segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

(pronto, devo ser a única que acha que aquilo dos Óscares não foi engano algum)

Numa era de Trump, de gente muito revoltada pela onda de racismo que parece querer instalar-se nos EUA, provavelmente com consequências enormes em todo o mundo, obviamente que tinha de ganhar o "Moonlight". Faz todo o sentido e a coisa foi muitíssimo bem feita. Mas isto sou eu e as minhas  teorias que, não passam disso mesmo, teorias.

Não são rosas, senhores, são conjecturas. Meras conjecturas.

E o Warren Beatty fez jus ao facto de ter escolhido como profissão, a de actor.

E é isto.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Maria comenta Festival da Canção em directo

1. Bom começo com vista do Cristo Rei. Começa bem, a ver se não se estraga nada.
2. Lena d'Água voltou? Ó diabo! Isto deve estar fraco de cantores. Next.
3. Tânia Ribas de Oliveira vestida de pretty woman na parte do vestido encarnado. Next.
4. Jorge Gabriel veste cabelo preto e usa gravata também ela, encarnada, numa de fazer pendant com o vestido de Tânia. A previsibilidade a dar cartas na RTP. Pfffff . Next.
5. Júlio Isidro muito igual a si próprio. Next.
6. Diz Jorge Gabriel que "hoje vamos viajar por ritmos mais acelerados". Ahahahah, engraçado este Jorge Gabriel.

Janelas floridas (ou quando nos dá para deixar a imaginação à solta)


Uma das minhas paixões mais do que assumidas são janelas floridas. Gosto de ver ruas limpas, canteiros bem arranjados, jardins bem cuidados e, naquelas bairros típicos de Lisboa (ou arredores) janelas que deixam tombar em modo delicado flores miudinhas de variadas cores, todas misturadas. É um género de bálsamo para os olhos. Por vezes acontece em ruelas estreitas, sem graça alguma, surgir uma janela mais arranjada, com flores, sejam elas em vasos, sejam no próprio beiral, e, eis senão quando, a ruela parece ganhar outro brilho.  Pequenos pormenores por vezes emprestam à vida  um género de brilho maior.

Já me aconteceu, inúmeras vezes, passear a pé num dia em que é permitido passear sem hora marcada. com relógio no pulso só para enfeitar, dar comigo em momentos de puro luxo que  nada têm a ver com lados todos eles materialistas e, nesses momentos deixar o pensamento, a imaginação, voar.

Dou comigo a olhar uma janela toda ela florida, pintada de branco, e tento imaginar a dona daquela casa. Vendo tudo tão bem cuidado por fora, dá-me para achar que o resultado por dentro é bem capaz de ser semelhante - pode até nem ser, mas naquele momento se a imaginação é minha, quero que seja - sendo semelhante só pode ser uma senhora daquelas antigas em idade, de vida bem vivida, com aspecto muito limpo, casa imaculadamente arrumada, com napperons feitos à mão pela própria por tudo quanto é sitio, no ar uma mistura de  aromas que vai do sabão azul e branco à alfazema e à água de rosas. Se arriscar e deixar a imaginação à solta só mais um bocadinho quase que consigo sentir o cheiro do bolo de laranja acabado de sair do forno e, por entre a cortina toda ela dançante, um leve fumegar de um chá de limão daqueles de cor amarela, como o sol, que insiste em se encostar à parede de uma casa emoldurada com uma janela florida. Diria que o sol é bem capaz de andar a piscar o olho à camélia que gosta de se maquilhar logo pela manhã com uma cor que é de fogo. Vai dar incêndio quase de certeza. Incêndio por dentro, que é por onde começam os incêndios mais perigosos.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Apresentadores de televisão que oferecem coisas à séria (olha que coisa mais linda)

Apesar de tudo ainda existem pessoas capazes de nos fazer sorrir em bom. 

