que se faz tarde para o almoço, quem não gostar de estrangeirismos é favor de os comer em modo sopa a nadar em gengibre moído. Gengibre sabe nadar, Yo!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Uma história que tem como protagonista a H&M, carneirada até dizer chega e uma camisola lindinha para forrar o caixote de lixo

No dia em que deixarmos de nos papaguear, ou seja, no dia em que deixarmos o modo carneirada e conseguirmos pensar pela nossa própria cabeça, esse, será, decididamente, o dia em que o mundo começará a mudar. Até lá, não continuaremos na mesma como a lesma, continuaremos um pouquinho mais devagar, se é que isso é possível.

Começo por escrever que não sou cliente da H&M, nunca fui e não pretendo ser, não é marca que me diga alguma coisa, não é marca que me seduza, não lhe encontro grande qualidade, é provavelmente das poucas lojas onde nunca entro sempre que me desloco a um qualquer centro comercial. Dito isto sinto-me completamente à vontade, com total liberdade, para me pronunciar sobre um assunto que não me belisca, ou seja, se eu tivesse um qualquer acordo publicitário com a marca, obviamente (por favor pintar este obviamente com ironia bem escura) que não iria dar um tiro no meu próprio pé, iria com toda a certeza defender a marca usando de uma parcialidade que não se quer. Eu pelo menos gosto de gente imparcial, e quando se gosta de gente imparcial seja em que área for, é porque nos movimentamos com o mesmo tipo de política. 

Dito isto vamos a isto e à polémica em torno de um miúdo negro - sim, eu digo negro, não digo preto, aliás nem negro nem preto digo, tenho este péssimo hábito de não rotular pessoas, normalmente chamo-as pelo nome próprio, sei, sou uma extraterrestre, uma extraterrestre assumida. Tal como não digo aquela gorda, tal como não digo aquele paneleiro (peço desculpa por o termo usado), tal como não digo de uma criança com síndrome de Down ou trissomia 21, a atrasadinha mental, tal como não digo de uma criança disléxica que é burra... 

As pessoas, sejam elas crianças, sejam elas adultas, têm nome e têm problemas, muitas delas têm defeitos que podem passar por ser físicos, mentais; doenças que podem passar por as limitar de certa forma; heranças de um passado com um peso e uma carga demasiado pesada, demasiado pejorativa, se é que o termo pejorativo já não engloba em si todo um efeito devastador, e essas heranças quer queiramos quer não ainda se fazem sentir em pleno séc.XXI, falo de racismo, mas também poderia falar de homofobia, xenofobia, e outras fobias escondidas no politicamente correcto. Somos, quer queiramos quer não, um país que se esconde no politicamente correcto, a verdade é que acho que, nós, os portugueses, e sim, uso o plural porque enquanto o número de pessoas homofóbicas, xenófobas, racistas e por aí fora, for superior ao que um país dito de primeiro mundo deveria comportar, então o uso do plural terá o seu lugar cativo, um lugar que a meu ver nada dignifica.

Por muitos discursos politicamente correctos neste onda: vejam lá que eu até tenho um amigo/a que não se importa que eu lhe chame preto/a. Ou: vejam lá que eu até sou homossexual e rio imenso quando alguém me chama paneleiro (peço desculpa novamente pelo termo, mas se as pessoas insistem que se deve chamar os bois pelos nomes, quem sou eu...), tenho um enorme sentido de humor. Ou: vejam lá que eu sou cadavérica, muito muito magra mesmo, e acho imensa piada quando alguém me chama anoréctica, aquilo para mim não é um insulto, é um elogio, ser magra nos dias que correm é um must. Ou: vejam lá se eu me importo que me chamem gorda/o, os gordos são as pessoas mais bem dispostas do mundo, acrescendo o facto de poderem comer tudo o que lhes apetece. E outras coisas semelhantes....

Quando somos aquilo de 'normais', o que é que ser normal queira dizer, e até somos adultos, logo podemos fazer as nossas próprias escolhas, escolhas do género: queres chamar-me gordo, estás à vontade... Queres chamar-me preto, estás à vontade... Queres chamar-me de atrasado mental, estás à vontade... Se sou adulto... estou à vontade para o permitir. O que não se pode nunca fazer é vestir uma criança negra com uma camisola e uma mensagem que diz 'o macaco mais fixe da selva', porque a criança vai ser humilhada, a criança por ser criança não vai saber lidar com a situação, e ironia das ironias, por a mensagem se encontrar escrita em inglês, provavelmente vai ser gozada e humilhada por adultos, e isso, meus senhores e minhas senhoras que querem defender a marca H&M, não se faz. 

