quinta-feira, 22 de setembro de 2016

(o único Reality Show que alguém me apanhará a ver)

O "House Rules", um Reality Show Australiano que não tem nada a ver com os que nos entram pela casa adentro em Portugal. Este é saudável e aposta na renovação de casas. Ou seja, as equipas são formadas por casais e a coisa consiste em renovar as casas uns dos outros. O prémio final é o pagamento da hipoteca da casa do casal vencedor. Todos eles têm que se superar em várias áreas, mesmo que pouco percebam de pintura de casas, que nunca tenham sido pedreiros, serralheiros, decoradores de interiores/exteriores, a coisa é trabalhar até cair para o lado na remodelação das casas. E é realmente muito bom de assistir. Ver o antes e o depois de casas que por vezes são uma verdadeira desgraça e, qual Cinderela, são trabalhadas, transformadas, de uma forma absolutamente espantosa. Este sim, é um Reality Show à maneira, sem atropelar ninguém, sem trafulhices, sem insultos, o único objectivo é trabalhar e lutar para ver a sua casa paga. Gosto disso. Muito mesmo.


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Maria ajuda as pessoas que não percebem aquilo de escrever à pressa (twitter de Mariana Mortágua)

Dei uma espreitadela ao twitter de Mariana Mortágua só por causa da polémica que se instalou e parece querer seguir os passos do Toyota na parte do "veio para ficar". Entretanto lá fui de encontro a uma parte que me irrita um bocadinho, um bocadinho porque quando a malta é estudante e só para facilitar a parte de tirar notas nas aulas, escreve de forma abreviada, se não o fizer candidata-se a perder metade da matéria, vai daí, uns tempos depois a malta cresce, entra para o mercado de trabalho e aquilo de escrever abreviado acaba por não fazer sentido algum. Já não é estudante nem nada. Fica, assim... como é que hei-de dizer isto... assim... estranho. É a minha opinião e vale o que vale. 

Sendo assim, resolvi ajudar as pessoas que não percebem o que está escrito no twitter de Mortágua. A Mariana.

Primeira
Onde se lê: "O 2 já paga mts impostos e o 1ñ."
Deve ler-se: O segundo já paga muitos impostos e o primeiro não.

Segunda:
Onde se lê: "Aos q se têm entretido a distorcer as minhas palavras pq ter discussões sérias dá mto trabalho: taxar riqueza acumulada NÃO é taxar poupança."
Deve ler-se: Aos que se têm entretido a distorcer as minhas palavras porque ter discussões sérias dá muito trabalho: taxar riqueza acumulada (agora é fazer o favor de gritar, não, usando letras garrafais - em linguagem virtual escrever com letras maiúsculas significa gritar/berrar, parece que M.Mortágua está zangada connosco e vai daí grita, pronto, já passou)... é taxar poupança.

Terceira e última porque isto desgasta uma pessoa:
Onde se lê: "Informação n paga imposto. Aconselho q a procure e tlvz conclua q há grd diferença entre valor de mercado e vpt."
Deve ler-se: Informação não paga imposto. Aconselho que a procure e talvez conclua que há grande diferença entre valor de mercado e... e... e... (raio do vpt, que significará o tal do vpt?)... vou arriscar um... valor patrimonial tributário, mas não tenho a certeza.

Isto de pessoas da política com twitter deveria pagar imposto quando o que está escrito não se encontra suficientemente perceptível aos olhos do comum dos mortais, o dinheiro acumulado seria distribuído pelas pessoas, Só a despesa que dá comprar comprimidos para as dores de cabeça na tentativa de conseguir chegar aos vpt's desta vida...

...
(informo o digníssimo corrector ortográfico que não adianta tentar corrigir-me, nem sequer insistir, nada posso fazer, eu não tenho twitter nem nada)

domingo, 18 de setembro de 2016

Hoje apenas coloco uma questão e, neste texto específico, a existir algum comentário, não existirá resposta da minha parte

A intenção é não influenciar quem quer que seja. 
(bom. se calhar com este texto já estou de alguma forma a... espero que não)

A pergunta tem a ver com aquela história de que pessoas que tenham contas acima dos 50 mil euros, o Estado terá o direito de aceder a essas mesmas contas. Portanto, as pessoas lá terão as suas poupanças (quem as conseguir fazer, quem ganhe o suficiente para que tal aconteça) e, vai daí, coloca o seu dinheirito no banco e, vai daí, o banco vai ter de informar a AT (autoridade tributária) que o cidadão tem mais de 50 mil euros e, se tem mais de 50 mil euros na conta, tungas, passa a ser vigiado. É isto, não é? 

É impressão minha ou aquilo da liberdade que me dizem fazer parte do pacote da chamada democracia - liberdade que parece que tem a ver com os direitos garantidos ao cidadão - está a ser arrancada pela raiz? 