By DN:

Em Portugal, bom, em Portugal também acontecem coisas boas no campo de apresentadores de televisão, temos, por exemplo, os 760 ... ... desta vida, o suplemento de cálcio mais a oferta de canecas.

(convém activar  o botão da ironia neste último parágrafo)

(lá tinha de chegar o dia em que eu faria uma proposta indecente às pessoas desse lado)

Foi hoje, mesmo à beirinha das pessoas finalmente tirarem as máscaras que usam durante o ano todo, excepto nesta altura do Carnaval. Assim é melhor, penso eu. Adiante que não tarda é meio-dia do dia de amanhã.

Proposta indecente e assumidamente descarada. Já que a foto ali mais em baixo gerou tanta polémica, e achando eu que uma foto é arte, beleza, pode até ser uma beleza triste mas é beleza no sentido de que existe por ali, nalgum ponto, sensibilidade captada por uma objectiva no momento certo. Sendo assim, o que eu gostaria de perceber é a forma como as pessoas também olham a beleza de uma fotografia através dos seus olhos.

Portanto o desafio é muito simples, é deixar um link com uma foto que consideram grande em beleza. E ainda maior em conteúdo.
- / -

Adenda:
Resolvi dar um exemplo de uma foto que me perturba bastante, admito.
No entanto não deixa de ser uma bela foto ainda que o termo belo, neste caso, seja estranho.
(não sei quem é o autor da mesma - sei que é do site da National Geographic)

Foto do caro Observador (para entrar é clicar  no  blog Reflexos)
"Uma foto que diz muito. Amizade, igualdade, fraternidade"

Foto da Fatyly  (para entrar é clicar  no blog Uma Nova Cubata)
"Não é preciso termos muito, basta saber criar com imaginação para sermos felizes"
"Crianças que constroem os seus próprios brinquedos...com tão pouco e conseguem sorrir!"

Foto da São (sem link directo para o blog por se encontrar inactivo)
"Voar nas asas do sonho, enquanto a vida não nos as corta." 
("Porque mostra a alegria de um pequeno grupos de crianças guineenses a brincar , felizes, à chuva, enquanto os adultos se abrigavam da mesma.")
(autor da fotografia: Alfredo Cunha)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Maria escreve carta aos editores de revistas femininas que acham as mulheres seres dotados de um neurónio só (fora de serviço, ainda por cima) e todo ele rosa fluorescente

Ó exmos. senhores editores de revistas femininas,

(aquele Ó no inicio é só para enfatizar porque dizem que faz bem aos músculos da feminilidade)

Começa a carta do Ó.

Venho por este meio porque outro não me foi ainda disponibilizado, mas eu tenho fé, sou uma pessoa de fé desde que a fé saiba que, de quando em vez, preciso dos meus momentos de introspecção e lá terá que me deixar em paz uns segundos, segundos esses que podem ser transformados rapidamente em largas horas ou mesmo, dias. Quiçá, anos. Dizia eu que preciso de desabafar coisas cá do meu âmago (ó - outro ó - aos anos que quero escrever âmago, hoje foi dia de âmago, aleluia) 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Maria, eu portanto, vou falar muito à minha maneira da foto vencedora do ano - World Press Photo

Faço entrar a foto que não foi a premiada, mas a foto do Embaixador ainda vivo. 
Não terá grande impacto.
Não terá nada de artístico.
Tão pouco interesse jornalístico.

São apenas duas pessoas vivas, 
embora a pessoa em plano de fundo se prepare para roubar a vida à da frente.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

(mensagem para malta dos 15-18 anos mas que pode ser lida por gente dos 19-90 anos)

Pá, malta, cheguem-se aqui ao pé de Maria. Já está. Boa! 
"Meter a mesa", não se diz.
A mesa não se mete, a mesa põe-se.
Era mesmo só isto.

Espero eu que seja só isto, querem lá ver que gente mais velha também diz "meter a mesa" (?)