Sim, foi pura estratégia de Marketing - o falem bem, falem mal, mas falem de mim. Ah e tal e as pessoas por detrás da marca entrariam em tal coisa? Não são assim tão burros! Pela forma como muitas marcas gerem o seu negócio nos dias que correm eu tenderia a confirmar a parte de serem efectivamente burros. Que tal uma nova camisola com a mensagem - desta vez para adultos - nesta base: somos burros, mas como somos fixes não nos importamos.

(esta imagem não está desfocada, é assim mesmo)


(quem quiser ler a notícia é entrar por aqui)


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Porque é que o caso da IURD não teve o mesmo impacto que o caso Raríssimas nas chamadas redes sociais?

A polémica em torno do caso Raríssimas acendeu até as mais altas esferas, já o caso IURD não causou sequer nas chamadas redes sociais que, ao que parece, tudo incendeiam por vezes, um terremoto de fraca magnitude. 

Isto, para quem diz que as redes sociais só gostam de polémicas, alimentam-se de polémicas é, no mínimo, estranho. Ou então tem uma qualquer explicação que me ultrapassa.

Não faço a menor ideia se se incendiou lá para os lados do Facebook - não tenho Facebook, gosto de me manter o mais possível longe de queimadas descontroladas - ou se muita gente, tal como eu, não entende uma suposta igreja que pede um tal de dízimo (portanto um décimo do ordenado, pensão, penso eu) às pessoas. Pessoas essas que serão pessoas, muito provavelmente, já com fracos recursos financeiros. Pessoas muito debilitadas a todos os níveis. A debilidade de alguns é a fonte de rendimento de muitos. Não sei, digo eu que por vezes me dá para dizer coisas sem ter a rigorosa certeza de coisa alguma. Apenas certezas de realidades que me entram pelos olhos adentro sem pedir licença nem nada.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Dos Globos de Ouro 2018... (existiram três mulheres que decidiram não vestir de preto)

Uma delas foi Blanca Blanco, actriz, que ao receber criticas por não ter aderido ao protesto, respondeu que 'o problema é maior do que a cor do meu vestido'. Eu cá diria que o problema é exactamente a falta de... vestido. A elegância está lá, no corpo, pelo menos, agora o outro tipo de elegância é inexistente. Um vestido para ser elegante tem que fingir que mostra, não mostrando, se um vestido mostra tudo, o caminho para a elegância perdeu-se algures. Vai daí achar que Blanca Blanco tem um tipo de esperteza demasiado corriqueira, quando Blanca Blanco está a caminho, já muita mulher foi e tornou a voltar.

Quase a terminar o que aqui me trouxe, resta dizer que não sou homem nem nada, não sei por que razão decidi acrescentar esta parte. E também não sou puritana, não que tenha que me justificar mas este achega é para demover qualquer tipo de critica nesse sentido, do que gosto assumidamente, é de elegância. E de gente que sabe separar águas.



(para saber quais foram as outras duas mulheres que também não vestiram de preto, é entrar por aqui)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Hoje vou voltar-me para o lado das pessoas que são contra os turistas e o turismo e não sei o quê

Existem muitas coisas que me fazem confusão, e esta de existirem pessoas neste país que dizem sentir-se muito incomodadas com os turistas que, parvos eles, decidem escolher Portugal como destino turístico e assim, parvos outra vez, eles, apenas eles e somente eles, ajudar a nossa Economia a crescer, é coisinha para me deixar cá com os nervos todinhos esfrangalhados.

Continuamos numa de ser pobres e continuamos a fazer questão de ser uns eternos mal agradecidos. O peso que o turismo tem na economia portuguesa, o facto de ajudar sobremaneira determinadas actividades ligadas a este sector, o facto de criar inúmeros postos de trabalho entre a malta mais nova, embora muitos desses postos de trabalho sejam sazonais, no entanto sempre ajuda e faz com que - olhai senhores os lírios do campo tão lindos e floridos - as capas de determinados jornais possam exibir em letras garrafais mais garrafais não há que, o desemprego continua a descer, sim, é verdade que desce, convém é riscar dali o continua, e prosseguir com a verdade mais verdadeira que se conseguir. A verdade que as pessoas que moram neste país conseguirem aguentar. Eu acho que aguentamos a verdade, acho, inclusive, que agradecemos essa verdade. Aliás, algo me diz que muitos de nós já descobriram essa verdade. É só um palpite.