Eu não sei se já disse, acho que sim mas pelo sim pelo não volto a dizer, que não percebo nada de política, gosto de ouvir quem percebe, é um facto, gosto de estar a par de tudo o que se passa no País onde vivo, só que começa a ser estranho isto de se vigiar as pessoas. Isto de entrar na vida das pessoas sem pedir licença. Só gostava que alguém me dissesse se existe um momento, um canto na nossa vida, em que se possa respirar à vontade sem termos sempre a sensação de que estamos a ser constantemente vigiados. Não tenho contas recheadas, logo, estou à vontade, no entanto chateia-me isto de não se tocar à campainha e perguntar se se pode entrar. Só espero é que com esta medida não se crie o tal (mau) hábito de guardar dinheiro debaixo do colchão, como se fazia lá no antigamente. Isso seria um retrocesso.  Retrocesso, não me parece coisa boa. 

(este post tem data de validade, 
a partir de terça-feira/20.Set.,  fica fechado a comentários, 
publicarei tudo o que existir de uma só vez)

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Por falar em gente frontal e com uma frontalidade que eu muito aprecio...

... É só entrar naquele link ali mais em baixo e perceber o porquê de eu gostar mais de pessoas que dizem o que têm que dizer sem grandes salamaleques. No entanto, na minha mais humilde opinião, é necessário não confundir frontalidade com má educação, existe realmente uma linha muito ténue que separa uma de outra. Essa linha, em tempo algum, deve ser quebrada. Eu pelo menos não a quebro ou quero acreditar que assim seja. Pessoas que criticam de forma construtiva são necessárias, cada vez mais necessárias para que este mundo dê um pulo no bom sentido. Pessoas caladas com receio de emitir uma simples opinião não contribuem lá muito para as mudanças.

De repente veio-me à ideia o problema da violência doméstica que ficou amordaçada durante tantos anos dentro das quatro paredes de muitas famílias, O medo de falar, o medo de dizer: não admito que me trates como se fosse lixo... sempre o medo de falar.... Alguém frontal, penso eu, não admite que outro alguém lhe levante a mão seja em que circunstância for. Só por isso gosto de gente que diz o que tem para dizer, que se defende, que se respeita, porque também é uma questão de respeito para connosco quando a malta não admite certas coisas de pessoas que se acham um patamar acima. 
...

E agora numa outra onda mais leve. Eu, por exemplo, jamais diria a alguém isto;
- Esse vestido é feio, faz-te mais gorda, ficas com mais dez anos em cima...
A isto não chamo de frontalidade. A isto chamo de alguém que gosta de arrasar outra só porque sim. 

O link que leva ao texto do escritor que também tem um blog, é este:
(vale a pena ler)

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Isto de ser filha única sempre foi (e continua a ser) uma grandessíssima chatice

Lembro-me de ser miúda e passar a vida a azucrinar a paciência aos meus pais que queria porque queria ter um irmão ou irmã. Pensava eu que aquilo era género uma encomenda. Uma pessoa-criança (eu, portanto) escrevia na encomenda quais as características que pretendia para o futuro irmão ou irmã, colocava na caixa do correio (os meus pais, portanto) e não tardava a campainha, o mais tardar na semana seguinte, iria brindar-me com um suave dling-dlong e, catrapumba, entrava-me um irmão ou irmã pela casa adentro para eu brincar lá ao lego e aos jogos com muitos cubos coloridos. 

Convinha também que já viesse enxertado com aquilo de saber ler, porque não tendo eu essa faculdade de já saber ler, queria que alguém me lesse a história do gato das botas. Sim, ao contrário das outras meninas nunca me fascinou a bela adormecida ou a Cinderela, eu gostava era mesmo das botas do gato. E das aventuras do gato que estava dentro das botas. 

O raio é que a caixa do correio (os meus pais, portanto) deveria estar em greve na parte de me oferecerem um irmão e aquilo chateava-me bastante. Por vezes levanta-me de manhãzinha muito cedo, lá ia eu pé ante pé, colocava os cotovelos na beira da cama dos meus pais e ficava ali à espera que acordassem só para perguntar se... ainda demorava muito. Uma pergunta destas ainda mal alguém tem o raciocínio arranjado, quando ainda o olho aberto da direita está à espera que o olho fechado da esquerda, acorde, é muito violento. Queria lá eu saber que aquilo cheirasse a violento, eu queria era mesmo um irmão, precisava urgentemente de brincar, de ter alguém com quem barafustar... Barafustar com os meus pais podia dar raia, não queria esse tipo de problema para o meu lado. 

A única maneira de terminar este texto é dizer que tive que aprender a ler muito rapidamente, percebi que para ler a história do gato das botas não podia contar com ninguém. Só comigo. Ainda hoje penso assim. Mudei foi de história.