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Ti Etelvina das Couves deseja cheirar a Chanel Nº 5 (e sai outra história de Tis)

Ti Etelvina das Couves cheirava a couves conforme o seu apelido, só que Ti Etelvina das Couves sonhava cheirar a Chanel nº5 tal como achava que cheiravam as meninas lá da televisão que eram todas, todas muito lindas e anunciavam aquele perfume que tinha um nome muito difícil de dizer e de escrever muito mais ainda.

Aos olhos de Ti Etelvina das Couves, herdeira apenas de um apelido em modo planta comestível porque a sua mãe não tinha dinheiro para mais, cheirar àquilo de nome difícil de dizer e de escrever muito mais ainda, o tal do Chanel nº5, era bem capaz de fazer com que o seu homem elevado a marido, o Ti Manel dos Nabos, a olhasse fundo nos olhos como há muito tempo a não olhava e a procurasse como há muito tempo a não procurava. Ti Etelvina das Couves estava sempre ali, todos os dias, a fazer a sopa igual ao seu apelido, sopa de couves, portanto não entendia como é que Ti Manel dos Nabos não a via.

(entra em cena a mãe de Ti Etelvina das Couves, sogra de Ti Manel dos Nabos)

Ti Eufrázia dos Porcos que comiam Couves, tinha dito à filha Etelvininha, na altura pequena demais para ser das Couves que, apanhar couves e fazer sopas bem apuradas, eram a armadilha ideal para apanhar homens distraídos que de tão distraídos quando davam por eles estavam na frente do padre Rosefino da Cruz Martirizada, vestidos com um fato domingueiro comprado na loja do alfaiate da vila, o Ti Albertino Coze-Cose, prontos para casar, tal e qual frangos dispostos em fila à espera da sua vez  para serem assados, enfiados num espeto capaz de espetar o olho da noite mais escura de um Inverno também ele todo escuro e choroso.

(sai de cena a mãe de Ti Etelvina das Couves e entra em cena Ti Manel dos Nabos)

Só que, Ti Manel dos Nabos andava meio triste, meio, porque sempre é melhor do que andar triste por inteiro, e andava meio triste por não suportar ver a tristeza nos olhos aconchegados por uma espuma de rugas da sua Etelvina, por isso, um dia resolveu levantar-se por volta das cinco da madrugada e rumou à cidade com a intenção de comprar aquela coisa que diziam fazer as pessoas cheirar bem, coisa essa capaz de devolver o sorriso à sua Etelvina que apanhava couves como ninguém.

Parece que tinha um nome muito esquisito, era um chánel não sabia das quantas. Ti Manel dos Nabos achava, lá para os lados do seu entendimento, que só vendiam aquilo no dia 5 de cada mês, daí chánel cinco. Perspicaz o Ti Manel dos Nabos, perspicaz embrulhado em esperto como só ele, só por causa das tosses tinha marcado no calendário o dia 5 para comprar o tal chánel que não sabia quem era mas estava disposto a encontrar só para ver feliz a sua Etelvina das Couves. Depois de muito calcorrear a cidade à procura do senhor chánel lá o encontrou todo esticado a apanhar sol numa montra pintada de doirado, enfiado dentro de um frasquinho pequenino mas caro como o raio. Bom, pensou o Ti Manel do Nabos, lá vai o dinheiro de um ano de poupanças, mas para ganhar o melhor sorriso da Ti Etelvina das Couves e, quem sabe, mais qualquer coisita, valia bem a pena. Resolveu cheirar o senhor chánel comprado nesse exacto dia, o dia cinco, bem de perto, fez uma careta enquanto pensava: vou comprar mais um frasquinho disto.

(fiquei para aqui a pensar em qual a razão de Ti Manel dos Nabos desembolsar mais um dinheiro para comprar mais um frasco de perfume que, segundo ele, era caro como o raio... só espero que não seja para deitar na sopa das couves de Ti Etelvina quase de apelido renovado - Ti Etelvina Cheira Bem Que Se Farta)