sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Coisas que não entendo. Proibições e Reconstituições

Vou falar, sim, do tema do momento, é impossível fugir...

Proibir o uso do burkini é coisa que não entendo. Se não me incomoda ver alguém na praia de fio dental e, ó, se por vezes me apetecia pedir a algumas se não se importavam de usar uns calçõezitos porque, diga-se de passagem, fio dental só fica bem em corpos bem exercitados. Portanto isto de proibir a forma como uma mulher decide ir à praia é, no mínimo, ridícula. Uma coisa é opinar porque aquilo fica bem e aquilo se calhar nem por isso, outra é proibir e multar uma mulher muçulmana pelo uso do burkini na praia. Completamente descabido. Palpita-me que o mundo está a enveredar por um caminho sem volta. A sensação que passa é que queremos porque queremos comprar guerras. Em vez de apaziguar, incendiamos o mais possível. A sede de ódio e sangue continua na ordem do dia. 

Agora pergunto eu em relação ao uso do burkini:
1. O rosto está destapado, não está? Ora bem. 
2. Não é possível esconder armas ou explosivos debaixo do burkini, pois não? Ora bem. 
3. Então qual é exactamente o cerne da questão?... 

Mudemos de assunto rapidamente...

Ontem, ou anteontem, não me recordo bem, a TVI resolveu brindar-nos novamente com mais uma daquelas reconstituições que me deixam, e falo por mim, com os nervos em franja, em franja de tão más (abstenho-me de escrever parvas, bom, agora já está, são parvas e não se fala mais nisso) que são as reconstituições. Desta vez a reconstituição visou o caso de Ponte de Sor, a agressão ao rapaz de 15 anos. Não fosse o caso tão sério e teríamos ali - ali na reconstituição - um caso bem sério de humor mêmo mêmo à séria. Bah! (que me desculpem a catrefada de adjectivos sérios, uma pessoa até fica com o cérebro todo baralhado ao assistir a algumas coisas lá na caixa que dizem ser mágica).

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A bem dizer só volto em Setembro, no entanto decidi lançar este pequeno desafio...

...às pessoas desse lado que realmente queiram participar, algo que me parece positivo. A coisa consiste em atirar-se sem rede, rebuscar nas profundezas da memória o que a cada um mais chocou/indignou e, o que mais emocionou (aqui pela positiva), nos passados dois anos.

Temos esta pequena mania de reagir a quente em certos assuntos, passado algum tempo parece que nada aconteceu. Esta espécie de esfriamento fará parte destes tempos que se querem modernos? É um "despachar" o assunto porque existe um outro logo ali ao virar da esquina pronto a entrar? 

Por exemplo, falou-se até à exaustão da imagem de uma criança morta na areia da praia, partilhou-se a foto milhões de vezes e, de repente, nada. O vazio. Não mais se falou no assunto. Talvez tenha sido por isso que na altura resolvi não entrar nessa onda das "partilhas". Custa-me isso de preencher uma página só porque não existe nada mais entusiasmante ali à mão para a preencher. Preocupam-me estes dias feitos unicamente de entusiasmos momentâneos. Preocupa-me isto de se levantar imediatamente o smartphone para filmar um acidente, quando a preocupação imediata deveria socorrer. Já não nos lembramos de socorrer, mas lembramo-nos de publicar o mais rapidamente possível o que quer que seja. 

(Se calhar não deveria ter publicado este texto. Agora, já está.)

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

(só vim aqui deixar a minha toalhita-blogosférica a marcar lugar porque sou bem capaz de voltar em Setembro)

Se os que frequentam a praia de Armação de Pêra (pêra, com um chapéu de sol em modo circunflexo) podem, querem lá ver que eu não posso?!

Ah e tal disseste que te ias fazer à vida. Pois disse. É bem verdade. Acontece que as letras estão fartas de me azucrinar a paciência e eu, como sou fraquita, cedi com muita facilidade. Sou uma fácil, é o que é.

Nos "entretantos" apercebi-me que têm acontecido coisas realmente importantes em Portugal. Soube que:

1. Existe gente que se dedicou à pesca. Pesca dos pokémons. Bom, isto é bem capaz de contribuir para a descida do desemprego. Uma descida virtual, mas que não deixa de ser positiva. Digo eu que nunca sei se descer é bom ou nem por isso. Parece-me é que a pesca lúdica inebria os sentidos e isto dos sentidos inebriados - bêbedos mesmo - faz uma pessoa mais feliz. Sejamos mais felizes na paz do Senhor-pokémon. Ámen e um queijo,

2. Também me chegou ao ouvido direito, porque o esquerdo está a apanhar sol grátis em modo open space lá para os lados do Algarve, que o raio do IMI vai fazer das suas. Ora bem, eu, pelo sim, pelo não, prometo que nunca, nunquinha, vou abrir uma janela para que o sol me não entre pela casa adentro assim de rompante. Tenho muito medo dos rompantes desta vida... Juro, com um também à frente, que andarei de olhinhos fechados pela casa no sentido de não incomodar o Tejo. Eu e o Tejo sofremos de incompatibilidade de feitios. Estamos de costas voltadas. Só espero que ninguém se lembre de subir também o imposto na parte da chuva de Inverno que não me larga a janela da cozinha e a fustiga como se não houvesse amanhã. É lindo de se ver, porque é, mas eu preciso do dinheiro para comprar ovos...