Ah e tal - dizem muitas pessoas - não se aguenta ir ali para o Rossio, Restauradores, Av. da Liberdade, bairros típicos de Lisboa, bairros históricos e outros pontos turísticos onde se concentram resmas de turistas por metro quadrado, não se aguenta, dizem as pessoas extremamente incomodadas, a arfar, ouvir falar todas as línguas menos o português. Pois, até compreendo porque já constatei esse facto só que, pasme-se, não me incomodou rigorosamente nada. Os turistas não me atropelaram ao contrário de muitos portugueses que só não nos passam por cima porque lá nos conseguimos desviar a tempo; não me faltaram ao respeito em nenhuma ocasião, ao contrário de muitos portugueses que andam cada vez mais agressivos, com vontade de pegar em armas à menor contrariedade e enviar-nos com selo colado na testa desta para melhor, ou pior, depende do ponto de vista de cada um. 

Qualquer coisa me diz, mas essa qualquer coisa pode estar em dia pouco iluminado que, se as pessoas não estivessem sempre enfiadas em centros comerciais e se voltassem mais para frequentar as ruas da cidade, museus da cidade, esplanadas, restaurantes, teatro, concertos e coisas semelhantes, talvez, talvez e talvez, se começasse a ouvir falar numa quantidade mais equilibrada tanto o português de Portugal como outras línguas. Talvez.

(e não me venham falar dos ordenados que são baixos e não dá para ir ao teatro, museus e não sei mais o quê, porque as lojas dos centros comerciais continuam a facturar e bem)

E outra vez o chato do talvez. Talvez o problema não seja da quantidade de turistas, talvez o problema seja mesmo nosso e deste espírito pequenino, mesquinho, que continua a habitar em cada um de nós. Não me apetece sequer imaginar o dia em que as ruas, esplanadas... estarão vazias, ao abandono, por falta de turistas, imagino a quantidade de pessoas sentadinhas em casa com a sua manta nos joelhos, a ver novelas, a maldizer esta coisa dos parvos (no entanto menos parvos)  turistas a quem só lhes apetece visitar outros países que não Portugal.

(Portugal no seu melhor)

sábado, 6 de janeiro de 2018

«A Insustentável Leveza do Ser»

Cito, com a reverência necessária e com as aspas devidas, um dos títulos de um livro que há muito tempo mora cá por casa, no entanto apenas fui buscar o título deste livro para escrever sobre um assunto que anda por aqui a moer-me a cabeça desde o Verão. Parece que não vou falar sobre o livro? Bem...

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Carta breve aos senhores jornalistas que anunciam a previsão do tempo (espero não provocar um ataque cardíaco com a apresentação do texto)

exmos senhores jornalistas venho por este meio muito meu mas aberto a quem o queira apanhar escrever que isso de anunciar que vai estar mau tempo tem que ser feito com algum cuidado tratando-se este país de um país dizem e acho que também serão os senhores jornalistas a dizê-lo algo envelhecido sendo envelhecido a idade das pessoas que mais sintonizam os canais ditos generalistas são pessoas com idades compreendidas entre os sessenta e muitos anos até aos noventa e muitos anos quiçá cento e tal anos como tal pessoas por vezes com doenças cardíacas e muito susceptíveis de terem um ataque qualquer quando os senhores jornalistas que não são todos não pretendo generalizar mas são alguns decidem dar as notícias de mau tempo com um tom pesaroso ar carregado gerando e levando ao pânico dessas mesmas pessoas podendo inclusive levá-las muito mais cedo àquilo de ir desta para melhor ainda que eu ache que as pessoas não lhes apetece ir já desta para melhor e preferem ficar mais um bocadinho nesta vida que ainda que seja pior uma pessoa sempre pode respirar é isto senhores jornalistas penso que mais os senhores jornalistas da têvêiii é que o fazem eu entendo porque o fazem é para criar mais ênfase bem sei mas acreditem que muitas das pessoas de mais idade agradeceriam menos ênfase e mais notícias pouco dadas ao sensacionalismo é que o sensacionalismo pode matar mais depressa gente com o coração muito fraco do que uma onda de dez metros que felizmente está lá longe para muitas dessas pessoas avisar as pessoas informar as pessoas sobre o mau tempo que se avizinha parece-me muito bem fazê-lo sem olhar a meios é que é outra história fim sem letras maiúsculas pontos virgulas ou parágrafos não me apeteceu foi para dar mais ênfase à coisa e provocar descabelamentos vários aos senhores jornalistas menos atentos a estas coisas de um povo envelhecido adeus e até à próxima que vou tentar adiar o mais possível prometo